quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Mulheres Recrutadas, Escravizadas, Vendidas e Assassinadas Pelo Estado Islamico



Falar do Estado Islamico nos ultimos tempos sem falar em atentados terroristas nos ultimos tempos nao tem sido tarefa impossivel mas tem sido algo dificil. Embora esta Cronica nao aborde nenhum atentado em si por falar no Estado Islamico resolvi colocar a etiqueta Atentados e Terrorismo, alias penso que esta e uma Cronica que mais uma vez se ve com o espaco na lista de etiquetas limitado pelo que tentei juntar algumas daquelas que julguei serem as mais importantes.

Foi depois de ler um artigo sobre o caso das jovens austriacas de decendencia bosnia Samra Kesinovic (1998-2015 ?) e Sabina Selimovic (1999-2014 ?) que me deu vontade de escrever esta cronica e coloquei maos a obra, infelizmente nao sao casos isolados. Por um lado pode parecer desumano mas nao deixo de concordar com varios comentarios que li algures enquanto lia artigos sobre o assunto para elaborar este trabalho. Quem anda a chuva molha-se diziam uns enquanto outros lembravam que haviam sido as mesmas a escolher aquele destino.

Sao de facto as mesmas a escolherem o mesmo destino mas tambem muitas vezes sao mortas quando se arrependem e tenta a fuga em vao, pagam com a propria vida o mesmo erro que cometeram e com a propria vida pagam o sentimento de arrependimento que acabam por sentir mais tarde. Nao quero servir de Advogado de defesa de ninguem mas, quem nunca cometeu um erro? Os erros nao se pagam com a propria vida, penso eu. Tambem de acrescentar que nem todas as raparigas estao ali de livre vontade segundo algumas fontes o Estado Islamico rapta algumas raparigas na Siria e no Iraque e depois aproveita para vende-las algumas segundo informacoes da ONU pelo preco de um maco de cigarros. Sem falar em meninas que sao leiloadas pelo mesmo Movimento Terrorista apenas porque sao cristas.
                                                    

Comeco pela historia das duas raparigas austriacas fazendo uma recapitulacao desde  momento do seu desaparecimento, passando pela altura em que serviram de propaganda do Estado Islamico para recrutar novas raparigas, as noticias do arrependimento e ao tragico final do mesmo episodio. Esta Cronica penso que tambem poderia servir para possiveis recrutadas ensarem duas vezes antes de embarcarem em aventura semelhante.

"Nao nos procurem. Vamos servir Ala e vamos morrer por ele". Foi com esta mensagem, pequena mensagem escrita em bilhetes e deixados as suas familias que as jovens Samra Kesinovic, de 17 anos de idade e a sua amiga Sabina Selimovic, de 16 anos de idade ambas filhas de familias de refugiados bosnios comunicaram a sua decisao de deixar tudo o que tinham para tras e iniciar uma vida nova totalmente diferente como combatentes nas fileiras do Estado Islamico.

O que em parte se questionou foi como as menores chegaram ate a Siria, eram menores! Nisto tudo onde entram os pais? Muitos e eu tambem perguntamos por isso mas no meu entender penso que a resposta e simples. Certamente nas fileiras do Estado Islamico alguem lhes arranjou documentacao falsa onde as jovens menores deixavam de ser menores e talvez ate tenham deixado de ser Samra Kesinovic e Sabina Selimovic. O que e certo e que a propria INTERPOL lancou o alerta e as jovens comecaram a ser procuradas no entanto era tarde demais ou o que fizeram nao foi de facto o suficiente.

A verdade e que ambas as jovens depois de terem fugido de Viena em Abril de 2014 ambas as jovens apareceram em videos de propaganda para o Movimento Terrorista do Estado Islamico logo depois que elas chegaram a Siria. Um Pregador Islamico da Bosnia vive em Viena, Mirsad O., conhecido pelo nome Islamico do "Ebu Tejma", foi apontado como tendo sido o suposto responsavel pela radicalizacao das duas jovens. As autoridades acusavam-no de ter sido ele mesmo a fazer uma lavagem cerebral e convencer as mesmas a juntarem-se a Jihad. Ele negou sempre tal acusacao. Mirsad O. foi preso mais tarde alegadamente por desempenhar um papel em uma suposta rede de financiamento do terrorismo baseado na Austria. Pela mesma altura ainda as jovens pareciam estar e felizes com a escolha que haviam feito. Sabina Selimovic chegou a afirmar, numa troca de mensagens com jornalistas da Revista Paris Match, que “Aqui posso ser realmente feliz. Posso praticar a minha Religiao. Nao o podia fazer em Viena”.


A verdade e que ambas as jovens depois de terem fugido de Viena em Abril de 2014 ambas as jovens apareceram em videos de propaganda para o Movimento Terrorista do Estado Islamico logo depois que elas chegaram a Siria. Um Pregador Islamico da Bosnia vive em Viena, Mirsad O., conhecido pelo nome Islamico do "Ebu Tejma", foi apontado como tendo sido o suposto responsavel pela radicalizacao das duas jovens. As autoridades acusavam-no de ter sido ele mesmo a fazer uma lavagem cerebral e convencer as mesmas a juntarem-se a Jihad. Ele negou sempre tal acusacao. Mirsad O. foi preso mais tarde alegadamente por desempenhar um papel em uma suposta rede de financiamento do terrorismo baseado na Austria. Pela mesma altura ainda as jovens pareciam estar e felizes com a escolha que haviam feito. Sabina Selimovic chegou a afirmar, numa troca de mensagens com jornalistas da Revista Paris Match, que “Aqui posso ser realmente feliz. Posso praticar a minha Religiao. Nao o podia fazer em Viena”. As mesmas estavam agora nas fileiras de combate do Estado Islamico, estavam felizes, tinham a certeza de terem feito a escolha certa mas essa felicidade nao teve muita duracao.

Apesar de toda a felicidade demostrada as coisas foram mudando com o tempo e Samra Kesinovic e Sabina Selimovic. (o sobrenome na foto de cima esta mal escrito talvez um lapso ou alguem querendo dar uma falsa noticia querendo fazer parecer que sendo as duas Kesinovic de sobrenome eram irmas) acabaram por se mostrar arrependidas como noticiavam os jornais em Outobro de 2014 ou seja 6 meses depois da fuga de Viena para a Siria.


Muito se falou desse eventualmente arrependimento e das razoes do mesmo desde casamentos forcados a gravidezes. As jovens chegaram a contactar as familias e mostraram interesse em voltar para a Austria. Porem as coisas nao seriam assim tao faceis ja que praticamente desde o inicio foi dado a entender que quem ia lutar no Estado Islamico era bem-vindo mas ja nao podia voltar atras. Era uma regra e as regras eram iguais para todos.

O facto de terem casado tambem com combatentes techechenos alterava muita coisa e as jovens tinham receio de serem presas ao chegar a Austria.  Alem de que muitas vozes as criticavam acusando as jovens muculmanas bosnias que haviam sido acolhidas na Austria de se terem apressado a morder a mao que lhes havia dado de comida e afirmavam que as mesmas pareciam terem-se fartado depressa das delicias islamicas.

As raparigas estavam gravidas e queriam voltar. A Austria disse que nao. E muito bem na opniao de muitos.

"Permitir o regresso de um terrorista, significaria permitir o regresso de TODOS. E isso so apressaria o suicidio da Europa - que alias, parece irreversivel, com os 50 milhoes de muculmanos, potenciais terroristas, que por ca temos".

Devia na opniao de muitos ser posta em pratica a suspensao imediata dos Acordos de Schengen, para impedir o regresso dos terroristas islamicos. O paragrafo 2 do artigo 2 º da Convencao de Aplicacao do Acordo de Schengen, preve que todas as medidas necessarias possam ser tomadas por um Estado Contratante se "a ordem publica ou de seguranca nacional o exigirem". Era o caso.

As autoridades austriacas tinham agora em maos um caso sobre a relacao de adolescentes com o Grupo Terrorista Estado Islamico. No entanto o Porta-Voz recusava-se a comentar o caso. Segundo o Advogado Criminalista Andreas Venier, elas podiam responder por um crime. Na Austria, a pena pelo apoio a uma organizacao terrorista pode chegar ate 5 anos de prisao.

"A participacao em uma organizacao terrorista é uma ofensa punivel na Austria. Essa participacao pode ser na linha de frente, puxando o gatilho, como tambem o simples fato de apoiar e fornecer informacoes ao Estado Islamico. Se for provado que as meninas estavam envolvidas com o grupo, elas podem pegar ate cinco anos de prisao". — afirmou o Advogado austriaco.

O Porta-Voz do Ministerio do Interior austriaco, Karl-Heinz Grundboeck, disse que nao e seguro que as adolescentes retornem ao país.

— Depois que as pessoas saem da Austria, e quase impossivel voltar — afirmou Grundboeck.



O Governo nao parecia querer recuar e ter a menor vontade de agir para fazer fosse o que fosse para trazer as raparigas de volta para a Europa e sobretudo para a Austria de notar tambem que a falta de vontade se poderia dever ao facto de as mesmas na serem austriacas de nascimento mas sim bosnias mas esse governo da Bosnia e Herzegovina tambem nao parece ter sido a minima responsabilidade de agir ou fazer alguma coisa.


Depois da alegria de estarem a servir o Ala o Deus da sua Religiao veio o arrependimento e os pedidos de socorro, seis meses depois de terem chegado a Siria para realizar um sonho encaravam agora o mesmo como um pesaddelo onde chegaram mesmo a servir de escravas sexuais.

Algumas fontes de informacao acabaram por revelar que Samra Kesinovic havia sido espancada ate a morte com martelos e antes havia sido usada como "presentes sexual para os novos combatentes" segundo declaracoes de um ex prisioneiro tunisino do grupo radical (e credivel que tal tenha acontecido como se pode ver nas fotos a jovem era muito bonita e era um bom chamariz para os novos combatentes).

O papel de escrava sexual ter-se-ia mantido durante varios meses, ate a adolescente nao aguentar mais a situacao de humilhacoes, violacoes constantes e tudo mais, ate tentar a fuga da cidade de Raqqa, altura em que apos a fuga sair fracassada foi capturada e espancada ate a morte.

Sabina Selimovic teve um destino diferente mas nao mais feliz segundo algumas fontes de informacao tera morrido em combate durante um conflito logo pouco tempo depois de ter chegado a Siria.

Assim terminou a historia destas duas jovens que se tornou um dos casos mais conhecidos a envolver jovens que vao combater no Estado Islamico. Penso que ao escrever estas linhas e a falar no assunto posso estar a mostrar a outras jovens a realidade que se passou com estas duas jovens e mostrar que as mesmas foram recrutadas para combater nas fileiras do Estado Islamico mas acabaram por se tornar escravas sexuais para nao dizer a palavra correcta mas bem mais ofensiva, prostitutas.


O caso infelizmente esta longe de ter sido um caso isolado apenas talvez aquele que foi mais falado e ficou mais conhecido mais eis que vou aproveitar agora para falar em alguns casos semelhantes que nao foram tao conhecidos e badalados e falarei mais uma vez do caso das duas jovens ja referidas:

. Kadiza Sultana, Shamima Begum e Arima Abase:

As jovens britanicas Kadiza, de 16 anos, Shamima, 15 anos e Amira, igualmente de 15 anos, foram alvos de grande repercussao no mes de Fevereiro de 2015, quando as jovens ate entao moradoras em Londres apanharam um voo para Istambul, Turquia, de onde depois teriam partido fugindo para a Siria. Eram vistas pelas colegas de classe como estudiosas, aplicadas, debatedoras e motivadas antes de radicalizarem. As tres chegaram a ser ouvidas em Dezembro de 2014 pela Policia britanica apos  desaparecimento de uma colega de turma na Bethnal Green Academy, que tambem se teria juntado ao Estado Islamico anteriormente. Criticada pelas familias das tres jovens, a Scotland Yard se defendeu como pode e afirmou que nao havia indicios, na epoca, de que as tres jovens poderiam ter seguido o mesmo caminho da antiga colega de turma.

. Sabina Selimovic e Samra Kesinovic:

As amigas Samra Kesinovic, 17 anos e Sabina Selimovic de 16 anos, austriacas de ascendencia bosnia, chocaram o pais e a Europa ao fugir de casa em Abril de 2014 para lutar na "Guerra Santa" na Siria, dizendo aos pais, logo apos chegarem ao Califado, que eles nao as procurassem jamais. "Nos serviremos a Ala e morreremos por ele", escreveram. Antes disso, ja davam mostras de radicalismo na escola, chegando mesmo a escrever mensagens de amor a Al-Qaeda e citando a "Guerra Santa". As duas jovens tornaram-se um dos primeiros simbolos do recrutamento do Estado Islamico e acabaram por servir de inspiracao, com a ajuda da propaganda do grupo, para outras jovens seguirem o mesmo caminho mesmo meses depois de terem chegado as fileiras de combate do Estado Islamico se terem declarado arrependidas.

. Aqsa Mahmood:

A jovem de 19 anos teve uma boa educacao e formacao tendo para isso estudado em escolas privadas e ajudava a cuidar dos irmaos mais novos e dos avos na Escocia, onde vivia. Ela ouvia musica dos Coldplay a Banda de Musica britanica de Rock Alternativo, como qualquer jovem normal lia os livros do Harry Potter e ambicionava vir a ser Farmaceutica ou Medica. Isso ate deixar Glasgow com rumo a Siria, em Novembro de 2013, onde o Grupo Terrorista Estado Islamico ja comecava a conquistar territorios. Actualmente Aqsa e casada com um outro Jihadista, Mahmood adopta o nome de Umm Layth ("Mae do Leao") e nos dias que correm e apontada como uma das recrutadoras mais activas de jovens mulheres para o Estado Islamico por meio das redes sociais, como ocorreu no caso das tres adolescentes britanicas (Kadiza Sultana, Shamima Begum e Arima Abase). Alem disso, a mesma incita ataques terroristas contra outros paises ocidentais. Sua familia virou-lhe as costas dizem-se "cheios de horror e raiva" de Aqsa Mahmood e ja a chamaram ate de "desgraca". O blog de Mahmood, "O Diario de Mujaira", acabou por se tornar um dos principais instrumentos da propaganda feminina do Estado Islamico.

.Umm Haritha:

"Eu era achincalhada em publico, as pessoas me empurravam e diziam para voltar ao meu pais. Falavam comigo como se tivesse problemas mentais ou nao entendesse ingles. A vida era degradante", declarou Umm Haritha, relatando a TV canadense "CBC" os motivos que a fizeram fugir para a Siria em finais de 2013, quando tinha 20 anos (com isso ela parece querer justificar a sua decisao de fuga, quando conta a historia de as pessoas a mandarem ir para o seu pais e um pouco como estar a dizer que so lhes fez a vontade). A mulher que na entrevista nao revelou o seu antigo nome e nao teve a identidade confirmada, teria concedido essa entrevista atraves de mensagens de textos ja em Julho de 2014, um caso raro entre um Integrante do Estado Islamico ter falado publicamente com a Imprensa Ocidental. Umm Haritha contou ter mudado para o Canada ainda crianca e viveu na America do Norte duramte 14 anos, onde teve um vida considerada "normal", de "Classe Media". A hostilidade no pais comecou, segundo ela, quando passou a usar um veu que so deixava ficar seus olhos a mostra. Quatro meses depois, foi para a Siria, onde casou com um Jihadista. Na entrevista, ela contou que estava morando numa casa reservada as viuvas, em Manbij, apos a morte do Guerrilheiro com quem casou. Ela tambem e uma forte actuante nas redes sociais, exaltando a vida no califado.

Khadijah Dare:

Nascida no Reino Unido, Dare - nome que usou depois de se converter ao Islao, aos 18 anos - gostava de assistir a jogos de futebol na televisao e adorava a comida que a mae cozinhava. Os amigos diziam que ela era "doce", dedicada aos estudos de Comunicacao, Cinema, Psicologia e Sociologia. Era uma adolescente popular. Chegando a fase adulta, no entanto, ela comecou a usar um veu que lhe cobria todo o rosto e disse que ouvia comentarios do tipo "volte para seu pais", apesar de ter nascido naquela mesma cidade. Ja em 2012, ela deixou Londres com dois filhos pequenos e foi para a Siria se juntar aos jihadistas que combatiam na Guerra Civil, casando com um Guerrilheiro de origem sueca chamado Abu Bakr. Com o Adevento do Estado Islamico, ela se tornou uma figura notoria ao tuitar, ainda no ano de 2014, que "gostaria de ser a primeira ocidental  a matar um americano ou britanico", na esteira da morte do Jornalista James Foley, degolado pelos terroristas. Tambem publicou uma foto de um de seus filhos manejando uma metralhadora. Nos dias actuais Dare e uma Recrutadora do Estado Islamico, de quem faz muita propaganda por meios online, a jovem de 22 anos e hoje um dos primeiros alvos dos servicos secretos e de inteligencia britanicos, segundo o Jornal "Mirror".

. Nora el-Bathy:

Aos 15 anos, a jovem que queria ser Medica deixou a casa dos pais em Avignon, na Franca, supostamente para ir a escola como era habitual. Em vez disso, retirou 550 euros de sua conta poupanca, apanhou um voo para a Turquia e foi mais uma que chegou a Siria para ser igualmente mais uma jovem ocidental a se juntar ao Estado Islamico. Antes disso, havia aberto uma conta alternativa no facebook onde se conectava com os jihadistas e postava mensagens desejando a morte "em nome de Ala". Os pais, muculmanos praticantes, mas nao radicais, entraram em choque. Meses depois, seu irmao, Fouad, um ex-Soldado do Exercito Frances, foi a Siria e a encontrou, magra, doente e arrependida por viver cuidando de criancas orfas, sem ver a luz do dia, cercada por homens armados. A familia continua lutando para resgatar Nora, mas como em tantos outros casos semelhantes sem qualquer sucesso ate ao momento.

. Salma e Zahra Halane:

Durante uma certa noite em Julho de 2014, as gemeas Halane de 16 anos, descendentes de refugiados da Somalia no Reino Unido, fugiram de casa, da escola e da vida normal de adolescentes para se juntarem ao Estado Islamico. Actualmente, ambas estarao casadas com guerrilheiros. Em uma conta de uma rede social que supostamente pertence a Zahra, ela aparece inteiramente coberta comum veu e com uma Metralhadora AK-47 em frente a uma bandeira do grupo. Em outra postagem, ela lamenta ter perdido seu animal de estimacao, atirado fora pelo marido.

. Tareena Shakil:

De uma familia Muculmana nao radical, a inglesa, formada Psicologia, cresceu ouvindo Musica Pop e assistindo a series na televisao. Mae solteira, mudou seu nome para Tameena al Amirah em 2014, quando tinha 25 anos, e deixou o Reino Unido em Outubro, dizendo que havia se “radicalizado“. Fugiu para a SIria com o filho de 17 meses em busca de um marido para viver sob a Lei Sharia. Ela, no entanto, teria entrado em desesperado ao descobrir que precisaria casar com um combatente que havia perdido uma perna. Conseguiu fugir de volta para a Turquia, onde foi presa. Liberada, Shakil pegou um voo de volta ao Reino Unido e foi novamente detida, pela acusacao de sequestrar o proprio filho e coloca-lo em risco.

. Yusra Hussien e Samya Dirie:

Em Setembro de 2014,Yusra Husseien, 15 anos e Samya Dirie, 17 anos, deixaram para tras as familias em Londres para fugirem tendo como seu destino final a Siria. Eram ate entao jovens aparentemente normais. A primeira - apontada pela familia como uma adolescente "tipica", inteligente, que gostava de jogar Tenis de Mesa e andar de bicicleta - desapareceu apos supostamente ter ido para a escola. Ela teria se juntado na fuga a segunda, que contou aos pais, um casal de origem somali, que chegaria tarde de uma viagem. Nao se sabia, a epoca, como as duas haviam se conhecido, e as familias de ambas fizeram varios apelos para que voltassem para casa, sem qualquer tipo de sucesso. A suspeita era que elas haviam se radicalizado a partir de contactos online com guerrilheiros. Yusra Hussien e Samya Dirie chegaram a contactar conhecidos dias depois, mas se limitaram apenas a dizer que estavam "bem", sem especificar o verdadeiro local de onde se encontravam. Amigos de Yusra disseram a BBC em Fevereiro de 2015 que ela teria entrado novamente em contacto com eles, dizendo na altura que teria casado.

. Sarah O:

A alema de 15 anos nao voltou para casa apos uma ida a escola em um normal como tantos outros em Outobro de 2013, em vez de regressara casa como de costume, desapareceu, seguiu para a Siria. Tempos depois, postou fotos nas redes sociais carregando metralhadoras e usando burka. Segundo ela, estava passando por uma fase de treinamento, aprendendo a atirar e ouvindo palestras."Por sinal, me juntei a Al-Qaeda", contou. De origem argelina, Sarah ligou semanas depois para o pai pedindo autorizacao para casar com um outro Guerrilheiro do Estado Islamico. Ele negou-lhe a autorizacao e consentimento, mas a jovem alema de origem argelina permaneceu na Siria e casou (na mesma com autorizacao e consentimento do pai ou sem o aprovamento do mesmo) com o Jihadista em Janeiro de 2014.

. Fatma B:

Ao lado da irma mais velha Armine, a jovem alema se uniu a um Grupo Radical Islamico na cidade de Bismarckviertel durante a adolescencia. Aos 16 anos, quis se casar com um marroquino que havia conhecido na internet, mas a familia nao deixou. Contrariada, ela fugiu para a Siria em Dezembro de 2013. O seu pai Hamdi, e a propria irma mais velha Armine conseguiram encontra-la um mes depois e a convenceram a voltar para casa. O alivio dos familiares durou pouco tempo: Fatma fugiu de novo para a Siria onde,  segundo as autoridades alemas, casou com um Jihadista.

 
Estes sao apenas algumas casos mas nao unicos e isolados infelizmente muitos outros acontecem nos ultimos tempos cada vez mais mas e interessante procurar saber-se como conseguem os recrutadores do Estado Islamico agir, convencer as raparigas, fazer-lhes uma lavagem cerebral e sobretudo muda-las radicalmente. Igualmente nao deixa de ser curioso e muitos se perguntarao, como sera o dia-a-dia destas jovens ao chegar as fileiras do Estado Islamicos depois de recrutadas com sucesso.

O Estado Islamico recruta criancas a partir de oito anos para se tornarem soldados e homens bomba. Meninos que sao obrigados a participar de execucoes. Criancas que passam por treinamentos pesados de guerra. E ate jovens recrutados para convencer outros a entrar para o exercito jihadista.


Para os grupos radiciais islamicos, o Ocidente e um antro de pecadores, de exploradores da juventude, sendo o Capitalismo o grande mal da humanidade. Tambem usam a violencia policial dos paises ocidentais, contras os manifestantes, dos respectivos paises, como uma opressao do Capitalismo. As diferencas sociais servem muito bem aos recrutadores. Venda de drogas ilicitas, trafico de pessoas, nudez excessiva das mulheres, exploracao midiatica, desigualdades sociais, alguns dos motivos que servem muito bem para os radicais islamicos persuadirem os jovens. Abaixo os meios usados pelos radicais:

. A Internet:

E atraves da Internet e da sua rede mundial de computadores que os radicais islamicos conseguem recrutar jovens (rapazes e raparigas) atraves de redes sociais como Skype, WhatsApp, Facebook, Twitter, Instagram, YouTube, etc.

A Internet, como muitos conhecem, nao a a totalidade da rede mundial de computadores. E um ambiente perigoso para quem nao sabe navegar. E nesse meio, os radicais tem disseminado seus tentaculos. E preciso salientar que os jovens deste seculo, grande maioria, sabe acessar a internet, criar virus para computadores etc. A facilidade que possuem proporciona a esses jovens navegarem nos mais variados sites, blogs, e na propria Deep Web.

Mesma na internet tradicional, os radicais conseguem recrutar. Nas redes sociais e facil verificar, assim como em sites sobre jornalismo, construcoes de frases de odio, descontentamento. E os radicais monitoram e visam os possiveis recrutas. E atraves da internet que os radicais conseguem recrutar e induzir os jovens.


. Tecnicas de Manipulacao Mental:

Como qualquer tecnica terrorista, o estudo das condicoes psicolgicas da localidade e necessaria para se obter sucesso. Os jovens ainda nao possuem uma identidade (personalidade) formada, e seus ideais de vida nunca sao, totalmente, os mesmos do "contracto social" dos adultos, se bem que, mesmo os adultos, divergem sobre o "contracto".

Se as revolucoes e manifestacoes anteriores ao Seculo XX  foram desencadeadas pelos adultos, na metade do Seculo XX as manifestacoes iniciaram-se por jovens, e muitos deles estudantes. A Burguesia (iluministas) do Seculo XVIII, diante da soberba dos reis, incitaram o povo (servos) as revolucoes. O dominio cruel dos monarcas, as desigualdades sociais, as religioes ditando e controlando comportamentos, aos que nao seguiam eram perseguidos ou mortos, os motivos desencadearam varias revolucoes, culminando nos Direitos Humanos.

Contudo, no Seculo XXI, a pobreza nao e o motivo da adesao desses mesmos jovens aos grupos radicais do Islao. Estudos de pesquisa indicam que jovens de classes sociais media e ate alta sao os que mais aderem as ideologias dos radicais. Ha de se diferenciar os motivos reais das revolucoes do Seculo XVIII, para as "revolucoes" propostas pelos radicais islamicos.

Na revolucao do Seculo XVIII, nao houve manipulacao mental aos camponeses, mas evidenciacao de que suas vidas tambem mereciam dignidade, por serem seres humanos como quaisquer outros, mesmo em relacao aos monarcas. Ja nas promessas de "revolucoes" dos jihadistas a uma invocao aos imaginarios utopicos. Sociedades secretas controlando o mundo, adultos arraigados em antigas concepcoes doutrinarias, conflitos emocionais entre pais e filhos — quando os proprios pais sao demasiadamente intolerantes e/ou nao dialogam com suas proles —, algumas das tecnicas usadas para o recrutamento.

Outra twcnica e a Dissonancia Cognitiva, que e muito usada, tambem, pelos profissionais de Marketing a induzirem os consumidores. O que e Dissonancia Cognitiva? Essa teoria foi criada em 1957, pelo Dr. Leon Festinger. Escolha, algo agoniante ao ser humano. Duvidas que o cerca, mesmo diante de suas mais arraigadas conviccoes intelectuais, emocionais ou espirituais, principalmente quando a escolha é feita abruptamente. E mesmo que a escolha tenha sido deforma calma, ainda assim pode a pessoa duvidar de sua escolha, posteriormente.

Pensar gera desconforto (Stress), principalmente entre duas ideias opostas e incompativeis. Diante da Dissonancia, o individuo tentara justificar, atraves de uma ideia considerável plausível, sua escolha pessoal. O induzimento, para justificar o acto, vai de encontro às crencas da pessoa (induzida), de forma que ela se sinta confortavel pela sua escolha e que os aborrecimentos, pela escolha, sao menores do que o acto em si. Por exemplo, imagine que uma pessoa compra, mesmo endividada, um relogio de considerável status social. Mesmo individuada, o aborrecimento no final do mes, quando chegar a factura do Cartao de Credito, sera sublimizada pela satisfacao de estar na "moda", de ter a aceitacao, positiva, de outros individuos de seu meio. Tal tecnica e muito usada, principalmente, no pos-venda. As grandes empresas treinam seus quadros de pessoas ao atendimento ao consumidor para induzir.

Nao diferente, os radicais induzem os jovens, que ainda nao possuem conviccoes sobre seus comportamentos, de que matar em nome de um "bem maior" e a justificativa para o acto. Geralmente justificam as accoes desses adolescente sob o manto da "Justica", de que estao agindo como pessoas a "equilibrar" o mundo, que os muçulmanos mortos pelo ocidente devem ser "honrados", e que, assim, o ocidente pare de cometer atrocidades contra o oriente.

Muitas coisas mudaram e as vezes esses mesmos processos acontecem onde menos se espera. Se antigamente um pai e uma mae ficavam felizes por verem o seu filho sempre virado para a Religiao e sempre metido na Mesquita hoje em dia comeca a ser motivo para preocupacao porque e nessa mesma Mesquita que muitas vezes comecam os mesmos recrutamentos.

Tudo isso deve ser verificado ao minimo sinal de perigo passando pelas mudancas de comportamento e creio que se os pais tivessem o cuidado nao de proibir o uso de Internet aos filhos, nem reduzir o tempo que os mesmos passam na Internet mas simplesmente verificar, fiscalizar o que eles fazem na Internet. Quais os sites que visitiam, de que falam e com quem falam.


Algo que me desperta igualmente um certo interesse e como e o dia-a-dia destas jovens quando ja estao na Jihad e fileiras de combate do Estado Islamico

O Estado Islamico tem atraido dezenas de milhares de pessoas de todo o mundo, prometendo o paraiso na patria Muculmana que esta a erguer nos territorios conquistados na Siria e no Iraque. Mas, na realidade, os islamistas criaram uma sociedade desigual, onde a vida quotidiana e radicalmente diferente para ocupantes e ocupados, de acordo com entrevistas conduzidas a  pessoas que vivem ainda no Estado Islamico ou fugiram recentemente.

Os combatentes estrangeiros e as suas familias tem direito a habitacao gratuita, servicos medicos, educacao religiosa e ate a uma especie de entrega de refeicoes ao domicilio, de acordo com os entrevistados. Recebem salarios pagos com os impostos e taxas que sobrecarregam milhoes de pessoas que eles controlam, num territorio que agora tem o tamanho do Reino Unido.

Aqueles que vivem nas maos do Estado Islamico dizem que tem de enfrentar nao so a brutalidade dos islamistas - que decapitam os seus inimigos e transformam em escravas sexuais as mulheres que pertencem as minorias - como tambem uma escassez extrema de varios produtos basicos.

Muitos tem electricidade durante apenas uma ou duas horas por dia e em algumas casas a agua canalizada fica varios dias sem aparecer. Ha poucos postos de trabalho, por isso uma grande parte nao consegue pagar os precos exorbitantes dos alimentos, que em alguns casos mais do que triplicaram. Os cuidados medicos sao deficientes, a maioria das escolas esta fechada e as restricoes as saidas para o mundo exterior sao impostas pela forca das armas.

Ao longo dos ultimos dois anos, os islamista produziram uma torrente de propaganda sofisticada na Internet, que ajudou a convencer pelo menos 20 mil combatentes estrangeiros, muitos com familias, a vir de locais tao remotos como a Austrália. A campanha, que e sobretudo veiculada pelo YouTube e pelas redes sociais, mostra uma terra de rodas gigantes e algodao doce, onde as populacoes locais convivem animadamente com estrangeiros fortemente armados.

Mas os entrevistados dizem que as suas vidas no “califado”, onde sao governados por homens que impoem uma versao extremista da Sharia (a Lei Islamica), estao a transbordar de medo e escassez. “Regressamos à Idade da Pedra”, diz Mohammad Ahmed, de 43 anos, antigo funcionario da Liga Arabe de Deir al-Zour, uma cidade perto de Raqqa, a autoproclamada capital dos islamistas, no Norte da Siria. “Antes tinhamos uma casa linda, com chao em marmore e azulejos”, diz Ahmed, que fugiu da sua terra em Junho e que agora vive com outros 20 mil sirios no campo de refugiados de Azraq, na Jordania. “Durante toda a nossa vida tivemos tudo o que precisavamos. Depois, quando eles chegaram, passamos a cozinhar numa fogueira na rua e a lavar as nossas roupas em baldes".

O Estado Islamico conquistou poder na sequencia dos combates na Siria e no Iraque que ja tinham deixado de rastos muitas das instituicoes publicas. Mas as pessoas entrevistadas afirmam que o EI apenas piorou a situacao, de formas que poderao ser sentidas durante as proximas decadas - fazendo regredir os progressos alcancados no ensino publico, arruinando a infra-estrutura medica, criando um sistema judicial que assenta no terror e expondo toda uma geracao de criancas a uma violencia, física e psicologica, devastadora e grotesca.

Para as mulheres, viver no Estado Islamico significa frequentemente serem sujeitas a uma linha de montagem que serve para garantir noivas aos combatentes, ou às vezes serem sequestradas e levadas para casamentos forcados.

Quase todos os entrevistados dizem ter testemunhado uma decapitacao ou outro castigo igualmente selvagem. E praticamente impossivel confirmar estes testemunhos, tal como e impossivel verificar as afirmacoes feitas atraves do material de propaganda que e editado pelo Estado Islamico. Os militantes raramente permitem a jornalistas ou outros observadores independentes entrar no seu territorio e ja divulgaram vídeos de decapitacoes de vários capturados.

Os militantes controlam pequenas comunidades rurais, mas tambem grandes zonas urbanas, incluindo Mossul, uma cidade iraquiana com mais de um milhao de pessoas. As suas políticas diferem de regiao para regiao, por isso nao ha um estilo de vida unico e uniformizado.

“A vida no Daesh e um pesadelo todos os dias”, diz uma antiga professora de Matematica que vive em Mossul, usando o nome arabe do Estado Islâmico. “Temos um futuro incerto”, afirma, pedindo para nao ser identificada. “Talvez o Daesh nos mate, ou talvez morramos na guerra, ou talvez depois. Aquilo por que estamos a passar agora e uma morte lenta.”

Os islamistas criaram checkpoints para impedir as pessoas de sair. Mas, segundo os entrevistados, ha cada vez mais redes de trafico para ajudar quem decide fugir e estes estao a entrar em cada vez maior numero na Jordania, Turquia, Líbano e nas areas do Iraque que nao estao sob controlo do Estado Islamico. Responsaveis da ONU afirmam que 60% dos refugiados que atravessaram recentemente a fronteira entre a Siria e a Jordania fugiam das areas controladas pelos islamistas.

Na propaganda do Estado Islamico, a vida das mulheres do autoproclamado califado esta repleta de amor, criancas e alegrias domesticas, tais como um bolo de Oreos. Mas a realidade e, frequentemente, bem mais dura para as que abandonam o mundo arabe, a Europa, os Estados Unidos para ir para la, afirmam especialistas que analisam as contas nas redes sociais ligadas ao Estado Islamico. Essas mulheres, que geralmente sao atraídas por ideias romanticas de apoio aos revolucionarios e da vida num estado que venera a sua Religiao, veem-se rapidamente num sistema institucionalizado, quase uma linha de montagem, que fornece esposas, sexo e filhos aos combatentes. E quando os maridos sao mortos, espera-se que celebrem o seu “martírio” e rapidamente casem com outros islamistas.

De acordo com a ideologia do Estado Islâmico, o lugar da mulher e em casa, a cuidar do marido e a procriar. “O criador decidiu que nao ha responsabilidade mais digna para ela do que ser a esposa do seu marido”, refere o manifesto “Mulheres do Estado Islamico”, publicado este ano pela Brigada al-Khanssaa, um grupo feminino do “califado”. Determina que as mulheres so devem sair de casa para circunstancias especificas, incluindo estudar Religiao ou trabalhar em situacoes em que as mulheres estao absolutamente segregadas. O manifesto rebela-se contra os valores ocidentais.

As mulheres que optam por se juntar ao Estado Islamico, quer sejam estrangeiras ou locais que acreditam na sua ideologia, parecem aceitar e ate apreciar o seu novo papel. Algumas acabam por se casar por amor e apoiam entusiasticamente um sistema que rejeita os ideais ocidentais de moda e beleza. Mas muitas locais acham que as restricoes sao exageradas, antiquadas e aterrorizadoras, segundo as entrevistas.

As regras sao particularmente chocantes para as habitantes das zonas urbanas, como Raqqa ou Mossul, onde as mulheres se vestiam modestamente, mas muitas usavam simplesmente um lenco sobre o cabelo, calças de ganga e sandálias. Agora, sao obrigadas a usar, em publico, veus que lhes cobrem o rosto todo e vestidos, e nao podem sair de casa sem a companhia de um homem.

Entre os seus proprios membros e milhoes de mulheres iraquianas e sirias que vivem nos territorios conquistados, os islamistas criaram uma complexa arquitectura social para garantir aos combatentes um fluxo constante de noivas e escravas sexuais.

Quando um guerrilheiro estrangeiro chega ao Estado Islamico com a mulher e os filhos, recebe uma casa, que geralmente foi confiscada a familias locais que fugiram ou foram mortas, ou forçadas a sair.

As estrangeiras solteiras sao obrigadas a ficar numa pensao, onde recebem comida e uma “mesada”, segundo um relatorio recente do Instituto para o Dialogo Estrategico, de Londres, que analisou as experiencias de dezenas de mulheres estrangeiras seguindo os seus posts nas redes sociais. O Investigador Shiraz Maher, do Centro Internacional para o Estudo da Radicalizacao e Violencia Política, afirma que os combatentes solteiros estao autorizados a entrar na pensao, conhecer as mulheres e pedir-lhes que levantem os veus. Se gostarem do que veem, podem ficar imediatamente noivos. Maher adianta que as mulheres no Estado Islamico tem alguma palavra a dizer sobre com quem casam, mas nao muita. “O processo nao e longo”, afirma. “Conhecem-se numa manha e a tarde estao noivos”.

Muitas mulheres estrangeiras que vao para o Estado Islamico sentem-se frustradas porque nao partem para casar, mas para lutar, o que e proibido. “Temos vistos varias mulheres que nao estao contentes com o facto de nao poderem combater e que o expressam claramente”. As queixas, adianta, reflectem o fosso entre as sociedades ocidentais - sobretudo da Europa -, onde estas mulheres cresceram, e a sua nova casa, que é moldada pela sociedade islamica de ha 1400 anos. “Obviamente sao atraídas pela ideologia medieval, mas, ao mesmo tempo, algumas das suas atitudes sao muito ocidentalizadas”.

Muitas, ficam chocadas por descobrir que a vida no Estado Islamico esta repleta de violencia e muita privacao, incluindo escassez de electricidade e agua potavel - longe do paraiso que e apregoado pela propaganda. “Quando chegam ao Estado Islamico, nunca e aquilo que diz na embalagem”, diz a Analista. “Quase sao forçadas a radicalizar-se ainda mais para justificar a viagem que fizeram, para justificar terem deixado as suas casas para tras.”

Mas, de acordo com o manifesto, as mulheres só receberão ordens para combater se for emitida uma fatwa declarando que a “situacao dos muculmanos e desesperada”.

Por definicao, o Estado Islamico estara quase sempre em guerra, ja que o seu objectivo declarado e criar um califado mundial por imposicao das armas. Isso significa um ciclo de morte infindavel dos seus combatentes e incontaveis jovens viuvas que serao encorajadas a voltar a casar com outros guerrilheiros.

Apesar de a maioria dos casamentos no Estado Islamico parecerem apenas combinacoes pragmaticas para a procriacao, mas em alguns casos que muitos envolvem, no entanto, lacos profundos entre marido e mulher. “Ha um elemento romantico, de escape, para muitas destas mulheres”, acrescenta. “Quando se e novo, quando se perdeu a virgindade com alguem, teve-se um filho com essa pessoa, ela torna-se o nosso pilar. Nao e o tipo de amor que vemos num filme ocidental sobre adolescentes, mas e uma ligacao a algurm. E um amor muito profundo a sua maneira".

 
Sequestradas, agredidas, vendidas e violadas: O Estado Islamico tem no Iraque um "mercado de escravas", nos quais mulheres das minorias, como as yazidis ou as cristas, sao vendidas para servir como escravas sexuais, contou a France Press uma jovem que conseguiu escapar.

Jinan, uma jovem de 18 anos da minoria religiosa Yazidi, conta como foram seus tres meses de cativeiro no Iraque, em 2014 e como somente conseguiu fugir depois de uma noite conseguir roubar as chaves do cativeiro.

Depois de ficar presa em varios lugares, entre eles um carcere um Masul, Jinan foi comprada por dois homens, um ex-Policia e um Ima, que a prenderam em uma casa junta com outras prisioneiras yazidis.

"Eles nos torturavam, queriam nos converter a forca" acrescenta "Se rejeitavamos, eramos agredidas, acorrentadas do lado de fora em pleno sol, obrigadas a beber agua onde flutuavam ratos mortos. As vezes, ameacavam nos torturar com choques electricos".

"Esses homens nao sao humanos, so pensam na morte, em matar. Usam drogas sem parar. Querem se vingar de todo o mundo. Afirmam que um dia o Estado Islamico reinara no mundo inteiro", acrescentou a jovem.

Em Mosul, Jinan  foi levada a um imenso salao com colunas, onde dezenas de mulheres estavam reunidas. "Combatentes circulavam a nossa volta. Brincavam, davam risadas grosseiras, beliscavam nos nas nadegas. Um deles me pegou pelo rosto: "Esta tem belos seios, mas quero uma Yazidi com olhos azuis, com pele clara. Parece que essas sao as melhores. Estou disposto a pagar o preco que for", disse o Jihadista.

A jovem lembra se de ter visto nesse mesmo mercado de escravos compradores iraquianos, sirios, mas tambem estrangeiros ocidentais, cuja a nacionalidade nao soube determinar. As jovens mais bonitas eram reservadas para clientes do Golfo, que podiam pagar mais.

Em um site encontrei uma lista que nao passava de uma tabela de precos das jovens e ja mulheres adultas. O preco vai descendo conforme a idade vai aumentando.

 
Custa certamente a acreditar igualmente que criancas e mulheres sao vendidas, violadas e ate mortas por vezes das formas mais crueis enterradas vivas e crucificadas pelo Estado Islamico unicamente porque sao Catolicas. De lemvrar que na Arabia Saudita pode se enfrentar uma pena de morte por unicamente se possuir uma Biblia Sagrada. E de nos sentir-mos um pouco marginalizados, discriminados ou ate talvez demasiado brandos ja que na Europa os muculmanos sao livres de o ser e agir segundo as suas tradicoes tanto religiosas como culturais, ate agora as mulheres podem usar burkas e julgo que somente a Noruega teve a coragem de proibir a construcao de mesquitas muculmanas no seu territorio ja que em territorios de paises islamicos era proibido ser-se Catolico e igrejas catolicas eram vandalizadas.

Criancas sao vendidas a preco fixo ou ate leiloadas. Uma das edicoes da Revista Online Dabiq, publicada em inglws pelo Estado Islamico justifica o uso de mulheres “infieis” como escravas sexuais. O artigo intitulado de “A recuperacao da escravidao antes da hora” afirma que o Estado Islamico restabeleceu a escravidao em seu califado. Nos leiloes, o preco varia. Quanto mais nova, maior o valor pedido.

Explica-se ainda nestes leiloes que mulheres bonitas e de olhos azuis ou verdes custam mais caro pr serem mais dificeis de ser encontradas em terras islamicas assim como mulheres de cabelo loiro. Um dos combatentes explica que “esta escrito”, numa referencia ao Alcorão. Outro esclarece que esta procurando uma “menina”. Ha inclusive um adolescente num certo video divulgado, que parece familiarizado com o processo. No final, eles parecem olhar fotos em um celular, mas sem esclarecer onde elas estao. Ao demonstrar interesse por uma delas, ouve que aquela ja morreu. Ele apenas ri.

Segundo dados de especialistas da Universidade de Oklahoma, o numero de mulheres capturadas por milicianos do Estado Islamico pode atingir 7000.



Muitas vezes as meninas sao vendidas unicamente mais para deixarem de ser um peso para os seus vendedores. Quando todos os valores sao esquecidos e a vida humana deixa de ter valor existem meninas que sao vendidas pelo "preco" de 10 cigarros. Julgo que um maco de cigarros habitualmente traz 20 cigarros entao pelo valor de meio maco de cigarros em certas partes do mundo pode-se comprar uma mulher que muitas vezes nao passa de uma crianca.

Da Siria e do Iraque, chegam cada vez mais relatos de criancas e jovens mulheres que sao vendidas como escravas sexuais, e isto no Seculo XXI. Sim, escravas sexuais, expostas num mercado de rua a espera que homens se decidam a compra-las por meia duzia de tostoes e viola-las sem piedade, apenas porque nao partilham a mesma Religiao, argumentam. Isto acontece, com toda a impunidade.          
      
                                                                                                                   
 
 
Quase a terminar sei que este trabalho em pouco ou nada vai ajudar a que terminem essas atrocidades contra as mulheres, seres humanos, que deixam de ser tratados como tal e tratadas como fui retratando nesta cronica. Como diria Anjeze Gonxhe Bojaxhiu (1910-1997) mais conhecida como Madre Teresa de Calcuta: "Sei que meu trabalho e uma gota no oceano, mas sem ela, o oceano seria menor", tal e qual assim me sinto eu.

Espero que este mesmo artigo sirva de aviso para muitas e muitas jovens antes de pensarem agir como tantas jovens que partiram para lutar por Ala diante das fileiras do Estado Islamico muitas se arrependeram mas como li algures depois de se entrar no Estado Islamico e quase completamente impossivel poder-se sair.

Caro(a) leitor(a) o ano ainda agora comecou,  ainda agora e uma crianca e penso que escrevi agora uma das cronicas que tem tudo para ser uma das de maior sucesso e minhas preferidas no final de 2016 quando fizer uma avaliacao do blog sobre o mesmo ano. Por agora me despeco de todos vos com votos de me encontrar aqui em breve, abraco.

                                                                                                             Manuel Goncalves




 

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2 comentários:

  1. Este texto reúne informação muito útil. É realmente assustadora a quantidade de europeus, jovens rapazes e raparigas, que se juntam as este bárbaros. Os governos e serviços secretos dos nossos países deviam fazer mais para evitar que gente da Europa vá combater ao lado dos jihadistas. Parabéns ao autor! Gostei muito de ler e espero por mais notícias :)

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    1. Esta cronica tem potecial para ir muito longe foi muito bem aceite no facebook com alguns amigos de facebook a partilharem a mesma no Brasil, so por isso penso que valeu a pena tanto trabalho a fazer a mesma cronica.

      Fiquei muito contente com o sucesso da mesma e nos elogios que me fizeram em privado a mesma e tambem o contributo que posso dar contra ao Estado Islamico e contra a desigualdade que existe entre o Islamismo na Europa em que podem fazer o que querem, andar de Burka inclusive a rua e o que e o Cristianismo nos paises muculmanos em que ser-se catolico e portador de uma Biblia Sagrada chega a ser pena de morte.

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