sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O Jazz (Uma Heranca Musical Afro-Americana)


                                                      
Embora o genero musical nao me fosse desconhecido muito em parte por ser de longa data um fan de cantores e musicos que estiveram envolvidos com o genero musical como Ray Charles uma das maiores lendas musicais da america negra ou ter a voz de Frank Sinatra como a melhor voz masculina de todos os tempos na historia da musica so recentemente ao ver o filme O Terminal com o meu Actor preferido Tom Hanks o Jazz me despertou ou voltou a despertar um interesse ainda maior em gostos musicais.

Igualmente por ser um grande apreciador de musica de orquestra apenas instrumental sem qualquer voz tornei-me apreciador do som do saxofone um dos instrumentos de maior referencia na musica Jazz muito bem demostrado e representado por nomes como Charlie Parker que alguns consideram como o melhor Saxofonista de todos os tempos apesar de uma morte prematura aos 34 anos e de outro grande nome do saxofone chamado de Benny Golson. Outros nomes como Janis Joplin, Peggy Lee, Nat King Cole ou Louis Armstrong desde ja a algum tempo alem de nao me serem desconhecidos serem ate por causa de alguns temas cantores de referencia e eleicao nas preferencias musicais.

Sei que muitos leitores nao conhecam mas tem tambem em Portugal de radio intitulado por "Cinco minutos de Jazz" iniciado pelo Radialista Jose Duarte na Radio Renascenca e actualmente no ar na Antena um da RDP um programa nocturna ja que o Jazz e uma musica da noite iniciado em 21 de Fevereiro de 1966 e que por si mesmo faz do mesmo programa o mais antigo programa de radio diario em Portugal. Um amigo com quem costumo almocar todos os sabados sugeriu-me tambem uma passagem pelo Cascais Jazz Club em Cascais e na minha pesquisa habitual para escrever a cronica encontrei o Onda Jazz, Hot Clube de Portugal, Dueto da Se ou o Culturgest como os melhores locais e clubes de musica para se ouvir Jazz em Lisboa assim como o Trem Azul a unica loja de discos em Lisboa dedicada exclusivamente ao mesmo estilo musical. Tem tambem o Festival Internacional SeixalJazz que acontece desde 1996 e se tornou no maior evento anual de musica Jazz em Portugal.
                                                               

O Jazz e uma manifestao artistico-musical com a base de suas raizes originarias em ,New Orleans, Chicago e New York. A mesma manifestacao musical tera surgido por volta do inicio do Seculo XX na regiao de New Orleans e em suas proximidades, no Estado americano do Luisana, tendom na cultura popular e na criatividade das comunidades envolvendo a comunidade negra local Afro-americana que ali viviam na altura, um dos seus espacos de desenvolvimento de maior importancia.

O Jazz foi-se desenvolvendo com a mistura de varias tradicoes religiosas, em particular a Afro-americana. Essa nova formula de fazer musica incorporava blue notes, chamada e resposta, forma sincopada, polirritmia, improvisacao e notas com Swing do Ragtime. Os instrumentos musicais basicos para se tocar Jazz sao aqueles usados em bandas marciais e bandas de danca: metais, instrumentos de sopro e baterias. No entanto, o Jazz, em suas varias e diversas formas, aceita praticamente quase todo o tipo de instrumentos.

As origens da palavra "Jazz" sao incertas. A palavra tem as suas raizes na giria norte-americana e varias derivacoes tem surgido de tal facto. O Jazz nao foi aplicado como estilo ou genero musical ate por volta de 1915. O Compositor e Pianista assim como lider de varias bandas de Jazz, Earl Hines, nascido em 1903 e mais tarde um reconhecido Musico de Jazz costumava dizer que estava "tocando o piano antes mesmo da palavra "Jazz" ser inventada".

Desde o comeco do seu desenvolvimento, no inicio do seculo passado, o Jazz produziu uma grande variedade de subgeneros musicais, como o Dixieland da Decada de 1910,  Swing das Big bandas das decadas de 30 e 40,  o Bebop tambem de meados da Decada de 40, o Jazz latino das decadas de 50 e 60 e o fusion, das decadas de 70 e 80. Devido a sua divulgacao mundial, o Jazz se adaptou a muitos estilos musicais locais, obtendo, assim, uma grande variedade melodica, harmonica e ritmica.


Como o termo "Jazz" tem, desde longa data, sido usado para uma grande variedade de estilos, uma definicao abrangente que incluisse todas as variacoes e dificil de ser encontrada. Enquanto alguns entusiastas de certos tipos de Jazz tem colocado definicoes menos amplas, que excluem outros tipos, que tambem sao habitualmente descritas e apontadas como sendo "Jazz", os proprios jazzistas sao muitas vezes relutantes quanto a definicao da musica que sao executadas. Edward Kennedy "Duke" Ellington um reconhecido Compositor de Jazz, Pianista e lider de uma orquestra estadunidense, dizia: "e tudo musica". Alguns criticos tem dito que a musica de Ellington nao era de facto Jazz, como a sua propria definicao, segundo esses criticos, segundo esses criticos, o Jazz nao pode ser orquestrado (discordo por completo dessa mesma ideia as orquestras quando acompanham o Jazz estao sempre a altura de fazer bom Jazz).

Por outro lado, os 20 solos de Earl Hines um Compositor, lider de bandas e Pianista de Jazz apresentam "versoes modificadas" de Duke Ellington (em Earl Hines Plays Duke Ellington gravado por volta dos anos 70) foi descrito por Ben Ratliff, critico do New York Times, como "um exemplo tao bom do processo do Jazz quanto qualquer outra coisa que temos".

Ha bastante tempo existem varios e interessantes debates na comunidade musical do Jazz sobre as definicoes e as fronteiras do mesmo genero musical. Em meados da Decada 30 do seculo passado, varios amantes e apreciadores de Jazz de New Orleans criticaram as chamadas "inovacoes" da era do Swing como contrarias a improvisacao colectiva, eles pensavam nisso como sendo algo essencial para a natureza do "verdadeiro" Jazz.

Pelos anos das decadas 40, 50 e 60, eram ouvidas criticas dos entusiastas do Jazz tradicional  e dos fans do Bebop, em que na maioria das vezes dizendo que o outro estilo nao era, de forma alguma, o Jazz "autentico". Entretanto, a alteracao ou transformacao do Jazz por novas influencias tem sido desde o principio criticada como "degradacao", Andrew Gilbert diz que o Jazz tem a "habilidade de absorver e transformar influencias" dos mais diversos estilos e generos de musica.

As formas de musica tendo como objectivo comercial ou a influencia da musica "popular" tem sido ambas criticadas, ao menos quando ocorre o surgimento do Bop. Fans do Jazz tradicional rejeitaram o Bop, o "Jazz fusion" da era dos anos 70, e definido por eles mesmo como um periodo de degradacao comercial da musica. Gilbert nota que como a nocao de um canone de Jazz se estava desenvolvendo, as "conquistas do passado" podem se tornar "...privilegiadas sob a criatividade particular..." e a inovacao dos artistas actuais. O critico musical de Jazz da Village Voice Gary Giddins diz que assim que a disseminacao e a criacao do Jazz esta se tornando cada vez mais institucionalizada e dominada por firmas de entretenimento maiores, o Jazz esta lidando com "...um perigoso futuro de aceitacao de respeitabilidade e desinteresse". David Ake adverte que a criacao de "normas" no Jazz   e o estabelecimento de um "Jazz tradicional" pode excluir ou deixar de lado outras mais novas, formas de Jazz avante-gard.

Uma maneira encontrada de resolver os problemas de definicao e expor o termo "Jazz" de uma forma mais abrangente. De acordo com a opniao e visao de Kin Gabbard "o Jazz e um conceito" ou categoria que, enquanto artificial, ainda e util ser designada como: "um numero de musicas com elementos suficientes em parte comum de uma tradicao coerente". Travis Jackson tambem define o Jazz de uma forma mais ampla, afirmando que e uma musica que inclui atributos tais como: "swinging, improvisacao, interacao em grupo, desenvolvimento de uma "voz individual", e estar "aberto" a diferentes possibilidades musicais".


Enquanto o Jazz pode ser dificil de se definir, improvisacao e claramente um dos elementos essenciais. O Blues mais antigo era habitualmente estruturado sob o respectivo padrao pergunta e resposta, elemento comum em musicas tradicionais. Uma forma de musica tradicional que aumentou em parte devido as cancoes de trabalho e field hollers. No Blues mais antigo a improvisacao era usada com bastante propriedade.

Essas mesmas caracteristicas sao fundamentais para a natureza da musica Jazz. Enquanto na musica Classica europeia elementos de interpretacao, ornamento e acompanhamento sao, as vezes, deixados a criterio do proprio Interprete, o objectivo elementar do Interprete e executar a composicao como esta escrita. No Jazz, entretanto, o Musico ira interpretar a musica de forma peculiar, nunca executando a mesma composicao exactamente da mesma forma por mais de uma vez.

Dependendo do Humor e da experiencia pessoal do Interprete, interacoes com musicos companheiros, ou ate mesmo por vezes com membros do publico um Interprete/Musico de Jazz pode alterar melodias, harmonias ou formulas de compasso da maneira que achar melhor e for de sua preferencia. No Dixieland Jazz, os musicos revezavam tocando a melodia, enquanto outros improvisavam contra melodias. A musica Classica da Europa tem sido conhecida como um meio para o Compositor. O Jazz, contudo, e muitas vezes caracterizado como um produto originario de uma criatividade democratica, interacao e colaboracao, colocando-se um valor igual na contribuicao do Compositor e do Interprete.

Na era do Swing, as Big bands passaram a ser mais baseadas em arranjos musicais - os arranjos foram tanto escritos como aprendidos de ouvido e memorizados (muitos musicos de Jazz nao liam as partituras). Os solistas improvisavam dentro desses arranjos. Mais tarde no Bebop, o foco mudou para os grupos menores e arranjos minimos; a melodia (conhecida como "head") era indicada brevemente no inicio e ao terminar da musica, e o amago da performance era uma serie de improvisacoes pelo meio.

Varios estilos de Jazz vieram posteriormente, tais como o Jazz modal, abandonando de vez a nocao estrita de progressao harmonica, permitindo aos musicos improviso ainda com mais liberdade, dentro de um contexto de uma dada escala ou modo (ex: "So What" no album de Miles Davis, Kind of Blue).

As linguagens Avant-gard Jazz e o Free-Jazz permitem, e exigem, o abandono de acordes, escalas e metrica ritmica, o grupo Das erste Wiener Gemüseorchester (tambem conhecida como The First Vienna Vegetable Orchestra, Das Gemuseorchester ou ainda, The Vegetable Orchestra) e um exemplo vivo e evidente de Free-Jazz. Quando um Pianista, Violonista ou outro Instrumentista com instrumentos harmonicos, improvisam um acompanhamento enquanto um Solista esta tocando, isso e chamado de Comping (contracao da palavra "accompanying"). "Vamping" e um modo de Comping que e normalmente restrito a poucos acordes repetitivos ou compassos, como oposicao ao Comping na estrutura do acordo ao longo da composicao. O Vamping tambem e usado como uma maneira simples de estender o comeco ou a finalizacao de uma musica ou continuar uma que se segue sem pausa.

Em algumas composicoes modernas de Jazz, onde os acordes fundamentais da composicao sao demasiado complexos ou de mudanca rapida, o Compositor ou o Interprete podem mesmo criar uma serie de "blowing changes", que e na realidade uma serie de acordes simplificada, melhor aplicada em Comping e no improviso do solo.

                                           
Ainda no inicio do Seculo XIX por volta de 1808 o trafico escravos no Atlantico acabara por trazer meio milhao de escravos africanos para os Estados Unidos, em grande quantidade particularmente para estados do Sul. Grande parte desses mesmos escravos vieram do Oeste de Africa e trouxeram fortes tradicoes da musica tribal. Em 1774 um visitante os descreveu, dancando ao som do banjo de 4 cordas e cantando a "musica maluca", satirizando a maneira com que eram tratados. Uma decada mais tarde o terceiro Presidente da Republica dos Estados Unidos Thomas Jefferson similarmente notou "o banjar, que foi trazido da distante Africa" . Foi feita de cabaca, como a bania senegalesa ou como a akonting do Oeste de Africa. Festas da abundancia com dancas africanas, ao som de tambores, eram organizadas aos domingos em Place Congo  em New Orleans, ate 1843, sendo como uma festa similar em New Orleans e New York.

Os escravos das mesmas tribos eram separados para assim evitar formacoes de revolta. E, pela mesma razao nos estados da Georgia e Mississippi nao era permitido aos escravos a utilizacao de tambores ou instrumentos de sopro que fossem muito sonoros, pois poderiam ser usados no envio de mensagens codificadas. Entretanto, muitos fizeram os seus proprios instrumentos musicais com os materias que encontravam disponiveis, e a maioria dos chefes das plantacoes onde estavam os mesmos escravos incentivavam ao canto para que fosse mantida a confianca do grupo. A musica africana foi altamente funcional, tanto para o trabalho quanto para os ritos.

A Work songs e Field hollers incorporaram um estilo que poderia vir ainda a ser encontrado em penitenciarias dos anos de 1960, e em um caso eram parecidas com uma cancao nativa ainda utilizada no Senegal. No Porto fluvial de New Orleans, alguns estivadores negros ficaram famosos pelas suas cancoes de trabalho. Essas mesmas cancoes mostravam uma complexidade ritmica com caracteristicas de polirritmica do Jazz. Na tradicao africana eles tinham uma linha melodica e com o padrao pergunta e resposta, contudo, sem o conceito de harmonia do Ocidente. O ritmo refletido no padrao africano da fala e o sistema tonal africano levaram as blue notes do Jazz.

                                                
No comeco do Seculo XIX, um numero crescente de musicos negros aprendiam a tocar instrumentos do ocidente, particularmente o violino, provendo entretenimento para os chefes das plantacoes e aumentando o valor de vendas daqueles que ainda eram escravos. Conforme aprendiam a musica da danca europeia, eles parodiavam as musicas nas suas proprias dancas que ficaram chamadas de Cakewalk. Por sua vez, apresentadores dos Minstrel Shows, Euro-americanos com blackface, um estilo de maquiagem usado para satira, popularizavam tal musica internacional, a qual era a combinacao de sincopas com acompanhamento harmonico europeu. O Pianista e Compositor norte-americano Louis Moreau Gottschalk adaptou a musica latina e melodias de escravos para musica de salao acompanhadas do piano, com musicas tais como Bamboula, danse de negres de 1849, Fantasie grotesque de 1855 e Le Banjo, enquanto sua musica Polka Pasquinade, em torno do ano de 1860, antecipou o Ragtime e foi orquestrado como parte do repertorio de  concerto da banda de John Philip Sousa, fundada em 1892.                                      

Outra influencia acabou por vir dos negros que frequentavam as igrejas. Eles aprenderam o estilo harmonico dos hinos e os adaptavam em Spiritual (tambem chamado de Negro Spiritual). As origens dos Blues nao estao registadas em documentos, entretanto, elas podem ser vistas como contemporaneas do Negro Spiritual. Paul Oliver chamou a atencao a similaridade dos instrumentos, musica e funcao social dos Griots da savana do Oeste africano, sob influencia Islamica. Ele fez estudos mostrando a complexidade ritmica da orquestra de tambores da costa da floresta temperada que sobreviveram relativamente intacta no Haiti e outras partes do Oeste das Indias mas nao era farta nos Estados unidos. Ele sugeriu que a musica das cordas do interior sudanes se adaptou melhor com a musica popular e Baladas narrativas dos ingleses e dos donos de escravos scots-irish que viriam a influenciar tanto o Jazz como o proprio Blues.


Nessa epoca, saloes para aquilo que viria a ser os bailes publicos e Tea Rooms comecaram a ser abertos nas cidades. A musica popular dos bailes na epoca era em estilos Blues-Ragtime. A musica era verdadeiramente vibrante, entusiastica e, quase sempre, improvisada. A musica Ragtime daquele tempo era em formato de marchas e valsas e outras formas tradicionais musicais, porem, a caracteristica consistente era a sincopacao. Notas e ritmos sincopados se tornaram tao populares entre o publico que os editores de partituras incluiram a palavra "sincopado" em seus anuncios. Em 1899, um Pianista jovem e treinado, de Missouri, Scott Joplin, publicou a primeira de muitas composicoes de Ragtime que viriam a ser musicas de gosto popular. As apresentacoes do lider de banda Buddy Bolden em New Orleans, desfiles e dancas sao um exemplo de estilo de improviso do Jazz. O rapido crescimento do publico que apreciava a musica no pos-guerra veio a provocar a producao de mais musicos treinados que fossem formais. Por exemplo, Lorenzo Tio, Scott Joplin e muitas outras importantes figuras musicais da epoca, no periodo inicial do Jazz tiveram como bases os paradigmas da musica Classica.

Apos a abolicao da escravidao iniciaram-se novas oportunidades para a educao dos Afro-americanos que apos a abolicao ser aprovada eram pessoas livres perante a sociedade como qualquer branco ou ate cidadao americano, porem a segregacao racial ainda limitava muito o acesso a varios mercados sobretudo o mercado do trabalho. Havia porem execoes: ser Professor, Pregador ou Musico; e muitos entao iam obtendo alguma educacao musical Euro-americanos tinham o costume de ver os musicos negros como provedores de entretenimento de "classe-inferior" nas dancas e nos Minstrel Shows, e mais tarde o  Vaudeville. Varias bandas marciais foram formadas, aproveitando a disponibilidade dos instrumentos musicais usados entao nas bandas do exercito. Porem um Pianista negro nao podia ser aceito em salas de concertos, mas poderia ser encontrado a tocar na Igreja ou tinham oportunidades de trabalho em bares, clubes e bordeis situados em zonas de prostituicao, sendo que, aqueles que liam partitura eram os chamados de "professores" enquanto os outros eram "tocadores (ticklers)" que tocavam em marfim. Antonin Dvorak escreveu certa vez um artigo polemico e controverso, publicado em Fevereiro de 1898 no Harper's New Montly Magazine, onde chegava mesmo a aconselhar os compositores americanos a basearem a sua musica na melodia dos negros.

As dancas sao normalmente inspiradas pelos movimentos de danca africanos, e foram adoptados por um publico de pessoas brancas que viram as dancas em Vaudeville Shows. O Cakewalk, desenvolvido pelos antigos escravos como uma copia satirizada dos bailes formais, se tornou popular. Os Cakewalk, as cancoes de negros e a musica de Jig Bands se desenvolveram em Ragtime, em 1895. Posteriormente, Tin Pan Alley, Irving Berlin comecaram a incorporar o Ragtime em suas composicoes.

O mesmo estilo e genero musical Ragtime, gradualmente, se desenvolveu como sendo uma musica de improviso, com fontes incluindo o Cakewalk, as marchas de Sousa e as pecas para piano de salao, tais como as variacoes de Gottschalk, baseados na America Latina e nas melodias dos escravos. Apareceram registadas como partitura, atraves do Animador Ernest Hogan, cancoes supostamente ditas como sendo cancoes de sucesso em 1895, e dois anos mais tarde em 1897, Vess Ossman gravou um medley dessas musicas no banjo solo: "Rag Time Medley".

Tambem igualmente em 1897, o entao Compositor William H. Krell publicou seu "Mississippi Rag", como a primeira peca de rag escrita para piano. Scott Joplin, Pianista instruido na forma Classica, produziu seu "Original Rag" no ano seguinte, entao em 1899 o "Maple leaf Rag" foi um grande sucesso internacional. Ele  compos depois disso varios rags populares, combinando sincopacao, figuracoes do banjo e, as vezes call-and-response, entretanto, suas tentativas no Ragtime, na Opera e no Ballet mas sem o mesmo sucesso. Porem, a banda de Philip Sousa tocou Ragtime em suas jornadas e passagens pela Europa, de 1900 ate 1905, e a linguagem "Ragtime" foi continuado por compositores classicos, incluindo Claude Debussy e Igor Stravinsky.

O suave sincopado de Irving Berlin, Tin Pan Alley marcha "Alexander's Ragtime Band" foi um Hit em 1911.

A musica Blues foi publicada e popularizada por W. C. Handy, na qual "Memphis Blues" de 1912 e "St. Louis Blues" de 1914, se tornaram Jazz standards.


New Orleans tinha se tornado numa mistura de racas. Os Franco-criolos aproveitavam muitas das oportunidades que anteriormente eram dadas apenas aos brancos, e grupos de negros iam participando em musicas classicas ou em operas da cidade. Entretanto, a lei de segregacao, que viria a entrar em vigor no ano de 1894, classificou a populacao Afro-crioula como "negra", colocando as duas comunidades em uma so definicao. Desde de 1857, existia prostituicao legalizada na area conhecida como "The Tenderloin", e em 1897 essa zona meretrico, proximo a Basin Street ficou conhecida como "Storyville", um lendario provedor de emprego para novos talentos do Jazz que iam surgindo por vezes quase do anonimato.

Na mesma epoca, diversas bandas marciais, tais como Onward Brass Band (fundada por volta de 1880), encontraram servicos em diversas situacoes, particularmente em casos de funerais luxuosos. Neles, se tocava musica solene a caminho do cemiterio, e posteriormente no caminho de volta eram executadas versoes de musicas como a Marcha Funebre em estilo Ragtime.

A partir do ano de 1890, o conhecido Musico de Jazz e Trompetista Buddy Bolden, liderou uma banda que fazia as apresentacoes Storyville, incorporando nas mesmas actuacoes dancas Afro-criolas, musicas com elementos de Blues e adicionando Swing ao ritmo, trazendo alguma inspiracao a futuros musicos de Jazz. Sua carreira abruptamente em 1907, antes que ele gravasse, ate entao nao se sabe ao certo o seu estilo. Suas apresentacoes nos desfiles e dancas em New Orleans parecem ter sido exemplos iniciais do improviso no Jazz.

O inovador Pianista Afro-criolo Jelly Roll Morton comecou igualmente sua carreira no Storyville, e mais tarde disse ter usado o termo Jazz em 1902 quando demostrou a diferenca entre Ragtime com um tipo de sincopacao, adequada somente para algumas cancoes, e Jazz como "um estilo que pode ser aplicado a qualquer estilo de cancao", inclusive classicos, populares, tais como as arias de Giuseppe Verdi. De 1904, ele fez tours com shows Vaudeville, em torno das cidades do Sul, tambem tocando em Chicago e New York.

O "Jelly Roll Blues", composta por Jelly Morton em 1905 e publicada apenas 10 anos depois em 1915, foi o primeiro arranjo de Jazz impresso. Isso veio a permitir que mais musicos fossem apresentados ao estilo de New Orleans. Buddy Bolden influenciou Freddie Keppard, o qual comecou a tocar por volta de 1906. Rapidamente obteve sucesso. Aproximadamente em 1917, Keppard se juntou a Bill Johnson's na Original Creole Orchestra, que fazia performances em Los Angeles, California, meses antes de fazer tours em varias cidades com o Vaudeville, conseguindo introduzir o estilo nas areas do Norte.

No mesmo ano a lideranca estava com Joe "King" Oliver, que por sua vez possuia um estilo mais relativo ao Blues. Oliver tocava com o Trombonista Kid Ory, e ensinava um jovem fan de Bolden que era um desconhecido mas dava somente pelo nome de Louis Armstrong. Enquanto a maioria das bandas eram de origens Afro-criolas ou negras, Papa Jack Laine era talvez o primeiro Musico de Jazz que nao era de raca negra. Sua banda, Reliance Brass Band, comecou em 1888 e continuou com com varias etnias apesar das leis de segregacao.

                                           
A proibicao de vendas de bebidas alcoolicas nos Estados Unidos, que esteve em vigor por 13 anos de 1920 ate 1933, resultou na criacao dos Speakeasies, locais onde a bebida era vendida ilegalmente. Esses mesmos estabelecimentos acabaram por ser locais com grande difusao para o Jazz, que, por isso mesmo, ganhou a fama e reputacao de ser um estilo musical imoral.

Nesse mesmo periodo em 1922, a Original Creole Jazz Band se tornou a primeira banda de Jazz de musicos negros de  New Orleans a fazerem gravacoes. No entanto, Chicago era o novo centro de desenvolvimento do Dixieland, porque por la se juntaram King Oliver e Bill Jonhson. Nesse mesmo ano Bessie Smith, famosa Cantoras de Blues, tambem gravou pela primeira vez.

Bix Beiderbecke  formou o grupo musical "The Wolverines" em 1924. No mesmo ano Louis Armstrong se tornou Solista da banda Fletcher Henderson por apenas um ano e depois formou o seu proprio grupo, os Hot Five. Jelly Roll Morton gravou com os New Orleans Rhythm Kings, e em 1926 formou por sua vez os Red Hot Peper. Na mesma epoca havia um grande mercado para a musica dancante influenciada pelo Jazz tocado por orquestras de musicos brancos, como a de Jean Goldkette e a de Paul Whiteman. Em 1924 Whiteman pediu ao Compositor George Gerswin para que ele criasse um concerto  que misturasse caracteristicas de Jazz com a musica Classica, o que viria a resultar na famosa Rhapsody Blue, que foi executada na premiere o concerto An Experiment in Modern Music, regido por Whiteman.

                                                     
Musicos e Compositores notorios de Jazz:

. Al Di Meola.
. Amy Winehouse.
. Andrew Hill.
. Anita O'Day.
. Anthony  Braxton.
. Archie Shepp.
. Aretha Franklin.
. Art Blakey.
. Art Tatum.
. Artie Shaw.
. Arturo Sandoval.
. Ben Webster.
. Benny Golson.
. Benny Goodman.
. Bessie Smith.
. Bill Evans.
. Billie Holiday.
. Bix Beiderbecke.
. Bobby Hutcherson.
. Bobby McFerrin.
. Bob Mintzer.
. Brad Mehldau.
. Branford Marsalis.
. Buddy Rich.
. Cannonball Adderley.
. Charles Mingus.
. Charlie Parker.
. Chet Baker.
. Chick Corea.
. Coleman Hawkins.
. Count Basie.
. Dave Brubeck.
. Dave Grusin.
. David Sanborn.
. Dexter Gordon.
. Diana Krall.
. Dizzy Gillespie.
. Django Reinhardt.
. Doris Day.
. Duke Ellington.
. Ella Fitzgerald.
. Eric Dolphy.
. Euge Groove.
. Frank Gambale.
. Frank Sinatra.
. Gene Krupa.
. George Benson.
. Gerry Mulligan.
. Glenn Miller.
. Hank Mobley.
. Herb Ellis.
. Herbie Hancock.
. Jaco Pastorius.
. Jammie Cullum.
. Janis Joplin.
. Jay Beckenstein.
. Joe Henderson.
.  Joe Pass.
. John Coltrane.
. John McLaughlin.
. Joss Stone.
. Kermit Ruffins.
. Lee Konitz.
. Lee Morgan.
. Lester Young.
. Lionel Hampton.
. Lisa Minelli.
. Louis Armstrong.
. Madeleine Peyroux.
. Mahalia Jackson.
. Max Roach.
. Maxime Sullivan.
. Michael Buble.
. Michel Camilo.
. Miles Davis.
. Nat King Cole.
. Nina Simone.
. Norah Jones.
. Ornette Coleman.
. Oscar Peterson.
. Paquito D'Rivera.
. Pat Metheny.
. Paul Anka.
. Paul Desmond.
. Pharoah Sanders.
. Peggy Lee.
. Quincy Jones.
. Ray Charles.
. Sarah Vaughan.
. Sonny Rollins.
. Sonny Stitt.
. Stan Getz.
. Stanley Clarke.
. Tete Montoliu.
. Thelonius Monk.
. Tonny Bennett.
. Wayne Shorter.
. Wes Montgomery.
. Woody Allen.
. Whnton Marsalis.


Nos paises de expressao portuguesa o Jazz parece nao ter uma forte tradicao musical. Apesar de no Brasil nao ter uma tradicao de musicos exclusivamente dedicados ao Jazz e muito comum a influencia desse estilo em alguns generos musicais brasileiros, como o Samba, Bossa nova, Choro, Xaxado, MPB, Maracatu, Baiao, etc. Alguns bons exemplos de bandas sao: Azymuth, Banda Black Rio, Zimbo Trio e o Brazilian Jazz Quartet. No cenario musical brasileiro ha saxofonistas, trompetistas e guitarristas notorios assim como nao podia deixar de fazer referencia em particular para Antonio Carlos Jobim como interprete, compositor e musico mais conhecido por Tom Jobim.

Musicos brasileiros que tocam Jazz:

Guitarristas:

. Helio Delmiro.
. Lula Galvao.
. Michel Leme.
. Ricardo Silveira.
. Toninho Horta.

Pianistas e Teclistas:

. Cesar Camargo Mariano.
. Rique Pantoja.
. Wagner Tiso.

Saxofonistas:

. Carlos Malta.
. Derico.
. Leo Gandelman.
. Mauro Senise.
. Nivaldo Ornelas.
. Victor Assis Brasil.

Trompetistas:

. Bonfiglio de Oliveira.
. Claudio Roditi.
. Marcio Montarroyos.
. Jorginho do Trompete.


Tambem em Portugal o Jazz jamais conseguiu ter fortes raizes musicais mas com o passar do tempo vai ganhando cada vez muitos mais adeptos e ja existem clubes nocturnos em Lisboa onde o Jazz se pode considerar rei e senhor da musica. Considero e penso que correctamente o que ajudou muito em Portugal a dar a conhecer o Jazz foi o ja referido programa de radio "Cinco Minutos de Jazz" do Radialista Jose Duarte. Com o tempo tambem foram e vao surgindo nomes notorios de musicos que por vezes nao se dedicam so ao Jazz mas que nao se pode deixar de fazer referencia.

Musicos portugueses que tocam Jazz:

Baixistas e Contrabaixistas:

. Alberto Jorge.
. Carlos Barreto.
. Carlos Bica.
. Mario Franco.
. Saheb Sarbib. (nasceu em Portugal, tem origens francesas/argelinas e actualmente nacionalidade americana).
. Ze Eduardo.

Bateristas:

. Alexandre Frazao.
. Joao Lencastre.
. Mario Barreiros.
. Paleka.
. Vitor Rua.

Cantoras e Vocalistas:

. Aurea.
. Joana Rios.
. Joana Rebelo de Andrade.
. Lena d'Agua.
. Luisa Sobral.
. Maria Joao.
. Vania Fernandes.

Guitarristas:

. Andre Fernandes.
. Andre Matos.
. Carlos Menezes.
. Joel Xavier.
. Mario Delgado.

Orquestras e chefes de Orquestras:

. Jorge Costa Pinto.

Pianistas:

. Andre Sarbib.
. Bernardo Sassetti.
. Joao Paulo Esteves da Silva.
. Mario Laginha.
. Miguel Braga.
. Paulo Gomes.
. Samuel Quinto.

Saxofonistas:

. Carlos Martins.
. Elamano Coelho.
. Joao Cabrita.
. Jose Menezes.
. Rao Kyao.
. Rio Azul.

Trompetistas:

. Hugo Alves.
. Laurent Filipe.


Festivais de Jazz em Portugal:

. Festival de Jazz e Blues, Seia.
. Festival de Jazz de Verao na Gulbenkian, Lisboa.
. Jazz ao Centro, Coimbra.
. Tass Jazz, Odemira.
. Matosinhos em Jazz, Matosinhos.
. Festival Internacional SeixalJazz, Seixal.
. Fesival de Jazz do Estoril, Estoril.

Clubes de Jazz em Portugal:

. Classic Jazz Bar, Braga.
. Theatro Circo, Braga.
. Sao Mamede - Centro de Artes e Espectaculos, Guimaraes.
. Centro Cultural Vila Flor, Guimaraes.
. Bar Sons (Teatro da Covilha), Covilha.
. Contrabaixo Bar (Praia de Mira), Coimbra.
. Quebra Club, Coimbra.
. Teatro Gil Vicente, Coimbra.
. Projecto Jazz - Pombal, Pombal.
. Hotel Dom Fernando, Evora.
. Stevie Rays Blues Jazz Bar, Faro.
. Parlatorio Cafe, Leiria.
. The Office Club, Caldas da Rainha.
. Blueswing, Cascais.
. Cascais Jazz Club, Cascais.
. Bicaense Cafe, Lisboa.
. Casino Lisboa, Lisboa.
. Catacumbas Jazz Bar, Lisboa.
. Centro Cultural de Belem, Lisboa.
. Culturgest, Lisboa.
. Hot Club de Portugal, Lisboa.
. Maxime, Lisboa.
. Nova Tertulia, Lisboa.
. Onda Jazz, Lisboa.
. Sao Luiz Teatro Municipal, Lisboa.
. Sitio de Cefalopode, Lisboa.
. Speak Easy, Lisboa.
. Teatro Dona Maria II, Lisboa.
. Trem Azul Jazz Store, Lisboa.
. ZDB - Galeria Ze Dos Bois, Lisboa.
. B Flat, Porto.
. Casa da Musica, Porto.
. Hot Five, Porto.
. Tertulia Castelense, Maia, Porto.
. Be Jazz Cafe, Barreiro.
. Borala Bar, Corroios, Setubal.

Aqui houve algo que foi uma verdadeira surpresa para mim e o facto de nos sites que pesquisei nao haver o registo de nenhum clube de Jazz tanto no Arquipelago tanto da Madeira como dos Acores, acredito plenamente que ate possa haver mas nao encontrei registo de nenhum.


Por esse Portugal a fora o que nao faltam ja sao clubes de Jazz como se pode ver na lista mais acima nao coloquei a etiqueta Musica Portuguesa nesta cronica por considerar que a origem desta cronica era pesquisar as raizes e historia do Jazz, sua origens, musicos, etc e o Jazz esta longe de ser um genero musical de origens portuguesas, teria colocado Musica Portuguesa nas etiquetas sim se o tema da cronica fossem festivais de Jazz em Portugal, fica aqui somente a informacao para nao pensarem que depois de falar de nomear nomes de musicos de Jazz portugueses, de ter nomeado clubes de Jazz e feito referencia ate a alguns festivais de Jazz em Portugal nao ter colocado a etiqueta Musica Portuguesa o facto tambem e que fiz referencia aos musicos, aos clubes e festivais de Jazz em Portugal mas nao falei neles abertamente. Irei faze-lo talvez no futuro e ai sim sera colocada a etiqueta de Musica Portuguesa na mesma cronica.

Dados tecnicos do Jazz:

Origens estilistitas: Blues, Folk, Ragtime e Marcha.
Contexto cultural: Meados de 1910 em New Orleans.
Instrumentos tipicos: Saxofone, piano, teclado, trombone, trompete, clarinete, tuba, guitarra, contrabaixo, bateria e vocais.
Popularidade: Decada de 1920 a Decada de 1960.
Generos Musicais: Acid Jazz, Asian American Jazz, Avant-garde Jazz, Bebop, Crossover Jazz, Dixeland, Calipso Jazz, Chamber Jazz, Cool Jazz, Free Jazz, Gypsy Jazz, Hard bop, Jazz blues, Jazz-funk, Jazz fusion, Jazz rap, Jazz rock, Latin Jazz, Lounge music, Mainstream Jazz, Modal Jazz, M-Base, Nu Jazz, Smooth Jazz, Soul Jazz, Ska Jazz, Swing, Terceira Corrente, Trad Jazz, Vocalese, West Coast Jazz.
Subgeneros Musicais: Asian American Jazz, Avant-garde Jazz, Bebop, Big band, Chamber Jazz, Continental Jazz, Cool Jazz, Free Jazz, Gypsy Jazz, Latin Jazz, Mainstream Jazz, Mini-Jazz, Modal Jazz, M-Base, Neo-bop, Orchestral Jazz, Post-bop, Strid, Swing, Third Stream, Trad Jazz, Pop Tradicional, Vocal Jazz.
Generos de Fusao: Acid Jazz, Afroobeat, Bluegrass, Bossa nova, Calypso Jazz, Crossover Jazz, Dansband, Deep house, Free funk, Funk, Hard bop, Humppa, Jam Band, Jazz blues, Jazz funk, Jazz fusion, Jazz rap, Jump blues, Kwela, Livetronica, Mambo, Math rock, Mod revival, Modern Creative, No Wave, Novelty piano, Nu Jazz, Nu soul, Post-metal, Rock progressivo, Punk jazz, Reggae, Rhythm and blues, Samba Jazz, Sambalanco, Shibuya-kei, Ska, Ska Jazz, Smooth Jazz, Soul Jazz, Spank Jazz, Swing revival, World fusion, Ye-ye.
Topicos: Jazz piano, Jazz guitarr, Jazz, standard, Jazz royalty, Jazz band, Big band.
Lista de musicos: Baixistas, Bateristas, Clarenistas,Guitarristas, Musicos de Jazz fusion, Pianistas, Saxofonistas, Smooth Jazz,Trompetistas, Vocalistas de Jazz.
Listas: Standards, Albuns, Clubes, Albuns de Blue Note.
Gravadoras: Blue Note, Brunswick, Columbia, Decca, Dial, EMI, Impulse, Prestige, Riverside, Savoy, Vanguard, Verve.
Festivais de Jazz: Monterey, Montreux, SeixalJazz, Festival de Jazz do Estoril.
Filmes que abordam o tema Jazz: Bird, The Jazz Singer, Round Midnight, Thelonious Monk: Straight, No Chaser, The Terminal. 
Formas regionais: Australia, Brasil, Cuba, Franca, India, Italia, Japao, Malawi, Paises Baixos, Polonia, Africa do Sul, Espanha, Reino Unido.


Ja vai longa esta cronica e possivelmente dentro deste ano vai ser uma das minhas favoritas de eleicao por considerar desde ja uma em que o tema ficou mais completo nao vou terminar a mesma cronica que na minha opniao acaba por ser um optimo trabalho de apresentacao do mesmo genero musical Jazz sem antes aprensentar uma lista feita por criticos musicais e por especialistas em Jazz com as 100 melhores musicas de Jazz e seus interpretes.

Lista com as 100 melhores cancoes de Jazz  e interpretes:

1. Take five. - Dave Brubeck.
2. So What. - Miles Davis.
3. Take The A Train. - Duke Ellington.
4. Round Midnight. - Thelonious Monk.
5. My Favourite Things. - John Coltrane.
6. A Love Supreme (Acknowledgment). - John Coltrane.
7. All Blues. - Miles Davis.
8. Birdland. - Weather Report.
9. The Girl From Ipanema. - Stam Getz & Astrud Gilberto.
10. Sing, Sing, Sing. - Benny Goodman.
11. Strange Fruit. - Billie Holiday.
12. A Night in Tunisia. - Dizzy Gillespie.
13. Giant Steps. - John Coltrane.
14. Blue Rondo a la Turk. - Dave Brubeck.
15. Goodbye Pork Pie Hat. - Charles Mingus.
16. Stolen Moments. - Oliver Nelson.
17. West End Blues. - Louis Armstrong.
18. God Bless The Child. - Billie Holiday.
19. Cantaloupe Island. - Herbie Hancock.
20. My Funny Valentine. - Chet Baker.
21. Body And Soul. - Coleman Hawkins.
22. Song For My Father. - Horace Silver.
23. Spain. - Chick Corea.
24. Blue In Green. - Miles Davis.
25. Naima. - John Coltrane.
26. Flamengo Sketches. - Miles Davis.
27. Waltz For Debbie. - Bill Evans.
28. Autumn Leaves. - Cannonball Adderley.
29. St. Thomas. - Sonny Rollins.
30. Mercy, Mercy, Mercy. - Cannonball Adderley,
31. What A Wonderful World. - Louis Armstrong.
32. Lush Life. - John Coltrane / Johnny Hartman.
33. Blue Train. - John Coltrane.
34. Poinciana. - Ahmad Jamal.
35. In a Sentimental Mood. - Duke Elligton & John Coltrane.
36. Freddie Freeloader. - Miles Davis.
37. Summertime. - Ella Fitzgerald.
38. Watermelon Man. - Herbie Hancock.
39. Salt Peanuts. - Dizzy Gillespie.
40. Moanin'. - Art Blakey.
41. Straight, No Chaser. - Thelonious Monk.
42. Good Morning Heartache. - Billie Holiday.
43. Mack the Knife. - Ella Fitzgerald.
44. In the Mood. - Gleen Miller.
45. Desafinado. - Stan Getz.
46. Cast Your Fate To The Wind. - Vince Guaraldi.
47. Rhapsody in Blue. - George Gershwin.
48. Blue Monk. - Thelonious Monk.
49. Caravan. - Duke Ellington.
50. Sidewinder. - Lee Morgan.
51. Django Modern. - Jazz Quartet.
52. Compared to What. - Les McCann.
53. Red Clay. - Freddie Hubbard.
54. Ruby, My Dear. - Thelonious Monk.
55. April in Paris. - Count Basie.
56. Bitches Brew. - Miles Davis.
57. Twisted Lambert. - Hendricks & Ross.
58. Maiden Voyage. - Herbie Hancock.
59. Mood Indigo. - Duke Ellington.
60. St. Louis Blues. - Louis Armstrong.
61. Manteca. - Dizzy Gillespie.
62. How High The Moon. - Ella Fitzgerald.
63. At Last. - Etta James.
64. Fever. - Peggy Lee.
65. Satin Doll. - Duke Ellington.
66. Someday My Prince Will Comes. - Miles Davis.
67. Autumn in New York. - Billie Holiday.
68. Epistrophy. - Thelonious Monk.
69. I Loves You Porgy. - Nina Simone.
70. It Don't Mean A Thing. - Duke Ellington.
71. KoKo. - Charlie Parker.
72. Milestones. - Miles Davis.
73. Misterioso. - Thelonious Monk.
74. Nuages. - Django Reinhart.
75. Struttin ' with Some BBQ. - Louis Armstrong.
76. The In Crowd. - Ramsey Lewis.
77. Ain't Misbehavin. - Fats Waller.
78. Bye Bye Blackbird. - John Coltrane.
79. On Green Dolphin Street. - Miles Davis.
80. Linus and Lucy. - Vince Guaraldi.
81. Georgia on My Mind. - Ray Charles.
82. Joy Spring. - Clifford Brown & Max Roach.
83. One O'Clock Jump. - Countie Basie.
84. Potato Head Blues. - Louis Armstrong.
85. Bumpim' (On Sunset). - Wes Montgomery.
86. Feeling Good. - Nina Simone.
87. Misty. - Errol Garner.
88. Moody's Mood For Love. - James Moody.
89. Stardust. - Louis Armstrong.
90. Yardbird Suite. - Charlie Parker.
91. Diminuendo & Crescedo in Blue. - Duke Ellington.
92. Donna Lee. - Charlie Parker.
93. Water Boy. - Don Shirley.
94. Ornithology. - Charlie Parker.
95. Begin the Beguine. - Artie Shaw.
96. Ceora. - Lee Morgan.
97. Sophisticated Lady. - Duke Ellington.
98. Sugar. - Stanley Turrentine.
99. Footprints. - Wayne Shorter.
100. Four on Six. - Wes Montgomery.


O Jazz e a linguagem global da alma humana 1500 cancoes foram citadas por cerca de 10 mil participantes. No topo da lista como se pode ver acima aparece "Take Five"  composicao escrita por Paul Desmond e apresentada ao publico e aos amantes do verdadeiro e puro Jazz pelo Dave Brubeck Quartet, no album "Time Out", de 1959. "Take Five" foi mesmo o primeiro single de Jazz da historia da musica a vender 1 milhao de copias.

O segundo lugar da lista ficou com "So What", de Miles Davis, gravada no album "Kind of Blue", tambem de 1959. Podemos portanto quase dizer que o mesmo ano foi o ano da musica Jazz.

Em terceiro lugar e no ultimo lugar do honroso podio aparece "Take The a Train" composta por Billy Strayhorn e gravada por Duke Ellington, no album "Uptown", de 1952.

John Coltrane e de facto o Musico que aparece mais vezes na lista, com 8 cancoes: My Favorite Things (5), A Love Supreme (Acknowledgment) (6), Giant Steps (13), Naima (25),  Lush Life em parceria com Johnny Hartman (32), Blue Train (33), In a Sentimental Mood em parceria com Duke Ellington (35), Bye Bye Blackbird (78).

A mesma lista traz ainda uma galeria de lendas sagradas da musica Jazz como: Dizzy Gillespie, Louis Armstrong, Chet Baker, Ella Fitzgerald, Stan Getz, Benny Goodman, Oliver Nelsen, Herbie Hancock, Coleman Hawkins, Bill Evans, Ahmad Jamal, Glenn Miller, Ray Charles, Charlie Parker, Errol Garner, Billie Holiday, Thelonious Monk e Nina Simone.

Curiosamente esta lista esta longe de ser da concordancia mas realmente nada posso fazer supreende-me que ir nome como Nat King Cole nao esteja presente na mesma assim como musicas que para mim sao de eleicao nao so no estilo Jazz mas vejo os mesmos como verdadeiros hinos da musica estejam em posicoes tao modestas estou a referir-me exactamente a casos de cancoes como: What a Wonderful World (31) Louis Armstrong, Sumertimes (37) de Ella Fitzgerald, Fever (64), de Peggy Lee, Desafinado (45) de Stan Getz ou Georgia on My Mind (81) de Ray Charles. Essas se a mesma lista conta-se com a minha votacao teriam sido as musicas do topo tambem foi com surpresa que pude observar que Frank Sinatra nao foi referido somente uma unica vez. Assim como noto a ausencia de cancoes como Besame Mucho embora seja um Jazz ja mais fora do original ou seja Jazz Latino o mesmo se pode acrescentar de Unforgettable,  Mona Lisa dois temas interpretados por Nat King Cole, ainda I've Got Your Under My Skin tema tao bem imortalizado entre outros por Frank Sinatra e When I Fall In Love de Doris Day . Porem de notar que eu sou apenas mais um fan de Jazz, amante de boa musica mas nao sou nenhum especialista ou critico profissional.

A ideia de apresentar uma lista com os 100 melhores albuns de Jazz deu-me que pensar tudo porque a cronica ja esta longa. Quem me conhece sabe que gosto de apresentar sempre os meus trabalhos o mais completos possiveis e com o maior numero de informacoes e a ideia embora arriscada pareceu-me ser a forma perfeita para terminar o trabalho dai que nao pensei duas vezes. Quero mesmo que esta alem de ser uma das cronicas mais completas que escrevim seja um bom trabalho e que possa ser uma boa sugestao e influencia para as novas geracoes ouvirem Jazz e talvez ate aprecia-lo tal como era a ideia de Jose Duarte ao apresentar na radio "Cinco minutos de Jazz" durante decadas. Apesar de tudo sei que este meu trabalho e apenas uma gota de agua num enorme oceano.


Lista dos 100 melhores albuns de Jazz e seus interpretes:

1. The Shape of Jazz to Come. - Ornette Coleman .
2. A Love Supreme. - John Coltrane.
3. Bird & Dizz. - Charlie Parker / Dizzie Gillespie.
4. Kind of Blue. - Mile Davis.
5. Ella and Louis. - Ella Fitzgerald / Louis Armstrong.
6. Getz / Gilberto. - Stan Getz / Joao Gilberto.
7. Concert by Sea. - Erroll Garner.
8. The Black Saint and the Sinner Lady.  - Charles Mingus.
9. Speak no Evil. - Wayne Shorter.
10. Straight, No Chaser. - Thelonious Monk.
11. The Köln Concert. - Keith Jarrett.
12. Moanin'. - Art Blakey and the Jazz Messengers.
13. Chet Baker Sings. - Chet Baker.
14. Blue Train. - John Coltrane.
15. Out to Lunch. - Eric Dolphy.
16. Piano Starts Here. - Art Tatum.
17. Go! - Dexter Gordon.
18. Count Basie at Newport. - Count Basie.
19. Journey in Satchidananda. - Alice Coltrane.
20. Time Out. - Dave Brubeck Quartet.
21. Everbody Digs Bill Evans. - Bill Evans.
22. Duke Ellington & John Coltrane. - Duke Ellington / John Coltrane.
23. Naked City. - Naked City.
24. Louis Armstrong Plays W. C. Handy.
25. At Carnegie Hall. - Thelonious Monk Quartet with John Coltrane.
26. Clifford Brown & Max Roach. - Clifford Brown & Max Roach.
27. Afro. - Dizzy Gillespie.
28. Sketches Of Spain. - Miles Davis.
29. Karma. - Pharoah Sanders.
30. Staright Ahead. - Abbey Lincoln.
31. Charlie Parker With Strings. - Charlie Parker.
32. Somethin' Else. - Cannoball Adderley Quintet.
33. Lady in Satin. - Billie Holiday.
34. Body & Soul. - Coleman Hawkins.
35. A Night in Tunisia. - Art Blakey.
36. Afternoon in Paris. - Stephane Grappelli.
37. Compulsion. - Andrew Hill.
38. Monk's Dream. - Thelonius Monk.
39. Suspicious Activity. - The Bad Plus.
40. Bitches Brew. - Miles Davis.
41. Takin' Off. - Herbie Hancock.
42. The Famous Carneigie Hall Jazz Concert 1938. - Benny Goodman. 
43. The Oscar Peterson Trio at the Stratford  Shakespearean Festival. - Oscar Peterson.
44. The Sidewinder. - Lee Morgan.
45. The Great Great Summit. - Louis Armstrong & Duke Ellington.
46. Gershwin Play Rhapsody Blue. - George Gershwin.
47. Idle Moments. - Grant Green.
48. Secrets of Sun. - Sun Ra.
49. Mythologies. - Patricia Barber.
50. Charles Mingus Presents Charles Mingus. - Charles Mingus.
51. Such Sweet Thunder. - Duke Ellington.
52. The Great American Songbook. - Carmen McRae.
53. Once Upon a Summertime. - Blosson Dearie.
54. Unit Structures. - Cecil Taylor.
55. Hamp & Getz. - Lionel Hampton & Stan Getz.
56. Nancy Wilson / Cannoball Adderley. - Nancy Wilson / Cannoball Adderley.
57. Songs of Innocence. - David Axelrod.
58. Heavy Wheather. - Wheater Report.
59. Slugs' Saloon. - Albert Ayler.
60. Trio Jeppy. - Branford Marsalis.
61. We Free Kings. - Roland Kirk.
62. Travelin' Light. - Shirley Horn.
63. A Night at the Village Vanguard. - Sonny Rollins.
64. Live in Paris. - Diana Krall.
65. Clifford Brown with Strings. - Clifford Brown.
66. Bags & Trane. - Milt Jackson.
67. Midnight Blue. - Kenny Burrell.
68. Don't Go To Strangers. - Etta Jones.
69. Ellis in Wonderland. - Herb Ellis.
70. Jazz Impressions of Black Orpheus. - Vince Guaraldi Trio.
71. Blue Rose. - Rosemary Clooney.
72. Art Pepper Meets The Rhythm Section. - Art Pepper.
73. Helen Merril. - Helen Merril.
74. The Blues and the Abstract Truth. - Oliver Nelson.
75. School Days. - Stanley Clarke.
76. Elegiac Cycle. - Brad Mehldau.
77. Wish. - Joshua Redman.
78. Artist in Residence. - Jason Moran.
79. Ahmad's Blues. - Ahmad Jamal.
80. Sax Pax for a Sax. - Moondog.
81. Black Codes (From The Underground). - Wynton Marsalis.
82. The Right Touch. - Duke Pearson.
83. The Astrud Gilberto Album. - Astrud Gilberto.
84. Return To Forever. - Chick Corea.
85. Blues Dream. - Bill Frisell.
86. One Night Stand - The Town Hall Concert 1947.
87. Whipped Cream & Other Delights. - Herb Alpert & The Tijuna Brass.
88. Full Force. - Art Ensemble of Chicago.
89. - Bela Fleck & The Flecktones. - Bela Fleck & The Flecktones.
90. Mood Indigo. - Jimmy Scott.
91. Elis & Tom. - Elis Regina.
92. Offramp. - Pat Metheny Grup.
93. Stan Getz and the Oscar Peterson Trio. - Stan Getz.
94. Husky. - Skerik’s Syncopated Taint Septet.
95. Come Play with Me. - Cuong Vu.
96. Five Compositions (quartet). - Anthony Braxton.
97. Careless Love . - Madeline Peyroux.
98. Jaco Pastorius. - Jaco Pastorius.
99. M'Boom. - Max Roach.
100. In My Element. - Robert Glasper.

Esta mesma lista foi publicada pela amazon e provocou alguma polemica devido a surpresa originada pelo album  Kind of Blue, de Mile Davis (4) ser o preferido de muitos para a primeira posicao.Seja com for notei e penso que o leitor(a) tambem notou ou ira notar de o Jazz sera sempre um genero musical dominado por cantores e musicos de raca negra em particular Afro-americanos e penso que desde a sua criacao na primeira metade do seculo passado nesse ponto  o Jazz continua intocavel ou inalteravel.


Na hora da despedida sinto-me honrado em ter feito este trabalho da forma mais detalhada e completa possivel. Penso que foi mesmo das cronicas mais completas que ja fiz e tudo nasceu ou renasceu de um paixao antiga que estava um pouco esquecida o meu gosto pela musica instrumental dos saxofones. Fica a promessa de daqui a algum tempo fazer o mesmo tipo de trabalho talvez de uma forma menos completa tudo depende do material que arranjar durante o trabalho de pesquisa de outros generos musicais como sao o Blues e sobretudo o Soul um genero musical pelo qual tambem tenho uma particular paixao.

Caro(a) leitor(a) espero que a mesma cronica esteja ao seu gosto quanto a mim penso que desde ja e uma das minhas favoritas de sempre como tambem tem tudo para ser uma das de eleicao feitas no ano de 2015, peco desculpa se a mesma e longa e extensa mas de outra forma nao se poderia ser tao completo, ate a proxima.

                                                                                                                 Manuel Goncalves




 
 
 

                                     












2 comentários:

  1. Gostei muito de ler. Muita informação útil e pormenores interessantes. Gosto do jazz em certas ocasiões, momentos de reflexão. Infelizmente, não tenho muito tempo para apreciar a música como deve ser (aliás, nem a música, nem nada :) ) Este Inverno frio e triste também não ajuda nada.... Espero que por aí, com o jazz, a disposição esteja melhor....

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    1. Para se escutar o Jazz e entende-lo penso que e presciso uma certa paz de espirito o resto vem com o som emblematico e caracteristico do Jazz ou seja o som do Saxofone nao consigo imaginar o bom Jazz sem ele. Por aqui com ou sem musica, com ou sem Jazz vai-se vivendo.

      PS: Resta-me apenas acrescentar que nao me vejo num dos clubes de Jazz de New York ou Chicago mas num ida a Portugal numa passagem nocturna por Lisboa para alem de uma casa de fados a passagem por um clube de Jazz e coisa quase certa.

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