segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Massacre e Tragedia de Munique (Jogos Olimpicos 1972)



Para alguns os Jogos Olimpicos ate hoje so tiveram uma tragedia do genero um Atleta morrer em plena competicao. Francisco Lazaro (1888-1912), portugues, de 24 anos e Atleta que corria a Maratona nos Jogos Olimpicos de Estocolmo na Suecia viria a cair na mesma prova e futuramente a falecer, a causa da morte foi apontada para foi desequilibrio hidro-electrolítico irreversivel (ou seja desidratacao extrema).

Entre os Jogos Olimpicos de 1912 em Estocolmo e os Jogos Olimpicos de 1972 em Munique na Alemanha Ocidental a antiga RFA nao houve mais tragedias do genero mas tudo se alteraria nos mesmo jogos na Alemanha embora nao fosse em competicao, foi na Vila Olimpica, um verdadeiro Massacre deixou a marca nos mesmos dos Jogos Olimpicos mais sangrentos ate hoje no total 17 pessoas perderam a vida.

Um Ataque Terrorista do Grupo Terrorista palestiniano denominado Setembro Negro invadiu o recinto da Vila Olimpica e a Area onde se encontravam os atletas de Israel e comecou o Massacre e Tragedia dos Jogos Olimpicos de Munique 1972 jogos esses que pela positiva iriam ficar na memoria de todos pelo desempenho do Nadador Estadunidense Mark Andrew Spitz (1950) que alem de conquistar sete medalhas de ouro ainda quebrou os recordes das mesmas provas.


O Massacre de Munique tambem muito conhecido como Tragedia de Munique foi um Atentado Terrorista ocorrido durante os Jogos Olimpicos de 1972, em Munique, na antiga Alemanha Ocidental, RFA, hoje somente Alemanha, quando em 5 de Setembro, onze integrantes da Equipa Olimpica de Israel foram tomados e feitos refens pelo Grupo Terrorista palestiniano denominado Setembro Negro.

O Governo da Republica Federal Alema, entao liderado pelo seu antigo Primeiro-Ministro Willy Brandt, nascido Herbert Ernst Karl Frahm (1913-1992), recusou-se a permitir a intervencao de uma Equipa de Operacoes Especiais do Tzahal (Forcas de Defesa de Israel), conforme era desejo da Primeira-Ministra de Israel Golda Meir (1898-1978), possivelmente melhor habituados a lidar com situacoes do genero mas ao que parece as forcas alemas tambem nao estiveram a altura dos acontecimentos muito por falta de experiencia a lidar com situacoes do genero.

Quando o atentado ocorreu os Jogos Olimpicos ja estavam no decorrer da segunda semana. O Comite Olimpico Organizador da Alemanha Ocidental nao tomou muitos cuidados com a seguranca, sobretudo para evitar uma ideia de militarizacao nas cidades do Pais. O Comite nao queria repetir a imagem deixada dos Jogos Olimpicos de Berlim de 1936, quando o Ditador Nazista Adolf Hitler (1889-1945?) usou a mesma imagem para seu beneficio.

Foi-se argumentando que a seguranca na Vila Olimpica, onde os atletas estavam, era completamente insuficiente. Os atletas frequentemente passavam despercebidos pela pouca seguranca existente a noite no local e frequentavam outros predios e apartamentos para ver outros colegas atletas, saltando as cercas e muros da Vila Olimpica.

A falta de seguranca armada que era evidente deixava preocupada a Delegacao israelense, mesmo antes da sua chegada a Munique. Os atletas de Israel estavam a morar em uma casa relativamente isolada na Vila Olimpica, num res-do-chao proximo do portao, o que deixava a Delegacao de Israel vulneravel a sofrer um atentado. As autoridades alemas tinham prometido mais seguranca, mas as tais novas medidas nunca foram implementadas.


No inicio da noite de 4 de Setembro, varios atletas israelitas estavam aproveitando para passar a noite fora, assistindo a uma Peca chamada Um Violinista no Telhado e depois foram jantar antes de retornar calmamente para a  Olympiapark (Vila Olimpica), tudo estava normal e aparentemente calmo.

As 04:30 da manha, hora local, no Dia 5 de Setembro 1972, enquanto os atletas ainda dormiam, oito terroristas palestinianos membros integrantes da Organizacao, Grupo e Movimento Terrorista Setembro Negro, uma fraccao da Organizacao para a Libertacao  da Palestina (OLP), escalaram as cercas de dois metros de altura da Vila Olimpica carregando mochilas que continham metralhadoras AKM, psitolas Tokarev e granadas. Os terroristas haviam sido treinados anteriormente no Libano e na Libia. Ja no interior da Vila Olimpica eles roubaram as chaves e entraram nos dois apartamentos que eram ocupados pelos atletas israelitas.

Yossef Gutfreund (1931-1972), um Arbitro de Luta Olimpica, foi acordado com um barulho na porta. Quando se levantou e foi ver o que se passava encontrou um grupo de homens mascarados e fortemente armados tentando entrar no apartamento. Ele gritou para tentar alertar os companheiros que ainda estavam a dormir e atirou com um Equipamento de Ginastica com o peso de 135 KG fazendo uma tentativa de barrar a porta. As accoes de Gutfreund deu ao seu companheiro de quarto, o Treinador de Halterofilismo, Tuvia Sokolovsky, tempo de saltar e fugir pela janela. O outro Treinador de Luta Olimpica, Moshe Weinberg (1939-1972), tentou lutar contra os invasores, mas foi alvejado na boca. Os terroristas palestinianos entraram entao no segundo apartamento. Ferido no rosto, Weinberg mentiu aos atacantes ao afirmar que as pessoas que estavam naquele quarto nao eram israelitas. Ao inves disso e no entanto, Weinberg levou os terroristas ate ao apartamento 3. Os terroristas conseguiram fazer apenas mais alguns refens. Como aquele quarto estava ocupado e cheio de lutadores profissionais, Weinberg considerava que eles teriam melhores condicoes para lutar e imobilizar os terroristas, mas eles foram apanhados desprevenidos e foram igualmente capturados pelos agressores.

Enquanto os atletas prisioneiros eram levados para um local no apartamento 3, Weinberg, ainda ferido, tentou novamente atacar um dos terroristas, o que permitiu ao Lutador Gad Tsobari (1944) fugir para uma garagem. Weinberg, ainda conseguiu deixar inconsciente um dos terroristas e feriu um outro, mas em uma situacao desigual acabou sendo alvejado de novo e acabou por morrer. O Halterofilista Yossef Romano (1940-1972), um Veterano da Guerra dos Seis Dias (1967), tambem tentou oferecer resistencia voltando-se contra os agressores, chegou mesmo a ferir um deles, mas foi morto logo em seguida.

No total os terroristas conseguiram fazer nove refens. Alem de Gutfreund, os refens eram o Treinador de Tiro Kehat Shorr (1919-1972), o antigo Velocista e Saltador e actual Treinador de Atletismo da Equipa Olimpica de Israel Amitzur Shapira (1932-1972), o Mestre de Esgrima e Treinador de Esgrima Andre Spitzer (1945-1972), o Lutador, Treinador de Halterofilismo e Arbitro Yakov Springer (1921-1972), o Lutador Eliezer Halfin (1948-1972), o Lutador Mark Slavin (1954-1972) que com 18 anos era o mais novo no local, o Halterofilista David Mark Berger (1944-1972) que tambem tinha cidadania americana e o Halterofilista Ze'ev Friedman (1944-1972). Gutfreund porem como era fisicamente o mais forte dos refens, estava amarrado a uma cadeira. Amarrados nos pulsos e tornozelos, os refens estavam presos em dois quartos. O corpo de Yossef Romano foi deixado no quarto dos refens, servindo como um aviso para quem tentasse resistir.

Um dos membros da Delegacao de Israel Shaul Paul Ladany (1936), ouviu o alvoroco e os tiros, e saltou do balcao conseguindo chegar ao dormitorio americano e deu o alerto acerca do que estava a acontecer no dormitorio israelita. Outros membros da delegacao conseguiram fugir e muitos permaneceram escondidos. Duas mulheres atletas estavam em outro apartamento e por isso nao correram perigo. Alguns outros atletas tambem nao se encontravam no recinto da Vila Olimpica estando em cidades vizinhas.


Os terroristas acabaram por ser identificados como sendo militares e guerrilheiros palestinianos oriundos de campo de refugiados no Libano, Siria e Jordania. Eles eram: Luttif Afif (1937?-1972) tambem chamado de Issa e era o Lider do grupo, Yusuf Nazzal chamado de Tony, Afif Ahmed Hamid chamado de Paolo, Khalid Jamal chamado de Salah, Ahmed Chic Thaa, chamado de Abu Halla, Mohammed Safady chamado de Badran, Adnan Al-Gashey (?-c. 1975) chamado de Denawi e Jamal Al-Gashey (1953?) chamado de Samir. De acordo com Simon Reeve, Afif, Nazzal e mais um de seus companheiros de ataque ja haviam de facto trabalhado na Vila Olimpica e ja estavam a semanas no local, inspeccionando a regiao para o ataque (certamente era necessario saber-se onde estava o alvo do objectivo do ataque ou seja a Equipa de Israel). Segundo um Atleta do Uruguai, Nazzal ja tinha entrado anteriormente no predio onde os atletas israelitas se encontravam 24 horas antes do ataque e sequestro, mas ele foi identificado como um funcionario. Os outros terroristas tinham vindo de comboio ou de aviao ate Munique com intencao de realizar os seus objectivos usando passaportes falsos. Atletas nao israelitas nao foram retidos pelos sequestradores palestinos.

O sequestro imediatamente chamou a atencao da Imprensa Internacional. Autoridades de Israel, Estados Unidos e ate da Jordania condenaram o atentado e pediram publicamente a libertacao dos refens.

Em causas estavam as exigencias dos terroristas que exigiam a libertacao nada menos do que 234 presos palestinos em cadeias israelitas. Tambem pediam a libertacao dos alemaes Andreas Bernd Baader (1943-1977) que era um dos fundadores e lideres do Grupo Guerrilheiro de Esquerda alemao Fraccao do Exercito Vermelho e tambem de Ulrike Marie Meinhof (1934-1976) uma Jornalista, Escritora, Activista e Guerrilheira  alema membra igualmente do Grupo Exercito Vermelho. Os terroristas trataram logo de mostrar que nao estavam para perder tempo e muito menos para brincadeiras o corpo de Weinberg, coberto de balas, foi atirado para fora do predio para demostrar a determinacao dos sequestradores. Os politcos israelitas nao se mostraram dispostos a ceder e afirmaram que nao haveria qualquer tipo de negociacoes negando-se a ceder as exigencias dos terroristas. Israel tambem pediu autorizacao ao Governo alemao para enviar suas forcas especiais para a regiao, mas os alemaes negaram tal pedido. A situacao era controversa, pois os refens eram judeus, o que tornava tudo ainda mais complicado para os politicos alemaes.

Enquanto amanhecia e as negociacoes decorriam numa forma de ganhar tempo pelas autoridades alemas, um grupo de agentes da policia alema se aproximaram do predio pelo telhado. Contudo, todos os quartos tinham televisao e a luz nao fora cortada. Assim, pela televisao, os terroristas viram a chegada da policia e exigiram de imediato a sua retirada do local, exigencia que foi prontamente atendida para evitar retaliacoes contra os refens. Os negociadores no local mais uma vez numa tentativa de ganhar tempo pediram para falar com alguns refens. Kehat Shorr e Andre Spitzer tiveram ordem para se aproximar de uma janela, mas com armas apontadas para eles, nao puderam responder a muita coisa. Pelo que se podia ver nesse momento, alguns refens tinham sido vitimas de abusos fisicos dentro do apartamento.

Com o passar do tempo os terroristas mudaram as suas exigencias, passando a pedir um aviao e helicopteros. O Governo alemao concordou e enviou de imediato dois UH-1 Iroquois para transportar os refens ate a Base Aerea de Furstenfeldbruck. Contudo, as forcas alemas queriam na realidade era preparar e fazer uma emboscada os terroristas quando eles embarcassem no aviao. Vendo que a distancia dos apartamentos ate os helicopteros era de 200 metros, a Policia alema tambem posicionou atiradores de elite no mesmo caminho.

Luttif Afif, o Lider dos terroristas, de forma inesperada insistiu em inspeccionar o caminho entre o helicoptero e o apartamento mesmo antes dos refens serem libertados. Isso apanhou a policia de surpresa. Afif estava acompanhado de alguns colegas terroristas e de tres dos refens  (Schreiber, Troger e Genscher). Os agentes alemaes que estavam a espera de um momento oportuno para emboscar os terroristas palestinos tiveram que deixar suas posicoes de imediato e as pressas. Essa movimentacao nao passou despercebida a ninguem e chamou a atencao dos terroristas que perceberam entao que algo estava errado. Afif passou entao a exigir um autocarro que os levasse ate o helicoptero. Os agentes alemaes perto do apartamento e do aeroporto nao estavam bem armados e definitivamente, de acordo com seus proprios oficiais, nao tinham preparacao para lidar com uma situacao de semelhante calibre. Na verdade, um dos "atiradores de elite" da policia que havia sido deslocado para o local nao tinha treinamento como Atirador de Precissao. De acordo com o Chefe do Mossad, Zvi Zamir (1925), seus homens nao haviam sido consultados sobre os planos da emboscada por parte dos alemaes.

Um Boeing 727 foi entao preparado para os terroristas, como eles proprios haviam exigido. A tripulacao do aviao, contudo, eram agentes alemaes disfarcados. Os terroristas Luttif  Afif e Yusuf Nazzal iriam inspeccionar o aviao antes do resto do grupo de terroristas e os refens entrassem no mesmo. O plano era apanhar os dois palestinos enquanto eles entravam no aviao, com o restante grupo sendo abatido pelos atiradores de elite do lado de fora. No total, todos os oito terroristas chegaram ao aeroporto, junto com dois helicopteros cheios de refens.

Quando os dois helicopteros dos terroristas chegaram, os policias disfarcados dentro do aviao decidiram abandonar suas posicoes (sem consultar o Alto-Comando). Assim, apenas cinco dos atiradores de elite da policia estavam presentes para iniciar a emboscada planejada anteriormente. O Coronel Ulrich Klaus Wegener (1929), das forcas especiais alemas, alertou que a situacao ficaria feia.

As 22h:30min de 5 de Setembro, os helicopteros pousaram no Aeroporto Furstenfeldbruck e quatro dos seis terroristas ali presentes no momento ficaram para tras guardando os refens, enquanto mais uma vez Afif e Nazzal avancaram para inspeccionar o aviao cedido para a fuga pelas autoridades alemas. Ao entrar no aparelho os terroristas viram que nao havia tripulacao e suspeitaram que estivessem a cair numa emboscada. Os dois terroristas correram de volta para os helicopteros. Mesmo sem receber ordens um dos atiradores, um dos atiradores da policia abriu fogo diversas vezes contra Afif e Nazzal enquanto os mesmos corriam, com Nazzal sendo atingido. Os restantes policias no local receberam entao a ordem para atirar.

Com o inicio da emboscada, o caos se instaurou, os terroristas Ahmed Chic Thaa e Afif Ahmed Hamid que estavam perto dos helicopteros com os refens forma mortos pela policia. Outros dois terroristas procuraram cobertura e evadiram os atiradores de elite da policia. Um intenso tiroteio se seguiu, com um Policia alemao, Anton Fliegerbauer (?-1972). a ser morto. Os refens dentro dos helicopteros nada podiam fazer para ajudar na situacao estavam amarrados e nao podiam fugir.

A emboscada alema como se pode facilmente ver foi mal planeada e preparada. Alem de despreparados para aquele tipo de situacao, os alemaes nao tinham no local equipamento pesado, como veiculos blindados. Com o inicio do tiroteio, os terroristas entraram nitidamente em panico. Luttif Afif, que desde o inicio tomou o posto de Lider do grupo, perto de quatro minutos depois da meia-noite do Dia 6 de Setembro, se levantou do lado do primeiro helicoptero e apontou sua metralahdora AK-47 para os refens que estavam dentro dele amarrados e abriu fogo a queima roupa contra os mesmos. Os israelitas Springer, Halfin e Friedman foram mortos ali na hora. Ainda um quarto refem, Berger, morreu momentos depois devido a gravidade dos ferimentos. Um Terrorista, possivelmente ainda sendo o proprio Afif, lancou uma granada contra o helicoptero, incinerando os corpos dos refens que estavam a bordo. O segundo helicoptero foi encontrado, alguns metros ao lado, cheio de refens que haviam sido mortos baleados, possivelmente vitimas de vinganca ou de desespero por parte de Adnan Al-Gashey, um dos terroristas palestinos, que assim como Afif, apontou suas armas para os refens e os matou a sangue frio (Gutfreund, Shorr, Slavin, Spitzer e Shapira levaram cada um pelo menos quatro tiros). Dos refens do primeiro helicoptero destruido, somente o corpo do Atleta Ze'ev Friedman foi recuperado mais tarde relativamente em boas condicoes.

Luttif Afif  tentou escapar do local, mas encontrou mais policias no seu caminhio e morreu na troca de tiros que se seguiu. Um outro Terrorista, Khalid Jamal, morreu igualmente baleado enquanto desesperadamente ja tentava fugir. Tres palestinos Jamal Al-Gashey, Mohammed Safady e Adnan Al-Gashey decidiram entregar-se. Yusuf Nazza conseguiu fugir, mas foi encontrado pela policia nas proximidades e entao foi tambem morto em uma nova troca de tiros. Oficialmente as 01h:30min da manha de 6 de Setembro, um pouco mais de 24 horas depois do comeco do incidente, tudo estava como que terminado, com muito sangue e vidas perdidas.

O saldo sangrento do massacre foi deveras alto. Um total de cinco terroristas foram mortos (outros tres foram capturados). Cerca de onze refens (David Berger, Ze'ev Friedman, Joseph Gottfreund, Eliezer Halfin, Yossef Romano, Andrei Schpitzer, Amitsur Shapira, Kahat Shor, Mark Slavin, Yaakov Springer e Moshe Weinberg) e um Policia alema perderam a vida.

Apesar da resistencia inicial, o Comite Organizador das Olimpiadas decidiu por fim suspender os jogos temporariamente. Uma cerimonia foi realizada no Estadio Olimpico de Munique, onde 80.000 espectadores e 3000 atletas fizerm questao de marcar presenca. Autoridades de varios paises do mundo condenaram fortemente o atentado.


Pouco depois do atentado e do massacre dos atletas, o Governo alemao decidiu fundar uma Unidade Policial Antiterrorismo, criou-se entao o GSG 9 (Grupo 9 da Guarda de Fronteira) para se lidar melhor com situacoes semelhantes no futuro. Esta mesma unidade se tornou num exemplo a nivel mundial no combate o terrorismo. Varias foram as nacoes por toda a Europa que adoptaram novas medidas de seguranca para evitar incidentes semelhantes em tempos futuros.

Aproximadamente dois meses apos este atentado, o Voo 615 da Companhia Aerea Lufthansa foi sequestrado por terroristas palestinos que se declararam simpatizantes do Movimento Terrorista Setembro Negro. Eles exigiram a libertacao imediata dos tres terroristas presos apos o Massacre de Munique. O Governo alemao atendeu ao mesmo pedido, apesar de fortes protestos e criticas das autoridades israelenses. Os tres terroristas foram entao para a Libia, onde foram recebidos como herois e tratados como tal. Os terroristas afirmaram que o motivo do atentado era chamar a atencao mundial para a causa da Independencia da Palestina, cujo o territorio estava sob a ocupacao militar israelita desde o final da Decada de 1960.

Entao, sob as ordens da Primeira-Ministra de Israel, Golda Meir, os tres terroristas sobreviventes passaram a ser perseguidos pela Mossad e cre-se mesmo que dois deles tenham sido assassinados numa operacao da mesma Organizacao (Mohammed Safady e Adnan Al-Gashey). Esta Operacao chamou-se Colera de Deus (era uma Operacao Militar Espia cujo o objectivo era eliminar todos os responsaveis do Massacre de Muniqie nos Jogos Olimpicos de Verao de 1972) Abu Daoud, o terceiro terrorista e mentor do sequestro, conseguiu escapar e sobreviver a um atentado contra a sua vida em 1981, na cidade de Varsovia, mas faleceu 19 anos depois no dia 3 de Julho de 2010, em Damasco vitima de uma falencia renal.

Outra resposta os atentados foi o bombardeamento aereo, feito pela Aviacao Militar de Israel, contra a posicoes de grupos palestinos na Siria e no Libano, apenas dois dias apos o massacre.

Decadas mais tarde, os descendentes das vitimas do massacre receberam indemnizacoes, que chegaram a 3 milhoes de euros.

Foi tambem lancado em 2005 o Filme Munique, dirigido pelo conhecido Steven Allan Spielberg (1946), tendo sido depois indicado a cinco Oscares, incluindo Melhor Filme e Melhor Director.

O filme conta a historia da suposta operacao de retaliacao do Governo israelita lancada logo apos o massacre contra os responsaveis pelo atentado.

Dados do atentado:

. Local: Munique (Vila Olimpica), Alemanha Ocidental (RFA).
. Data: 5 de Setembro de 1972.
. Tipo de Ataque (Crime): Assassinio em Massa.
. Mortes: 17 no total:
                                       . 6 treinadores israelenses.
                                       . 5 atletas israelenses.
                                       . 5 Membros do Grupo Terrorista Setembro Negro.
                                       . 1 Policia da Alemanha Ocidental (RFA).

. Responsavel(is): Organizacao Terrorista Setembro Negro.


As viuvas de dois atletas israelitas mortos durante os Jogos Olimpicos de Munique, em 1972, revelaram anos mais tarde detalhes ate entao desconhecidos sobre a tragedia que, ate entao, nao eram do conhecimento publico, apenas das autoridades alemas e, desde 1992 da familia das vitimas, revelaram detalhes das mortes dos maridos e dos outros refens.

Ilana Romano e Ankie Spitzer, mulheres de dois dos onze atletas israelitas mortos no Ataque Terrorista de 5 de Setembro de 1972, disseram que tiveram de esperar 20 anos para ver as fotos chocantes do que aconteceu na Vila Olimpica e descobrir algumas verdades que ate entao lhes eram escondidas. Uma das revelacoes que mais as abalou foi que o Haterofilista Yossef Romano havia sido castrado pelos terroristas.

Durante anos as duas viuvas, representantes de todas as mulheres que perderam os maridos naquele ataque, preferiram nao falar do que viram nas fotos chocantes, mas anos mais tarde resolveram denunciar o que lhes havia sido mostrado para que os familiares assassinados recebessem o reconhecimento que as mesmas lhes achavam ser devido.

Num filme que estava previsto ser lancado em 2016, Munich 1972 & Beyond Ilana e Ankie descrevem toda a crueldade a que os atletas israelitas foram sujeitos. Contam como os mesmos foram espancados , nalguns casos ate lhes partirem os ossos.

Ao The New York Times (que nao quis publicar as fotos, depois de terem sido vistas) desvendaram como Yossef, que ja tinha levado um tiro quando tentou reagir ao ataque dos terroristas, foi depois castrado. "O que eles fizeram foi cortar-lhe os orgaos genitais atraves da roupa interior e abusaram dele", contou a sua viuva.

Revoltadas, processaram as autoridades alemas que lhes esconderam os factos durante 20 anos, mas a sua indignacao volta-se sobretudo para os assassinos: "Eles disseram que mataram os refens apenas devido ao falhanco da operacao de resgate no aeroporto, mas isso nao esta certo. Vieram para matar gente. Vieram para matar".

A 5 de Setembro de 1972, durante as olimpíadas de Munique, oito terroristas pertencentes a um ramo da OLP, atacaram os apartamentos dos atletas israelitas na Vila Olimpica. O sequestro durou mais de 20 horas e acabou com uma operacao de resgate falhada que se revelou fatal. Tres atletas foram mortos na Aldeia Olímpica e os outros oito foram executados no aeroporto, para onde foram transferidos, cinco terroristas foram abatidos, assim como um polícia alemao.


Em genero de opniao final creio que tudo seria diferente se os refens nao fossem judeus de lembrar o desamor existente entre a Alemanha e os judeus desde o final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Creio que houve ate uma falta de preocupacao e de interesse mas que sem duvida ainda mais grave foi haver uma falta de preparacao das forcas alemas no combate ao terrorismo e a recusa da ajuda israelita para tentar resolver a situacao.

Descrevo aqui nesta cronica o momento mais negro e sangrento da Historia das Olimpiadas da Era Moderna, um momento que certamente faria Pierre de Fredy (1863-1937) mais conhecido como Barao de Coubertain chorar de tristeza, ele que foi o principal mentor dos Jogos Olimpicos na Era Moderna.

E lamentavel quando se colocam valores politicos acima das vidas humanas para a Alemanha receber a ajuda israelita seria uma humilhacao e a vida dos refens era-lhes indiferente afinal nao passavam de judeus, caro(a) Leitor(a) ate a proxima.

                                                                                                               Manuel Goncalves


















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