domingo, 16 de agosto de 2015

O Livre-Abitrio

 

O tema interessa-me profundamente e estudei-o quando fui membro de uma certa seita religiosa que embora tenha o nome de Igreja no nome e de facto na minha opniao uma seita religiosa e nao mais que isso. Uma igreja na minha opniao e uma identidade religiosa que detem uma maioria de crentes religiosos numa parte do mundo, continente ou ate apenas num pais. Nao vou nomear o nome da mesma que frequentei e onde estudei quando era um jovem entre os 18 e 20 anos o Livre-abitrio tao profundamente pelo menos agora nao o vou fazer para nao parecer que estou a querer entrar em provocacao com a mesma seita e sobretudo para nao ofender um possivel leitor(a) membro(a) da mesma seita.

O Livre-Arbitrio e algo que possuimos logo assim que tomamos poder de tomar uma certa decisao seja das mais importantes ou simples de fazer e passa pela opcao de escolha muitas vezes em fazer o bem ou o mal ou o que e certo ou errado. Deus nao e responsavel pelas nossas escolhas no meu entender e nem nos leva a escolher nada forcosamente apenas nos da inteligencia e entendimento para saber-mos o que e o bem e o que e o mal alem do que e certo e errado. Esta cronica tambem foi escrita sobretudo depois de alguem ter agido mal comigo e ter-se desculpado com a velha desculpa "so fiz aquilo que foi a vontade de Deus e nao a minha".

Habitualmente temos por vezes o habito de afirmar que e Deus que escreve e escolhe o nosso destino mas nao penso que seja mesmo assim Deus apenas nos da a consciencia de poder decidir por nos mesmos e da-nos a inteligencia suficiente de saber-mos muitas vezes que estamos a errar no entanto a escolha e nossa, a responsabilidade e nossa agora o que acontece por vezes e os mais fracos considerarem que e Deus que decide e escolhe quando penso que isso de facto esta errado mas e sempre mais facil e pratico culpar uma pessoa ou identidade que nao esta presente para se defender.

O texto da foto inicial e a copia daquilo que penso e sempre pensarei. Deus nos deu o poder de decisao nos deu inteligencia suficiente para saber-mos o que e o bem ou o mal mas nao intercede nas nossas decisoes levando-nos a fazer o bem ou o mal. O que acontece muitas vezes e que mesmo querendo muito por algumas dificuldades acabamos por desistir.


Livre-Arbitrio ou Livre-Alvedrio sao expressoes que denotam a vontade livre de escolha, as decisoes livres.

O Livre-Arbitrio, quer dizer, juizo livre, e a capacidade de escolha pela vontade humana entre o bem e o mal, entre o que e certo e o que e errado, conscientemente conhecidos. Ele e uma crenca religiosa ou proposta filosofica que defende que a pessoa tem o poder de dicidir todas as suas accoes e pensamentos segundo seu proprio desejo e crenca.

A pessoa que faz uma livre escolha pode se basear em uma analise relacionada ao meio ou nao, e a escolha que e feita pelo sujeito(a) pode resultar em accoes para beneficia-lo ou nao. As accoes resultantes das suas decisoes sao subordinadas somente a vontade consciente do sujeito(a).

A expressao, Livre-Arbitrio, costuma ter conotacoes objectivistas e subjectivas ou paradoxal. No primeiro caso as conotacoes indicam que a realizacao de uma accao (fisica ou mental) por um sujeito consciente nao e completamente condicionada pelos factores antecedentes. No segundo caso elas indicam o ponto de vista da percepcao e chamada algumas vezes de "experiencia da liberdade".

A existencia do Livre-Arbitrio tem sido uma questao central na Historia da Filosofia e Religiao, e mais recentemente na Historia da Ciencia. O conceito do Livre-Arbitrio tem implicacoes religiosas, morais, psicologicas, filosoficas e por fim cientificas.

Ha de facto varias visoes sobre a existencia da "Liberdade Metafisica", isto e, se as pessoas tem poder de escolher entre alternativas genuinas.

Determinismo Mecanicista e o Determinismo Teleologico sao doutrinas que afirmam ser todos os conhecimentos, inclusive vontades e escolhas humanas, causados de forma necessaria e suficiente por acontecimentos anteriores, ou seja, o homem ou mulher e destituido de liberdade de decidir e tambem de influir nos fenomenos em que toma parte. O Determinismo Mecanicista e o Determinismo Teleologico rejeitam a ideia de que o ser humano tenha algum Livre-Arbitrio, admitindo uma nocao de liberdade como ausencia de determinacao causal.

Em oposicao a esses dois tipos de Determinismo encontramos o Libertarianismo, posicao que concorda em parte com o Determinismo, pois concebe que os factos e acontecimentos causais ocorrem de forma necessaria, mas nao suficiente, guardando assim, algum lugar para a liberdade. Entre os defensores do Libertarianismo encontramos o Filosofo escoces Thomas Reid (1710-1796), o Filosofo Analitico Norte-americano Peter van Inwagen (1942) e o Quimico irlandes Robert Kane (1809-1890).

O Indeterminismo e uma forma de Libertarianismo que defende a visao que as pessoas nao tem qualquer Livre-Arbitrio, e que accoes apoiadas no Livre-arbitiro sao efeitos sem causas. Mas ha os que creem que ao inves da volicao ser um efeito sem causa, defendem que o Livre-Arbitrio e a accao do sujeito sempre produz o evento. Este ultimo conceito e mais usado em Economia.

O Compatibilismo e por sua vez a versao de que o Livre-Arbitrio emerge mesmo em um universo sem incerteza Metafisica. Entre os principais defensores do Compatibilismo encontramos o Matematico, Politico e Filosofo ingles Thomas Hobbes (1588-1679) e o Filosofo, Historiador e Ensaista escoces David Humme (1711-1776). O Compatibilismo nada mais e que uma versao soft do Determinismo, pois aceita a hipotese de que eventos (mentais e fisicos) sao causados de modo necessario e suficiente. No entanto, a nocao de liberdade adoptada e a ausencia de restricoes ou coacoes e nao de determinacao causal compatibilistas podem definar o Livre-Arbitrio como emergindo de uma causa interior, por exemplo os pensamentos, as crencas e os desejos. Seria entao resumidamente o Livre-Arbitrio que respeita as accoes, ou pressoes, tanto internas como externas.

Incompatibilismo e a visao que nao ha maneira de reconciliar a crenca em um universo deterministico com um Livre-Arbitrio verdadeiro.

O Determinismo defende que cada estado de coisas e inteiramente necessitado e por conseguinte explicado por relacoes de causalidade. O Indeterminismo defende que essa mesma posicao e incorrecta, isto e, ha eventos os quais sao inteiramente causados. O Determinismo Filosofico algumas vezes e ilustrado pelo experimento mental do Demonio de Laplace, o qual conhece todos os factos sobre o passado e o presente e todas as leis naturais que governam o mundo, e usa esse conhecimento para prever o futuro ate ao menor detalhe. Todavia, a posicao de Laplace ja nao representa o ponto de vista cientifico e filosofico actual sobre o assunto (co-Determinismo).

O Incompatibilismo defende que o Determinismo nao pode ser reconciliado com o Livre-Arbitrio. Geralmente os incompatibilistas / libertinos alegam que uma pessoa age livremente apenas se sao a unica causa originadora da accao. Estes admitem a antecedencia de causas que precedem as accoes, mas diferentes dos deterministas eles dirao que estas causas, apesar de necessarias nao sao suficientes, guardando lugar assim, para a ideia de que o sujeito, em ultima instancia, e o causador da accao (aquele que causa sem causar), e genuinamente poderia ter feito outra coisa.

Ha uma visao intermediaria, na qual o passado condiciona, mas nao determina as accoes. As escolhas individuais sao um resultado entre varios resultados possiveis, cada um dos quais e influenciado mas nao determinado pelo passado. Mesmo se o sujeito exerce a vontade livremente, na escolha entre opcoes disponiveis, ele nao e a unica causa originadora da accao, pois ninguem pode desempenhar accoes impossiveis, tipo voar batendo os bracos. Aplicada aos estados interiores, essa visao sugere que se pode escolher opcoes nas quais se pensa, mas nao se pode escolher uma opcao da qual nao se tem uma ideia. Nessa visao escolhas presentes podem abrir, determinar ou limitar escolhas futuras.


O Filosofo e Artesao holandes Baruch Espinoza (1632-1677) compara a crenca humana no Livre-Arbitrio a uma pedra pensando que escolhe o caminho que percorre enquanto cruza  ar ate ao local onde cai. Ele dizia: "as decisoes da mente sa apenas desejos, os quais variam de acordo com varias disposicoes"; "nao ha na mente vontade livre ou absoluta, mas a mente e determinada a querer isto ou aquilo por uma causa que e determinada por sua vez por outra causa, e essa por sua vez por outra e assim ate ao infinito"; "os homens se consideram livres porque estao conscios das suas volicoes e desejos, mas sao ignorantes das causas pelas quais sao conduzidos a querer e desejar". (respectivamente Spinoza, Etica, livro 3, escolio da proposicao 2; proposicao 48; apendice do livro 1).

O Filosofo e Professor Universitario alemao Arthur Schopenhauer (1788-1860), concorrendo com Baruch Espinoza, escreve: "cada um acredita em si mesmo a priori que e perfeitamente livre, atraves da experiencia, ele descobre, para seu espanto, que nao e livre, mas sim sujeito a necessidade, que apesar de todas as suas resolucoes e reflexoes ele nao muda sua conduta, e que do inicio ao fim da sua vida ele deve conduzir o mesmo caracter o qual ele mesmo condena".

Ha alguns filosofos que consideram a expressao "Livre-Arbitrio" como que absurda. Hobbes diz que esse e um poder definido pela vontade, entao nao e livre, nem nao-livre. E um erro categorial atribuir liberdade a vontade. John Locke (1632-1704) um Filosofo ingles defende a mesma posicao:

"Se a vontade do homem e livre ou nao? A questao ela mesma e impropria; e tao insignificante perguntar se a vontade do homem e livre quanto a perguntar se seu sono e veloz, ou sua virtude quadrada: a liberdade sendo tao pouco aplicavel a vontade, quanto a velocidade do movimento ao seu sono, ou a quadratura a virtude. Todo o mundo deve rir da absurdidade de uma questao tao peculiar quanto essa: porque e obvio que as modificacoes do movimento nao pertencem ao sono, nem a diferenca de figura, a virtude ; e quando se considera isso bem, penso que se percebe que a liberdade, a qual e apenas um poder, pertence apenas aos sujeitos, e nao pode ser um atributo ou modificacao da vontade, a qual tambem e apenas um poder". (Ensaio acerca do Entendimento Humano, livro 2, capitulo 21, paragrafo 14).

Tambem se pergunta se um acto causado pode ser livre ou se algum acto nao-causado pode ser desejado, tornando o Livre-Arbitrio um oximoro. Alguns compatibilistas argumentam que essa alegada falta de fundamentacao para o conceito de Livre-Arbitrio e ao menos parcialmente responsavel pela percepcao de uma contradicao entre determinismo e liberdade. Alem disso, de um ponto de vista compatibilista o uso de "Livre-Arbitrio" em sentido incompatibilista pode ser visto como uso da linguagem exageradamente carregado de conotacoes emocionais.

O Filosofo e Politico britanico de origem leta Isaiah Berlin (1909-1997) dizia que para uma escolha ser livre o sujeito deve ter sido capaz de agir de outra maneira. Esse principio chamado por Peter van Inwagen de Principio das possibilidades alternativas, e considerado pelos seus defensores como uma condicao necessaria para a liberdade. Na visao os actos realizados sob uma influencia de uma coercao irresistivel nao sao livres, e o sujeito nao e moralmente responsavel por eles.

John Locke negou que a expressao "Livre-Arbitrio" faca algum sentido, ele tambem defendeu que o Determinismo e irrelevante. Ele defendeu que o aspecto definidor do comportamento voluntario e que os individuos tem a capacidade de postergar uma decisao por tempo suficiente para reflectir e deliberar sobre as consequencias de uma escolha.

Todavia, alguns compatibilistas, como por exemplo o Filosofo e Professor Emerito Universitario Harry Frankfurt (1929) ou o tambem Filosofo Norte-americano Daniel Dennett (1942), alegam que ha casos dificeis nos quais o sujeito nao poderia ter agido de outro modo, mas a escolha do mesmo sujeito ainda era livre, porque a coercao irrestivel coincidiu com as intencoes e desejos pessoais do sujeito em causa. Em Elbow Room e Freedom Evolves, Dennett apresenta um argumento para uma teoria Compatibilista do Livre-Arbitrio. O raciocinio basico e que se os individuos nao consideram Deus, ou um Demonio infinitamente poderoso, ou viagem no tempo, entao atraves do caos e da pseudo-aleatoriedade ou aleatoriedade quantica, o futuro nao esta definido para os seus finitos. Os unicos conceitos bem definidos sao as expectativas. Assim, a capacidade de agir de outro modo so faz sentido quando lidamos com expectativas, e nao com algum futuro desconhecido e incognoscivel. Visto que os individuos certamente tem a capacidade de agir diferentemente do que se espera, o Livre-Arbitrio existe. Os incompatibilistas alegam que o problema com essa ideia e que a hereditariedade e o ambiente configuram uma coercao irresistivel, e todas as nossas accoes sao controladas por forcas exteriores a nos mesmos, ou pelo mero acaso.

Normalmente a sociedade considera as pessoas responsaveis por suas accoes. Habitualmente as pessoas sao elogiadas ou criticadas e reprovadas por suas accoes. Contudo muitos acreditam que a Responsabilidade Moral requer Livre-Arbitrio, isto e, a capacidade de agir de outro modo. Assim sendo, outra questao importante e se os individuos sempre sao moralmente responsaveis, e, se sim, tendem a pensar que o Determinismo nao combina com a Responsabilidade Moral. Afinal de contas, parece impossivel que se possa considerar alguem responsavel por uma accao que poderia ser prevista desde o inicio dos tempos. Deterministas mais  duros dizem: "Tanto pior para a Responsabilidade Moral!", e por sua vez de seguida descartam o conceito. Conversamente, libertaristas por sua vez dizem: "Tanto pior para o Determinismo!" A questao esta no centro do debate entre deterministas duros  e compatibilistas. Deterministas duros sao forcados a aceitar que os individuos frequentemente tem "Livre-Arbitrio" no sentido Compatibilista, mas eles negam que esse mesmo sentido por si so fundamente a Responsabilidade Moral. Eles alegam que s factos das escolhas de um sujeito nao serem coagidas em nada muda o facto que o Determinismo priva o sujeito de responsabilidade.

Os compatibilistas frequentemente argumentam que, ao contrario, o Determinismo e um pre-requisito da Responsabilidade Moral. A sociedade nao pode considerar alguem responsavel a nao ser que suas accoes sejam determinadas por alguma coisa. Esse argumento e apresentado pelo Filosofo, Historiador e Ensaista escoces David Hume (1711-1776) e foi usado pelo Anarquista, Jornalista, Filosofo e Novelista ingles William Gdwin (1756-1836). Afinal de contas, se o Indeterminismo e verdadeiro, entao aqueles eventos que nao sao determinados sao aleatorios. Questiona-se se e possivel que se elogie ou reprove alguem por desempenhar uma accao que meramente tocou no seu sistema nervoso. Ao inves disso, os compatibilistas argumentam , e preciso mostrar como accao deriva dos desejos e preferencias da pessoa, do proprio caracter da pessoa em causa, antes de se comecar a considerar a pessoa em questao responsavel. As vezes os libertistas consideram que accoes indeterminadas nao sao totalmente aleatorias, e que elas resultam de uma vontade substantiva cujas as decisoes sao indetermonadas. Esse argumento e amplamente considerado insatisfatorio, pois apenas empurra o problema um passo adiante, alem de envolver certa Metafisica misteriosa e a nocao que no nada, nada vem (ex: nihilo nihil fit).


O Apostolo e Santo Paulo de Tarso (cerca ano 5-67) mais conhecido apenas por Apostolo Paulo ou Santo Paulo, na "Epistola aos Romanos"9:21, coloca e poe a questao da Responsabilidade Moral da seguinte maneira: "Porventura nao e o Oleiro senhor do barro para poder fazer da mesma massa um vaso para uso honroso e outro para uso vil?" Nessa visao os individuos podem ser desonrados pelos seus actos mesmo embora esses actos sejam, no final das contas, completamente determinados por Deus.

Uma visao similar defende que a Culpabilidade Moral do individuo repousa no seu caracter. Isto e, uma pessoa que tem o caracter de um assassino nao tem outra escolha senao assassinar, mas ainda assim pode ser punido porque e certo punir aqueles que tem um mau caracter.

Algumas interpretacoes da Responsabilidade Moral tambem assumem que uma pessoa e um ser do nascimento ate a morte, apesar de passar por varias mudancas tanto fisicas como mentais. Assim sendo um idoso pode ser punido por um crime cometido por ele muitos anos antes, mesmo na sua juventude.

Ao longo da Historia da Ciencia foram feitas varias tentativas de responder a questao do Livre-Arbitrio atraves de principios cientificos. O pensamento cientifico frequentemente figurou o universo de maneira Determinista, e alguns pensadores acreditaram que para predizer o futuro e preciso simplesmente ter informacao suficiente sobre o passado e o presente. Essa visao acaba por encorajar as pessoas a verem o Livre-Arbitrio como uma simples ilusao.

A ciencia na actualidade e uma mistura de teorias deterministas e estocasticas. A Mecanica Quantica preve observacoes apenas em termos de probabilidades. Isso poe em duvida se o proprio universo e determinado ou nao. Alguns cientistas deterministas, como o famoso cientistsa e reconhecido Fisico alemao Albert Einstein (1879-1955), acreditavam e alguns ainda acreditam na Teoria da Variavel Oculta tambem conhecida como Movimento Browniano, isto e, que no fundo das probabilidades quanticas ha variaveis postas. O Teorema de Bell acaba por colocar essa crenca em duvida, e por sua vez sugere que talvez Deus esteja jogando dados, o que colocaria em duvida as previsoes do Demonio de Laplace. Ou talvez Deus nao jogue dados, mas apenas siga sua vontade, sendo a mesma nao determinada por nada, nem mesmo por um objecto formal como o bem ou a verdade, tal como na teoria das verdades eternas do Filosofo, Fisico e Matematico frances Rene Descartes (1596-1650).

O Fisico irlandes Robert John Kane (1809-1890) foi o principal Filosofo a capitalizar o sucesso da Mecanica Quantica e da teoria na defesa do Incompatibilismo, principalmente em The Significance of Free Will (A importancia do Livre-Arbitrio).

Os biologos como os fisicos, frequentemente trataram da questao do Livre-Arbitrio. "Natureza versus nutricao" e um dos debates sem duvida mais calorosos. O debate questiona a importancia da Genetica e da Biologia no comportamento humano quando comparados com a cultura e o ambiente. Os estudos geneticos identificaram varios factores geneticos especificos que afectam a personalidade do individuo, de casos obvios com a Sindrome Down a efeitos mais sutis como a Esquizofrenia. Todavia, nao e certo que a determinacao ambiental e menos ameacadora para o Livre-Arbitrio do que a determinacao Genetica. A ultima analise do Genoma humano mostra que temos apenas uns 20.000 genes. Tais genes, e o material genetico Intron reconsiderado, junto com o redescrito MiRNA (tambem chamado e conhecido por microRNAs e Micro-RNA), permite um nivel de complexidade molecular analogo a complexidade do comportamento humano. O Biologo ingles Desmond Morris (1928) e ainda outros antropologos evolucionarios estudaram a relacao entre o comportamento e a seleccao natural em humanos e outros primatas. A investigacao mostra que a Genetica Humana pode ser insuficiente para explicar tendencias comportamentais, e que os factores ambientais evolucionariamente vantajosos, como o comportamento dos pais e os padroes culturais, modulam tais factores geneticos. Nenhum desses factores (complexidade Genetica e comportamento cultural vantajoso) requer o Livre-Arbitrio para explicar o comportamento humano.

Tambem se tornou possivel estudar o Cerebro vivo e agora os pesquisadores podem assistir a operacao do "maquinario"  da tomada de decisao. O Cientista Norte-americano Benjamin Libet (1916-2007) conduziu uma experiencia seminal nos anos 80, na qual ele pediu a pessoas que escolhessem um momento ao acaso para dar um piparote no seu pulso, enquanto ele assistia a actividade associada nos seus cerebros. Libet descobriu que a actividade inconsciente levando a decisao consciente de dar um pirote no proprio pulso comecava aproximadamente meio segundo antes da pessoa conscientemente decidir mover-se. Esse mesmo desenvolvimento de carga electrica veio a ser conhecido e chamado de Potencial de Prontidao (Readiness Potential). As descobertas de Libet sugerem que as decisoes tomadas por uma pessoa sao de facto primeiro construidas em um nivel subconsciente e apenas posteriormente traduzidas em uma "decisao consciente", e que a crenca da pessoa que ela ocorreu ao comando da sua vontade deve-se apenas a sua perspectiva retrospectiva sobre o evento. Todavia, Libet ainda encontra espaco no seu modelo para definir o Livre-Arbitrio, na nocao de poder de veto: de acordo com seu modelo, impulsos, inconscientes para realizar um acto volicional estao abertos a supressao pelos esforcos conscientes da pessoa. Deve-se notar que isso nao significa que Libet acredita-se que accoes impelidas inconscientemente requerem a ratificacao da consciencia, mas antes que a consciencia retem o poder de negar a actualizacao de impulsos inconscientes.

Uma experiencia relacionada realizada posteriormente pelo Medico Neurologista e Professor espanhol Alvaro Pascual-Leone envolveu o pedido a pessoas que escolhessem ao acaso qual mao mover. Ele descobriu que estimulando diferentes hemisferios do Cerebro usando campos magneticos e possivel influenciar fortemente qual a mao que a pessoa escolhe para mover. Normalmente destros escolhem mover a mao direita 60% das vezes, por exemplo, mas quando o hemisferio direito e estimulado eles escolhem a mao esquerda 80% das vezes. O hemisferio direito do Cerebro e responsavel pelo lado esquerdo do corpo, e o hemisferio esquerdo pelo direito. Apesar da influencia externa sobre sua tomada de decisao, as pessoas continuam a relatar que acreditam que a sua escolha da mao nao foi feita livremente.

Para o Filosofo e Escritor Norte-americano John Searle (1932) podemos tratar o problema do "Livre-Arbitrio" como, pelo menos em parte, um problema Neurobiologico mediante a prossecucao da seguinte pergunta: "Como o nosso Cerebro precisa de trabalhar em ordem para que nos tenhamos o livre-Arbitrio, e que substituicoes por "X" e "Y" na seguinte declaracao, S, tornaria S verdade? (S) se meu Cerebro esta funcionando na forma X  em um momento que faco a accao A e Y for verdade, entao eu livremente fiz a accao A (ou exercitei o Livre-Arbitrio em fazer A).

Searle aceita relutantemente que a hipotese neurolgica Determinista e mais adequada a nossa visao global da Biologia e mais provavel, dado ser mais simples (simplex, sigillum, veri).


Ha varias desordens relacionadas ao Cerebro que podem ser chamadas de desordens do Livre-Arbitrio. Na desordem obsessiva-compulsiva um paciente pode sentir uma necessidade irresistivel de fazer algo contra a sua propria vontade. Exemplos incluem lavar as maos varias vezes a dia, reconhecendo os desejos de lavar as maos como proprio desejo embora pareca ser contra a propria vontade. Na Sindrome de Tourette e sindromes relacionados o paciente faz movimentos involuntarios, por exemplo tiques e proferimentos. Na Sindrome de mao estranha (Alien Hand Syndrome) o membro do paciente faz movimentos significativos sem que ele tenha intencao de os fazer.

Em Emergentismo, na Ciencia Cognitiva e Psicologia Evolucionaria, Livre-Arbitrio e a geracao quase-infinitos possiveis comportamentos de interacao no conjunto finito e determinado de regras e parametros. Assim, a imprevisibilidade do comportamente emerge a partir de processos determinados conduz a uma percepcao de Livre-Arbitrio, embora o livre nao exista.

Por exemplo, Xadrez e um jogo rigorosamente determinado nas regras e paramentros. Ainda assim, com suas estritas e simples regras, o Xadrez gera grande variedade e comportamento imprevisivel. Por analogia emergentistas ou gerativistas (Generativism) sugerem que a experiencia do Livre-Arbitrio emerge da interacao de regras finitas e parametros determinados que geram comprtamentos infinitos e imprevisiveis. Nessa mesma visao, tal como na visao Spinoza, o comportamento social pode ser modelado com um processo emergente, e a percepcao do Livre-Arbitrio e por sua vez cortesia da ignorancia.

O Filosofo indiano Swami Vivekananda (1863-1902) resume: "a mente e a parte integrante da natureza, a qual esta vinculada a uma lei, ela nao pode ser livre. A lei da causalidade como aplicada a mente e chamada de Karma.

O Thanissaro Bhikkhu ensina: "Os ensinamentos de Buda sobre Karma sao interessantes por causa da sua combinacao da causalidade-efeito e Livre-Arbitrio. Se as coisas fossem totalmente causadas nao haveria meio de se desenvolver uma habilidade - suas accoes seriam inteiramente determinadas. Caso nao houvesse causalidade alguma as habilidades seriam inuteis, pois as coisas estariam mudando constantemente sem qualquer tipo de rima ou razao entre elas. Mas e porque ha um elemento de causalidade e porque ha um elemento de Livre-Arbitrio que voce pode desenvolver habilidades na vida. Voce se pergunta: O que esta envolvido no desenvolvimento de uma habilidade? - basicamente segundo os ensinamentos de Buda, isso significa ser sensivel a tres predicados: 1) e ser sensivel a causas vindo do passado; 2) e ser sensivel ao que voce esta fazendo no momento presente; 3) e ser sensivel aos resultados do que voce esta fazendo no momento presente - como essas tres coisas veem juntas,".

A questao do Livre-Arbitrio foi frequentemente debatida na Igreja do Ocidente, assim ainda no Seculo IV, entre o Teologo e Filosofio argelino Agostinho de Hipona (354-430)  futuro Santo Agostinho, e o Monge ascetico provavelmente nascido na Provincia Romana da Britania de nome Pelagio (350-423) conhecido como Pelagio da Bretanha, no Seculo XVI entre o Teologo e Humanista holandes Erasmo de Roterdao (1466-1536) e o  Monge Agostiniano, Teologo e Professor alemao Martinho Lutero (1483-1556) e no Seculo XVII entre Jansenistas e Jesuitas.

Em Teologia frequentemente se alega que a doutrina da Omnisciencia  Divina esta em conflito com o Livre-Arbitrio. Afinal de contas, se Deus sabe exactamente o que ocorrera, incluindo a escolha final feita por cada pessoa, o status das escolhas como sendo livres esta em questao. Parece que o conhecimento eterno de Deus sobre as escolhas individuais constrange a liberdade individual. Esse problema esta relacionado ao problema Aristotelico lancado pelo Filosofo e Pensador grego Aristoteles (384 A.C-322 A.C) dos futuros contingentes: amanha ocorrera ou nao ocorrera uma batalha naval. Se havera uma batalha naval, entao isso e verdade hoje. Seria necessario entao que a batalha naval ocorresse. Se nao havera, entao, por raciocinio similar, necessariamente nao havera. Isso significa que o futuro, qualquer que seja, esta completamente fixado por verdades passadas, ou melhor ainda, pelas proposicoes verdadeiras enunciadas no presente sobre o futuro.

Isso nao e necessariamente verdade, visto que a imprevisibilidade esta intimamente associada a aleatoriedade. A imprevisibilidade poderia significar Indeterminismo e nao Livre-Arbitrio, dessa mesma forma e possivel que uma atitude seja livre, mesmo sendo previsivel.

Todavia, alguns filosofos defendem a ideia de que a necessidade e possibilidade sao definidas com respeito a um ponto dado no tempo e uma matriz dada de circunstancias empiricas. Assim, algo que e meramente possivel da perspectiva de um observador pode ser necessario da perspectiva de um ser omnisciente.


Alguns filsofos creem mesmo que ter Livre-Arbitrio e equivalente a ter uma alma. Assim, de acordo com essa alegacao animais nao tem Livre-Arbitrio, para aqueles que acreditam que os animais nao tem alma, outros pelo contrario ja acreditam que os animais tem tanto Livre-Arbitrio quanto alma. (esta e uma alegacao que considerei curiosa e penso que os animais talvez ate possam ter alma mas so tem Livre-Arbitrio quando se encontram num habitat em estado selvagem e natural quando se encontram em cativeiro estao quase sempre nao dependentes da sua vontade ou do falado "Livre-Arbitrio" mas da vontade e ordens dos seus donos ou tratadores).

Segundo os cristaos o Livre-Arbitrio, e a condicao que Deus da ao ser humano para agir por si mesmo e ser livre, com capacidades para fazer as suas proprias escolhas, inclusive aquelas que nao estao de acordo com a vontade Divina. Deus o Eterno tem poder para impedir que o homem faca o bem e o mal, no entanto deixa o caminho livre, cabendo a cada um decidir, sendo ele mesmo unico responsavel pelos seus proprios actos.

Na Teologia Crista Deus e descrito como Onisciente e Onipotente. Por causa disso muitas pessoas cristas e nao-cristas, acreditam nao apenas que Deus sabe quais decisoes o individuo tomara amanha, mas tambem que Deus determina tais escolhas. Todavia, proponentes do Livre-Arbitrio alegam que o conhecimento de um acontecimento e totalmente diferente da causacao do acontecimento.

O Livre-Arbitrio tambem e tema dos debatedores do Comunismo Cristao. Porque alguns cristaos interpretam a Biblia Sagrada como que defendendo que a forma ideal de sociedade e o comunismo, oponentes dessa mesma teoria alegam por sua vez que o estabelecimento de um sistema comunista em larga escala infrigiria o Livre-Arbitrio das pessoas pela negacao a elas da liberdade de tomar decisoes por si mesmas. Os comunistas cristaos se opoem argumentando que o Livre-Arbitrio e sempre e sera sempre limitado em algumas medidas pelas leis humanas.

Os calvinistas defendem a ideia que Deus escolhe aqueles que serao salvos antes da criacao. Um dos maiores defensores dessa visao teologica e o Teologo Norte-americano Jonathan Edwards (1703-1758).

Edwards defende que o Indeterminismo e incompativel com a dependencia dos individuos em relacao a Deus, e, por conseguinte, com sua soberania. Ele conclui que se as respostas dos individuos a graca de Deus sao contra-causalmente livre, entao sua salvacao depende parcialmente deles (individuos), e por isso a soberania de Deus e absoluta e universal. No livro Liberdade de Vontade Edwards defende o Determinismo Teologico, e alega que o Libertarianismo e incoerente. Por exemplo, ele argumenta que por Autodeterminacao o Libertarianismo quer dizer que ou as accoes do individuo, incluindo seus actos de vontade, sao precedidos de um acto de vontade, ou que leva a um regresso ao infinito, ou que os actos da vontade do individuo nao tem causas suficientes, o que levaria a concluir que os actos da vontade ocorrem acidentalmente. Sendo assim, o Livre-Arbitrio nao torna ninguem digno de louvor ou reprovacao.

Uma posicao parecida com a de Jonanthan Edwards foi defendida em tempos mais recentes pelo Filosofo e Critico Literario britanico Galen Strawson. Strawson, em vista do problema do regresso ao infinito dos actos da vontade, conclui que a Responsabilidade Moral e impossivel.


Nao se deve pensar, contudo, que essa visao nega por completo a liberdade de escolha. Ela reivindica que o homem e livre para agir a partir dos seus impulsos e desejos, mas nao e livre para agir contra eles, ou mesmo para muda-los. Defensores como o Teologo Norte-americano John Lafayette Girardeau (1825-1898) indicaram sua crenca que a Neutralidade Moral e impossivel. Mesmo que a mesma fosse possivel, e uma pessoa estivesse igualmente inclinada a opnioes contrarias, a pessoa nao poderia fazer escolha alguma que fosse. Se ele estivesse inclinado, mesmo um pouquinho que fosse, em direccao a uma opcao, entao o individuo necessariamente escolhera apenas essa opcao ao inves das outras.

Cristaos nao-calvinistas tentam uma reconciliacao dos conceitos duais de predestinacao e Livre-Arbitrio apontado para a situacao de Deus como Cristo. Tomando a forma de um homem, um elemento necessario desse processo e que Jesus Cristo viva a existencia de um puro e simples mortal. Quando Jesus nasceu ele nao tinha o poder onisciente de Deus, mas sim a mente de uma crianca humana - e ainda assim ele era Deus por inteiro. Isso cria o precedente que Deus pode abandonar o conhecimento, ou ate ignorar o conhecimento, e ainda assim permanecer Deus por inteiro. Assim nao e inconcebivel que embora a omnisciencia exija que Deus conheca o futuro dos individuos, esta no seu poder negar esse conhecimento para preservar o Livre-Arbitrio individual.

Todavia, uma reconciliacao mais compativel com a Teologia nao-calvinista diz que Deus nao esta ciente de eventos futuros, mas antes, sendo eterno, ele esta fora do tempo, e ve  passado, o presente e o futuro como uma criacao completa. Consequentemente, nao e como se Deus fosse saber antes de alguem seria culpado de homicidio. Ele e ciente da eternidade, vendo todos os momentos como um unico presente. Nao impondo a si uma posicao de "escolha" divina, mas de "conhecimento".

Teologos catolicos aceitam a ideia de Livre-Arbitrio universalmente, mas geralmente nao veem o Livre-Arbitrio como existindo separadamente ou em contradicao com a graca Divina. Santo Agostinho e o Frade, Teologo e Filosofo italiano Sao Tomas de Aquino (1225-1274) escreveram bastante sobre o Livre-Arbitrio. Agostinho foca no Livre-Arbitrio nas suas respostas aos maniqueus, e nas limitacoes de um conceito de Livre-Arbitrio como negacao de uma graca Divina.

A enfase catolica no Livre-Arbitrio e na graca divina frequentemente e contrastada com a predestinacao no cristianismo protestante, especialmente apos a contra-reforma. Na compreensao das diferentes concepcoes de Livre-Arbitrio e importante entender as diferentes concepcoes da natureza de Deus, focando no problema da conciliacao entre Deus Onipotente e Omnisciente e os individuos supostamente com Livre-Arbitrio.

O Metodismo e um ramo protestante nascido no Seculo XVIII na Inglaterra, gracas a dois grandes clerigos anglicanos, principalmente o Teologo e Clerigo Anglicano britanico John Wesley (1703-1791) e ao Pastor Anglicano britanico George Whitefield (1714-1770). O motivo da discordia e posterior separacao (nao inimizade  ou conflito, ja que, ja que, por exemplo, Wesley foi o Pregador no servico funebre de seu grande amigo Whitefield) foi exactamente essa questao. Whitefield era Calvinista enquanto isso Wesley era Arminiano.

Arminiano e uma teoria teologica surgida na Holanda e que influenciou uma boa parte da Teologia Ocidental, embora condenada pelos calvinistas no Sidono de Dort, que condenou o Teologo holandes Tiago Arminio (1560-1609). No entanto hoje, grande parte, senao maioria  da cristandade protestante e arminiana. O Arminismo consiste na crenca da doutrina do Livre-Arbitrio, explicado da seguinte maneira, opondo-se aos famosos cinco pontos do Calvinismo (TULIP): Os cinco artigos de fe contidos na "Remonstrance" podem ser resumidos no seguinte:

1. Deus elege ou reprova na base da fe prevista ou incredulidade.
2. Cristo morreu por todos os homens, em geral, e em favor de cada um, em particular, embora somente os que creem sejam salvos.
3. Devido a depravacao do homem, a graca divina e necessaria para a fe ou qualquer boa obra.
4. Essa graca pode ser resistida.
5. Se todos os que sao verdadeiramente regenerados vao seguramente perseverar na fe e um ponto que necessita de maior investigacao. Esse ultimo ponto foi depois alterado para ensinar definitivamente a possibilidade de os realmente regenerados perderem sua fe, por conseguinte, a sua salvacao. Todavia, nem todos os arminianos estao de acordo, nesse ponto. Ha muitos que acreditam que os verdadeiramente regenerados nao podem perder a salvacao e estao eternamente salvos.

A salvacao e realizada atraves de combinacao de esforcos de Deus (que toma a iniciativa) e do homem (que deve responder a essa iniciativa) o que e chamado de Sinergismo, contra o Monergismo Calvinista. A resposta do homem e o factor decisivo (determinante). Deus tem providenciado salvacao para todos, mas sua provisao so se torna efectiva (eficaz) para aqueles que, de sua propria e livre vontade, "escolhem" cooperar com ele (Deus) e aceitar sua oferta de graca. No ponto crucial, a vontade do homem desempenha um papel decisivo. Este era o sistema de doutrina apresentado na "Remonstrance" (Representacao) do arminianos e rejeitado pelo Sinodo de Dort.

No entanto, o pensamento Wesleyano e Metodista diferem um pouco do Arminianismo original, pois Wesley reafirma que a salvacao e obra da graca e tao somente dela e adota o principio da certeza da salvacao, por exemplo.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Ultimos Dias (popularmente conhecida como a Igreja Mormon) cre que Deus concedeu a cada um dos seus filhos o Livre-Arbitrio, ou seja, a capacidade de agirem por si mesmos. Entretanto, cada um e responsavel por suas escolhas nao podendo culpar as circunstancias, familia ou amigos. As consequencias podem nao ser imediatas, mas elas sempre virao. Escolher o bem e a retidao leva a felicidade, a paz e a vida eterna, enquanto que a escolha do pecado e do mal no final leva ao sofrimento e angustia.

O conceito do Livre-Arbitrio e muito importante para as igrejas ortodoxas, particularmente as ortodoxas orientais, e especialmente as afiliadas coptas. Tal como ocorre no Judaismo, o Livre-Arbitrio e axiomatico. Todos sao vistos como tendo escolha livre para decidir em que medida seguir a propria consciencia.

O Espiritismo afirma que toda a causa provoca um efeito e que todo o efeito advem de uma causa. Neste contexto, Deus e a causa primaria de todas as coisas. Afirma-se que o Livre-Arbitrio ganha propocoes maiores a medida que o grau de evolucao (Moral e intelectual) do espirito se desenvolve. O Livre-Arbitrio pode ser limitado em determinadas situacoes, quando isso proporcionar evolucao na condicao Moral e Intelectual do espirito, como por exemplo, no caso das reencarnacoes compulsorias, onde o espirito "ocioso" e compelido a reencarnar mesmo contra a sua vontade, subjugando-se seu Livre-Arbitrio. O Livre-Arbitrio e a liberdade de escolha que temos dentro das limitacoes que nos impomos por falta de evolucao Moral e Intelectual, ou seja, falta de conhecimento.

Caro(a) leitor(a) fui um pouco apanhado de surpresa pois nao esperava que o tema pudesse tornar-se tao extensivo mas penso que esta completo. Tambem confesso que para muitos a linguagem pode ser complexa e dificil de entender onde se ouve falar-se de coisas que nunca se ouviu e que tem nomes por vezes complicados de memorizar mas quando o tema envolve Filosofia e quase sempre assim.

A etiqueta Medicina a primeira vista pode parecer fora do contexto mas nao esta totalmente realmente o Livre-Arbitrio nao e nenhuma doenca, remedio, sindroma mas e um tema que esta incorporado em areas da Medicina como a Psiquiatria, Neurologia e Psicologia por isso mesmo ao colocar as mesmas etiquetas e sendo as mesmas areas da Medicina depois de pensar optei por clocar a mesma etiqueta na presente cronica.

Caro(a) leitor(a) foi um prazer escrever sobre este tema tao complexo e que tem sido tao discutido pelos estudiosos, espero que tenha sido um igual prazer ler a mesma, ate a proxima.

                                                                                                                  Manuel Goncalves












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