terça-feira, 8 de agosto de 2017

O Grande Cisma do Oriente e o Grande Cisma do Ocidente



Nao foi a muito tempo que escrevi aqui algo sobre a Igreja Ortodoxa mas o desejo de escrever sobre este tema ja a algum tempo que era um bichinho que andava ca por dentro. A Igreja Catolica e a Igreja Ortodoxa ate certa altura foram so uma, mas o que levou a separacao? A Grande Cisma tem a resposta e agora venho partilha-la convosco.

Tem ainda muitos em comum, ideias, doutrinas mas um ponto importante e que os ortodoxos e os cristaos tem lideres diferentes e nem uns nem outros respeitam o que nao seguem e os santos que idolotram depois da separacao por vezes tambem nao sao adorados por ambos, outra curiosidade e o facto de uma Igreja Ortodoxa ter figura pintadas em quadros, etc mas nao conter estatutas de santos de barro. Tenho muito orgulho de ter tomado e ter esses conhecimentos embora a forma como os ganhei nao tenha sido a melhor mas passamos por muitas coisas na vida sobretudo de aprendizagem que nao fomos nos a escolher e por vezes se fossemos teria sido diferente, e o meu caso aqui. As proprias cruzes sao de formatos diferentes tambem assim como algumas outras doutrinas e ensinamentos.

Antes demais e importante nao confundir o Grande Cisma do Oriente ocorrido em 1054 e o Grande Cisma do Ocidente ocorrido entre 1378 e 1417. Sao assuntos diferentes e epocas diferentes embora sejam descritos aqui em conjunto.


O Grande Cisma do Oriente tambem conhecido como o Grande Cisma foi um evento que causou a ruptura da Igreja, separando-a em duas: Igreja Catolica Apostolica Romana e Igreja Catolica Apostolica Ortodoxa, a partir do ano 1054, quando os lideres da Igreja de Constantinopla e da Igreja de Roma que excomungaram-se mutuamente.

Como foi uma excomunhao mutua, isto e, bilateral, a nomenclatura neutra para este evento e Grande Cisma, apesar de fontes catolicas romanas frequentemente apontarem para Cisma do Oriente . Algumas fontes ocidentais antigas utilizam Grande Cisma para falar do Cisma do Ocidente, de tal forma que alguns autores chegaram mesmo a preferir a nomenclatura Cisma Oriente-Ocidente ou tambem simplesmente Cisma de 1054.

As relacoes entre Oriente e Ocidente por muito tempo se amarguravam pelas disputas eclesiasticas e teologicas. Proeminente entre essas estavam as questoes sobre a fonte do Espirito Santo ("Filioque"), se deve-se usar pao fermentado ou nao fermentado na Eucaristia, as alegacoes do Papa de primazia juridica e pastoral, e a funcao de Constantinopla em relacao a Pentarquia.

O distanciamento entre as duas igrejas cristas tem formas culturais e politicas muito profundas, cultivadas ao longo de seculos. As tensoes entre as duas igrejas datam no minimo da divisao do Imperio Romano em Oriental e Ocidental, e a transferencia da capital da cidade de Roma para Constantinopla, no Seculo IV.

Uma diferenca crescente de pontos de vista entre as duas igrejas resultou da ocupacao do Ocidente pelos outrora invasores barbaros, enquanto o Oriente permaneceu herdeiro do Mundo Classico. Enquanto a Cultura Ocidental foi-se paulatinamente transformando pela influencia de povos como os germanos, o Oriente permaneceu desde sempre ligado a tradicao da cristandade helenistica. Era a chamada Igreja de tradicao e rito grego. Isto foi exacerbado quando os papas passaram a apoiar o Sacro Imperio Romano-Germanico no Oeste, em detrimento do Imperio Bizantino no Leste, isto passou-se especialmente no tempo de Carlos Magno (742-814). Havia tambem disputas doutrinarias e acordos sobre a natureza da autoridade papal.

A Igreja de Constantinopla respeitou a posicao de Roma como sendo a capital original do imperio, mas ressentia-se de algumas exigencias jurisdicionais feitas pelos sucessivos papas ao longo dos seculos, reforcadas ainda mais no pontificado de Leao IX (1002-1054) nascido Bruno de Eguisheim-Dagsbourg que foi Lider da Igreja Catolica Romana entre 1049 e 1054 e depois nos de seus sucessores. Para alem disso, existia a oposicao do Ocidente em relacao ao Cesaropapismo Bizantino, isto e, a subordinacao da Igreja Oriental a um chefe secular, como acontecia na Igreja de Constantinopla.

Uma ruptura grave ocorreu de 856 a 867, sob o Patriarca Focio I de Constantinopla (820-891) foi o Patriarca de Constantinopla entre 858 e 867 e, novamente, entre 877 e 886 Ele e reconhecido pela Igreja Ortodoxa como Sao Focio, o Grande. Sob o Pontificado deste, a questao do Filioque ou Clausula Filioque tornou-se em um ponto de discordia, com a condenacao por parte do hierarca de sua inclusao no Credo do Cristianismo (tambem chamado e conhecido de Credo Niceno) Ocidental e a taxacao da mesma como heretica. Desse modo, para o futuro, para o futuro as pendencias de natureza disciplinar e liturgica, mas igualmente tambem de natureza dogmatica, com o que se comprometia de modo quase irremediavel a unidade da Igreja.


Quando Miguel  Cerulario (cerca 1000-1059) conhecido tambem como Miguel I Cerulario e Miguel I de Constantinopla se tornou Patriarca de Constantinopla, no Ano de 1043, o mesmo deu inicio a uma campanha contra as igrejas latinas na cidade de Constantinopla, ordenando o fechamento de todas ja dez anos depois em 1053, envolvendo-se na discussao teologica da natureza do Espirito Santo, questao que viria a assumir uma grande importancia nos seculos seguintes.

Em 1054, o legado papal viajou ate Constantinopla a fim de repudiar a Cerulario o titulo de "Patriarca Ecumencio" e insistir que ele viesse a reconher a alegacao de Roma de ser a mae das igrejas. O principal proposito do legado papal foi procurar a ajuda do Imperio Bizantino em vista da Conquista Normanda do Sul de Italia, e lidar com os recentes ataques por Leao de Ocrida (?-1056) contra o uso de pao nao fermentado e outros costumes ocidentais, ataques que tinham de apoio Cerulario. Em da refusa de Cerulario em aceitar as demandas, o Lider do legado o Cardeal Humberto de Silva Candida ou de Moyenmoutier (cerca 1015-1061), excomungou-o, e Cerulario por sua vez agiu de igual modo e excomungou o Cardeal Humberto e os outros legados.

O Massacre dos Latinos (1182), a retaliacao do Ocidente com o Saque de Salonica (1185), o Cerco e Saque de Constantinopla (1204), na Quarta Cruzada, e a imposicao dos patriarcas latinos pelo Imperio Latino que teve a duracao de 55 anos tornou a reconciliacao ainda mais dificil e complicada, e aprofundou ainda mais a ruptura e a desconfianca mutua.

Houve claro ao longo de algum tempo varias tentativas de reunificacao, principalmente nos Concilios Ecumenicos de Lyon (1274) em Franca e ainda um pouco mais tarde em Florenca (1439) em Italia, sem se vir a obter grandes resultados as reunioes nao alteraram nada e mostraram-se efemeras. Estas tentativas de reconciliacao acabaram efectivamente com a Queda de Constantinopla (1453) em maos dos otomanos, no mesmo ano de 1453, que viriam a ocupar quase todo o antigo Imperio Bizantino por muitos seculos. As mutuas excomunhoes so foram levantadas mais de 1000 anos de terem sido impostas, tendo o Dia 7 de Dezembro de 1965 a data do levantamento das mesmas (1050-1965), pelo Papa italiano Paulo VI (1897-1978) e o Patriarca grego Atenagoras I (1886-1972), de forma a aproximar as duas igrejas, afastadas havia seculos. As excomunhoes, entretanto, foram retiradas pelas duas igrejas em 1966. Somente muito recentemente o dialogo entre elas foi efectivamente retomado, a fim de tentar recomecar juntas, apagando o Cisma.

Em 12 de Fevereiro de 2016 o Papa Francisco I (1936) tem um encontro historico com o Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa Cirilo I (1946), em Cuba. Os dois lideres religiosos se reunem privadamente no Aeroporto de Havana por duas horas e apresentam uma declaracao conjunta, na presenca do Presidente Raul Modesto Castro Ruz (1931). Um dos principais motivos para o encontro  de reaproximacao das duas igrejas e a violencia que vai ameacando extinguir a presenca dos cristaos - catolicos e ortodoxos - no Medio Oriente e em Africa. Ambas se manifestam contra os ataques extremistas de grupos terroristas islamicos e a destruicao de monumentos cristaos, especialmente na Siria, assim como a proibicao do cristianismo em paises de maioria islamica . Foi o primeiro encontro de um Papa com um Lider da Igreja Ortodoxa Russa.


O Grande Cisma do Ocidente, Cisma Papal ou simplesmente Grande Cisma foi uma crise religiosa que ocorreu na Igreja Catolica entre 1378 e 1417.

Entre 1309 e 1377, a residencia do Papa ou do Papado foi alterada de Roma, em Italia para Avignon, em Franca, pois o Papa Clemente V (1264-1314) foi levado (sem possibilidade de debate) pelo Rei frances Filipe IV de Franca (1268-1314) que foi tambem Filipe I, Rei de Navarra para residir em Avignon. Em 1378, o Papa Gregorio XI (1329 ou 1321-1378) voltaria no entanto para Roma, onde faleceria. A populacao italiana desejava que o Papado fosse restabelecido em Roma. Foi entao eleito Urbano VI  (cerca de 1318-1389), de origem italiana. No entanto, ele demostrou ser um Papa muito autoritario, de modo que uma quantidade consideravel do Colegio dos Cardeais (tambem conhecido como Colegio Cardinalicio ou Sacro Colegio Pontificio), anularia a sua votacao e foi realizado um novo conclave, tendo sido eleito Clemente VII (1342-1391), que passou a residir em Avignon. Iniciara-se assim o Cisma, em que o Papa residia em Roma e o Antipapa residia em Avignon, reclamando no entanto ambos para si o poder sobre a Igreja Catolica. Posteriormente, surgiria outro Antipapa em Italia na cidade de Pisa. O Cisma terminou no Concilio de Constanca (1414-1418) em 1417, quando o Papado foi estabelecido definitivamente em Roma.

De 1309 a 1377, o Lider maximo da Igreja Catolica, o Papa, nao residia em Roma, mas em Avignon, um periodo historico geralmente chamado de Cativeiro Babilonico (tambem chamado de Exilio ou Cativeiro na Babilonia), em alusao ao Exilio Biblico de Israel na Babilonia. O Papa Gregorio XI deixou Avignon e restabeleceu a Santa Se em Roma novamente, onde viria a morrer em 27 de Marco de 1378. A eleicao do seu sucessor definiria a residencia do futuro Papa em Avignon ou em Roma. Um dos nomes dos candidatos mais fortes foi o de Bartolommeo Prignano, ate o momento era Aecebispo de Bari, considerado como sendo muito rigido moralmente e inimigo da corrupcao, foi proposto. Os entao 16 cardeais italianos presentes em Roma reuniram-se em conclave em 7 de Abril de 1378. No dia seguinte escolheram Prignano. Durante a eleicao houve uma grande perturbacao na cidade, pois o povo de Roma e arredores esforcou-se por influenciar a decisao dos cardeais presentes no conclave realizado ali na mesma cidade, que logo trataram de tomar medidas para evitar possiveis duvidas. No dia 13 eles realizaram uma nova eleicao e, novamente, o eleito escolhido foi o Arcebispo Prignano para se vir a tornar o novo Papa. Durante os dias seguintes todos os membros do Colegio dos Cardeais aprovaram o novo Papa, que viria a tomar o nome de Urbano VI e tomou posse. Um dia depois, os cardeais italianos notificaram a eleicao de Urbano VI aos 6 cardeais franceses em Avignon, que o viriam a reconhecer como Papa e, em seguida, escreveram ao Imperador e aos demais soberanos. Tanto o Cardeal Roberto de Genebra (1342-1394), que se viria a tornar no futuro Antipapa Clemente VII de Avignon, e Pedro Martinez de Luna de Aragao (1328-1423) o futuro Antipapa Bento XIII, tambem acabariam por aprovar a sua eleicao.

O Papa Urbano VI ao contrario do que deveria ser esperado nao atendeu as necessidades de sua eleicao, criticou os membros do Colegio dos Cardeais e recusou-se a restaurar a Sede Pontifical em Avignon. Os cardeais, entao, em Maio de 1378, se retiraram para Anagni uma outra cidade italiana, e no mes seguinte, Junho, para Acquaviva delle Fonti, sob a proteccao da Rainha Joana I de Napoles (1326-1382) e de Bernardon de la Salle (1339-1391), iniciaram uma nova campanha contra a sua escolha, preparando-se para uma segunda eleicao. Ja em 20 de Setembro, treze membros do Colegio de Cardeais fizeram um novo conclave em Fondi e escolheram entao desta vez Roberto de Genebra como o futuro Papa, que tomou de seguida o nome de Clemente VII. Alguns meses depois, esse novo Antipapa, apoiado pelo Reino de Napoles, assumiu sua residencia em Avignon. O Grande Cisma do Ocidente comecava.

Clemente VII mantinha relacoes com as principais familias reais da Europa. Os estudiosos e os santos da epoca normalmente apoiavam o Papa adoptado pelo seu pais de origem. A maior parte dos estados italianos e alemaes, a Inglaterra e a Flandres apoiaram o Papa de Roma. Por outro lado, Franca, Espanha e Escocia e todas as nacoes que eram aliadas da Franca apoiaram o Antipapa de Avignon. O conflito rapidamente deixou de ser um assunto que diria unicamente respeito a Igreja para passar a se tornar um incidente diplomatico disseminado pelo continente europeu:

. Avignon: Franca, Aragao, Castela, Leao, Chipre, Borgonha, Condado de Saboia, Napoles e Escocia reconheceram o reclamante de Avignon.

. Roma: Portugal, Dinamarca, Inglaterra, Flandres, o Sacro Imperio, Hungria, Norte da Italia, Irlanda, Noruega, Polonia e Suecia reconheceram o reclamante de Roma.

Os papas excomungaram-se mutuamente, nomeando assim outros cardeais para compensar as desercoes, enviando mensageiros para a cristandade defendendo a sua causa e estabelecendo sua propria administracao. Posteriormente o Papa Bonifacio IX (cerca de 1356-1404) sucedeu a Urbano VI em Roma e Bento XIII sucedeu a Clemente em Avignon. Varios clerigos reuniram-se em concilios regionais na Franca e ainda em outros lugares, sem obterem um resultado que fosse definitivo. O Rei de Franca e seus aliados em 1398 deixaram de apoiar Bento XIII, e Geoffrey Boucicaut sitiou Avignon, privando o Antipapa de comunicacao com todos aqueles que ainda permaneciam fieis a ele. Bento XIII retornou a liberdade somente em 1403. Inocencio VII (1336-1406) ja havia sucedido a Bonifacio de Roma, e apos um curto pontificado de apenas dois anos, foi sucedido por Gregorio XII (1326-1417).

Na epoca do Grande Cisma do Ocidente ocorriam na Penisula Iberica as chamadas Guerras Fernandinas (1369-1382) divididas em tres guerras: Primeira Guerra (1369-1370), Segunda Guerra (1372-1373) e Terceira Guerra (1381-1382) e a Crise de 1383-1385, ambas opondo os reinos de Castela e Portugal por questoes dinasticas. Assim no tempo de Fernando I de Portugal (1345-1383) a sua desastrosa Politica Externa levou-o a apoiar o Papa de Avignon, que por sua vez tambem tinha o apoio do Reino de Castela; depois da crise sucessoria, como o Reino de \Castela continuava a defender o Papa de Avignon, nao seria de estranhar que o entao Rei Dom Joao I de Portugal (1357-1433), para entre outras coisas mostrar bem a sua independencia, viria a dar o seu apoio ao Papa de Roma.

Em 1409, um concilio que se reuniu na conhecida cidade italiana de Pisa acrescentou um outro Antipapa, Alexandre V (1340-1410), e passou em seguida a declarar os outros dois depostos. Depois de muitas conferencias, discussoes, intervencoes do poder civil e varias catastrofes, o Concilio de Constanca depos o Antipapa Joao XXIII (1370-1419), recebeu a abdicacao do Papa Gregorio XII, e finalmente, conseguiu depor o Antipapa Bento XIII. Em 11 de Novembro de 1417, o concilio finalmente elegeu Odo Colonna (1365/1368-1431), que se viria a tornar Martinho V, com o mesmo terminou o Grande Cisma do Ocidente e foi restabelecida a unidade assim como terminou uma divisao dentro da Igreja Catolica.

O prestigio do Papado foi profundamente afectado com esta crise provocada pelo Grande Cisma do Ocidente, o que viria a causar a criacao da Doutrina Conciliar (Conciliarismo ou Teoria Conciliar), que sustenta que a autoridade suprema da Igreja encontra-se com um Concilio Ecumenico e nao com o Papa, sendo que foi efectivamente extinta no Seculo XV.


Os Papas e Antipapas do Cisma do Ocidente e o tempo que estiveram em actividade papal:

. Em Roma:

. Papa Urbano VI (1378-1389).
.Papa  Bonifacio IX (1389-1404).
. Papa Inocencio VII (1404-1406).
. Papa Gregorio XII (1406-1417).

. Em Avignon:

. Antipapa Clemente VII (1378-1394).
. Antipapa Bento XIII (1394-1417).

. Em Pisa:

. Antipapa Alexandre V (1409-1410).
. Antipapa Joao XXIII (1410-1417).

Concordando com a minha forma de pensar aquele que era considerado Papa nos dias de hoje era de facto aquele que estava em Roma. Penso assim e acho que nao poderia ser diferente porque se so podia haver um e se vinha outro o que contava era o que estava la primeiro. Nenhum pais julgo que possa ter dois reis, dois presidentes em simultaneo, se o Colegio de Cardeais nao estava satisfeito com o Papa de Roma so tinha que desonorar o mesmo e eleger outro e nao escolher outro quando um ainda estava em actividade.

Caro(a) leitor(a) estou terminando mais uma etapa, isto e mais uma Cronica aqui no Blog sei que dificilmente irei cumprir com as metas criadas e impostas por mim proprio no principio de 2017 mas fico feliz porque sem duvida tem sido um ano muito enriquecedor em termos de cronicas, em termos de contos breves para a historia geral deste meu Blog, ate a proxima.

                                                                                                          Manuel Goncalves














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