sábado, 2 de abril de 2016

O Massacre da Praca de Tian'anmen (Praca da Paz Celestial)


 
A primeira vez que ouvi falar na palavra massacre foi em 1989 e ainda nao tinha completado 12 anos a palavra ficou-me marcada nao pelo impacto da mesma ou porque a mesma tivesse o tom de violencia ou frieza mas simplesmente pelas imagens daquilo que me mostravam e explicavam o que era um massacre.

Corria o Verao de 1989 e estava-se no mes de Junho ja mas a situacao mantinha-se desde Abril foram assim quase dois meses de protestos que terminaram da pior maneira, da maneira que todo o mundo pode ver e mais uma vez via-se o que era um regime de ditadura comunista e os objectivos de quem protestava eram no minimo aceites em qualquer do mundo, do mundo moderno sem que fosse necessario fazerem-se ouvir em protestos que ficaram marcados por uma forte onda de violencia. Os protestantes reclamavam por uma maior igualdade social, liberdade de imprensa, liberdade de expressao, democracia e combate a corrupcao politica.

Nao e de agora que se parece viver numa lei da selva, na lei do mais forte do salve-se quem puder e ja o era muito antes deste incidente que marcou o final da decada de 80 do seculo passado mas as imagens demostram bem o que a lei da selva, a lei do mais forte, do salve-se quem puder se realmente a lei da selva como tanta vez me a retrataram era algo que envolvia violencia e onde so o mais forte ou inteligente sobrevivia.


O Protesto na Praca da Paz Celestial (Tian'nmen) (creio que na altura do sucedido foi tudo menos Praca da Paz, fosse Celestial ou qualquer outra) em 1989 mais conhecido como Massacre da Praca Celestial, ou ainda Massacre de 4 de Junho e Massacre de Tian'nmen consistiu em uma serie de manifestacoes durante dias seguidos liderados por estudantes na Republica Popular da China que ocorreram entre 15 de Abril e 4 de Junho do ano de 1980, foram portanto 50 dias que estiveram assim em manifestacoes e protestos. O protesto recebeu o nome do lugar em que as forcas do Exercito Popular de Libertacao suprimiu a mobilizacao: a , em Pequim, capital Praca de Tiannamen do pais. Os manifestantes (em torno de 5000) eram oriundos de varios grupos e classes sociais, desde intelectuais que acreditavam que o Governo do Partido Comunista era demasiado repressivo e corrupto, a trabalhadores da cidade, que acreditavam que as reformas economicas na China haviam sido lentas e que a inflacao e o desemprego estavam a dificultar suas vidas. O acontecimento que iniciou os protestos foi o falecimento de  Hu Yaobang (1915-1989) antigo Lider da Republica Popular da China. Os protestos consistiam em marchas (caminhadas) pacificas nas ruas de Pequim.

Devido aos protestos e as ordens do governo pedindo o final dos mesmos, se produziu no interior do Partido Comunista Chines uma divisao de criterios (opnioes) sobre como se haveria de responder aos manifestantes. A decisao tomada foi suprimir os protestos pela forca, no lugar de se atender as suas reivindicacoes. Em 20 de Maio, o governo optou pela Lei Marcial e declarou a mesma e, na noite de 3 de Junho, enviou os tanques e a infantaria do exercito para a Praca de Tiannamen para dissolver e acabar de vez com o protesto. As estimativas da morte dos civis variam em numeros de vitimas: 400 a 800 segundo apontam alguns (segundo o jornal estadunidense The New York Times), 2600 (segundo informacoes da Cruz Vermelha chinesa) e 7000 (segundo os manifestantes). O numero estimado de feridos tambem ainda hoje nao e completamente certo e os calculos apontam para entre 7000 mil a 10000 feridos, de acordo com a Cruz Vermelha. Diante dos actos de violenica nunca antes vistos naquelas terras, o governo empreendeu, um grande numero de detencoes para tentar suprimir os lideres do movimento, expulsou os membros da imprensa estrangeira e controlou por completo a cobertura dos acontecimentos na imprensa chinesa. A repressao do protesto pelo Governo da Republica Popular da China foi condenada pela Comunidade Internacional.

No ultimo dia dos protestos, 4 de Junho, os protestos estudantis se intensificaram muito. No dia 5 de Junho, um jovem solitario e desarmado invade a Praca de Tiannamen e com uma forca de coragem impensavel anonimamente faz parar uma fileira de tanques de guerra. O Fotografo americano Jeff Widener (1956), da Associated Press, registou o momento e a imagem que ganhou destaque nos principais jornais e revistas do mundo sendo capas em muitos dos mesmos jornais e revistas e vista ainda hoje como a melhor fotografia do Seculo XX sendo tambem vista e apontada por muitos como a melhor fotografia de todos os tempos. O jovem rapaz que ficou conhecido como "o rebelde desconhecido" ou "O homem dos tanques" foi eleito pela Revista Time como sendo uma das pessoas mais influentes do Seculo XX. Sua identidade e paradeira jamais foram descobertos sendo desconhecidos ate hoje.


Desde 1978, Deng Xiaoping (1904-1997) havia liderado uma serie de reformas politicas e economicas, que buscavam sobretudo o estabelecimento gradual de uma Economia de Mercado e uma certa libertacao politica que se distanciavam do sistema que havia sido criado por Mao Tse-Tung (1893-1976). No inicio de 1989, estas mesmas reformas politicas e economicas haviam levado dois grupos sociais a insatisfacao com o governo.

O primeiro grupo incluia os estudantes e intelectuais, que acreditavam que as mesmas reformas nao eram suficientes e que a China necessitava era de reformar o seu sistema politico, dado que as reformas economicas somente afectavam os fazendeiros e os trabalhadores fabris. Alem disso os intelectuais estavam descontentes com os controlos politicos e sociais que exercia o Partido Comunista da China. Em conjunto com isso, este conhecia a liberalizacao politica e empreendida na Uniao Sovietica com o nome de Glasnost, postas em pratica por Mikhail Sergueievitch Gorbachev (1931).

O segundo grupo era constituido por trabalhadores industriaais das cidades, que acreditavam que as reformas haviam sido demasiado distantes. As reformas economicas haviam comecado a causar inflacao e desemprego, o que dificultava suas vidas.

Em 1989, o principal apoio do governo estava constituido pelos trabalhadores rurais, que viram como os seus recursos melhoraram consideravelmente durante a Decada de 1980, como resultado das reformas do governo. Entretanto, este apoio tinha uma utilidade limitada porque os trabalhadores rurais estavam espalhados por todo o pais, e permaneceram desorganizados e com dificuldades para se mobilizar, ao contrario dos grupos urbanos, que se organizaram em escolas e nos locais de trabalho.

O acontecimento que desencadeou a marcha do protesto, foi a morte, devido a doenca, do Ex-Secretario Geral do Partido do Partido Comunista Chines, Hu Yaobang (1915-1989), que havia sido expulso do partido do governo por Deng Xiaoping, em Fevereiro de 1987. Hu Yaobang era visto como um liberal e sua expulsao, em resposta aos protestos estudantis de 1987, foi encarada como uma injustica, em determinados circulos. Alem disso, a morte de Hu permitiu aos cidadaos chineses expressarem seu descontentamento com seus sucessores, sem temor da repressao politica, pois o resultado de expulsar o povo do funeral de um Ex-Secretario Geral do partido havia sido uma decisao estranha.

Os protestos comecaram como pequenos disturbios, na forma de oracoes por Hu Yaobang e reivindicacoes para que o partido revisasse a visao oficial da figura de Hu Yaobang. Os protestos cresceram depois das noticias dos confrontos com a policia; os estudantes acreditavam que os meios de comunicacao chineses estavam distorcendo a natureza de suas actividades, o que incrementou o apoio aos protestos, No funeral de Hu Yaobang, um grande grupo de estudantes encontrou-se na  Praca de Tiannamen e pediu em forma ainda pacifica uma audiencia com o Primeiro-Ministro Li Peng (1928), amplamente e claramente visto como um rival politico de Hu Yaobang, a audiencia nao foi concedida nem a peticao foi atendida. Em consequencia do sucedido os estudantes iniciaram um chamamento a greve nas universidades de Pequim. Em 26 de Abril, um Editorial no Diario do Povo, apos um discurso interno feito por Deng Xiaoping, acusou os estudantes de provocarem e criarem os tumultos. O discurso como ja eram mais do que provavel nao foi bem visto e aceite pelos estudantes, e em 29 de Abril, 50 mil estudantes foram para as ruas de Pequim, fazendo pouco caso e ignorando completamente os avisos para a dispersao realizados pelas autoridades e insistiram na retirada do dito no discurso.

Em Pequim, a maioria dos estudantes da cidade participou nos protestos com o apoio de seus instrutores e outros intelectuais. Os estudantes rechacaram as associacoes oficiais de estudantes controladas pelo Partido Comunista e estabeleceram as suas proprias associacoes. Os estudantes viram-se a si mesmos como patriotas chineses, herdeiros do Movimento Quatro de Maio pela "ciencia e democracia" de 1919. Os protestos evocavam tambem as recordacoes dos Protestos de Tiannamen de 1976, que levaram a expulsao da Camarilha dos Quatro. Desde suas origens, no funeral de Hu Yaobang, considerado pelos estudantes como um defensor da democracia, a actividade estudantil se foi desenvolvendo gradualmente durante o curso dos seus protestos, desde de contra a corrupcao politica ate a luta pela libredade de imprensa ou a reforma de controlo sobre o Estado por parte do Partido Comunista da China e por parte de Deng Xiaoping, O Lider de todos os chineses de facto. Tambem se realizaram algumas tentativas, que parcialmente obtiveram o seu exito, de entrar em contacto com os estudantes e operarios de outras cidades.

Ainda que os protestos iniciais fossem realizados por estudantes e intelectuais que acredivam que as reformas de Deng Xiaoping nao haviam sido suficientemente profundas e que a Republica Popular da China necessitava sim era de reformar o seu sistema politico, logo ganharam a simpatia de outras classes sociais, e logo conquistaram e atrairam o apoio dos trabalhadores urbanos, que acreditavam, por seu lado, que as mesmas reformas tinham sido profundas demais. Isso ocorreu porque os lideres focaram seus protestos na corrupcao, protesto que ambos os grupos exerciam em comum, e porque os jovens estudantes foram capazes de invocar arquetipos chineses em seu beneficio.

Em contraste com os protestos de 1987, que foram realizados principalmente por estudantes e intelectuais, os protestos de 1989 conseguiram um forte apoio dos trabalhadores urbanos, alarmados pela inflacao crescente e a corrupcao. Em Pequim foram apoiados por uma ampla fraccao da sociedade. Em outras cidades, como Urumqi no Nordeste da China na Regiao Autonoma de Xinjiang, em Xangai a maior cidade da Republica Popular da China e em Chongqing o maior e mais populoso dos quatro municipios da Republica Popular da China que possuem o estatuto de Provincia, conseguiram uma forte percentagem de apoios, e mais tarde em Hong Kong, Taiwan e nas comunidades chinesas da America do Norte e da Europa.


No dia 4 de Maio, aproximadamente cem mil estudantes e trabalhadores marcharam em Pequim pedindo reformas para a liberdade de expressao e um dialogo formal entre as autoridades e os representantes dos estudantes. O governo recusou a proposta de dialogo tal como a mesma lhe era apresentada, mostrando-se contrario a falar com com as organizacoes estudantis oficiais. Em 13 de Maio, grandes grupos de estudantes ocuparam a Praca de Tiannamen  e iniciaram uma greve de fome, pedindo ao governo para retirar a acusacao realizada no Editorial do Diario do Povo e que comecassem as conversas com os representantes eleitos pelos estudantes. Centenas de estudantes seguiram a greve de fome e receberam o apoio de outros milhares de estudantes e moradores de Pequim, que continuaram os protestos durante toda a semana.

A situacao ia-se agravando dia para dia e as greves comecaram em muitas outras universidades de outras cidades, muitos estudantes viajaram ate Pequim, a fim de se unirem as manifestacoes. Geralmente as manifestacoes eram na Praca de Tiannamen mantinham uma certa ordem, sobretudo com marchas diarias de estudantes de varias universidades de Pequim mostrando seu apoio e solidariedade com o boicote as aulas academicas e com o desenvolvimento dos protestos. Os estudantes cantavam "A Internacional" em varias manifestacoes e mostravam assim o seu apoio ao socialismo chines ajudando a policia a prender tres homens da Provincia de Hunan que haviam atirado tinta sobre um grande retrato Mao Tse-Tung que se encontrava no Norte da Praca de Tiannamen. Um destes mesmo homens, Yu Dongyue um Jornalista chines esteve preso por quase 17 anos, permaneceu na prisao ate 22 de Fevereiro de 2006.

A estrategia principal dos manifestantes baseou-se em uma greve de fome empreendida por um numero estimado entre centenas e mais de mil estudantes. Esta greve alcancou grande repercussao no povo chines. Ainda que nao tenha sido observada nos aspectos grevistas da emaciacao, uma lenda urbana chinesa, persiste ate a actualidade, afirma que alguns desses alunos morreram nao nos confrontos ou no massacre mas de fome.

Foram feitas algumas tentativas parcialmente satisfatorias para os propositos dos manifestantes com o objectivo de negociar com os governantes da Republica Popular da China, que estavam perto, nos edificios centrais do Partido Comunista em Zhongnanhai a Oeste da Cidade Proibida, onde esta localizado o escritorio central do Partido Comunista da China e tambem a sede oficial do Governo da Republica Popular da China. Na ocasiao da visita de Mikhail Sergueievitch Gorbachov (1931) em Maio, muitos jornalistas dos meios de comunicacao estrangeiros estiveram presentes na China nessa ocasiao. A cobertura que realizaram dos protestos foi intensiva e geralmente e geralmente favoravel aos manifestantes, mas ao mesmo tempo nao escondendo o pessimismo em relacao as possibilidades de conseguirem alcancar os seus objectivos. Perto do final dos protestos, em 30 de Maio, foi erigida uma estatua da Deusa da Democracia na praca, esculpida por estudantes de belas artes, que constituiu um simbolo visual dos protestos para os telespectadores que seguiam a cobertura em todo o mundo.

O Poliburo do Comite Central do Partido Comunista da China, juntamente com anciaos do partido (oficiais do governo e do partido ja aposentados mas que ainda exerciam influencia politica), tinham, em principio, a esperanca de que os protestos teriam um tempo de vida curto ou que as reformas de caracteristica cosmetica satisfariam os manifestantes. Desejavam evitar a violencia tanto quanto fosse possivel, e confiaram inicialmente no aparato (poderio) do partido, para persuadir os estudantes a abandonarem os protestos e voltarem os seus estudos.

Mesmo depois do governo chines ter declarado a Lei Marcial em 20 de Maio, os estudantes continuaram as manifestacoes. A greve de fome ja ia a caminho do fim da terceira semana, e o governo decidiu acabar com o assunto antes de que se produzissem mortes. Depois de uma deliberacao entre os lideres do Partido Comunista, foi entao ordenado o uso da forca militar para procurar resolver a crise, e Zhao Ziyang (1919-2005) foi despojado da lideranca politica como resultado do seu apoio aos manifestantes. O Partido Comunista decidiu deter a situacao, antes que fossem mais longe.

Os soldados e tanques das divisoes 27 e 28 do Exercito de Libertacao Popular foram enviados para tomar controlo da cidade. Ainda que o governo tenha ordenado a todos os habitantes de Pequim que permanecessem em suas casas, atraves de emissoes de televisoes e megafones, os avisos e advertencias nao forma levadas em conta e muitos manifestantes pacificos foram atacados por soldados; a violencia exercida teve como resultado enorme numero de baixas de civis e algumas mortes de soldados. O governo chines confirmou a morte de varias centenas de pessoas.

A entrada das tropas e dos tanques do exercito na cidade recebeu a oposicao activa de muitos cidadaos de Pequim, cujo a forte resistencia causou baixas entre os militares. Os cidadaos construiram grandes barricadas nas estradas, que diminuiram a velocidade do progresso dos tanques, mas a praca ficou vazia na noite de 4 de Junho, por decisao dos manifestantes. O combate porem continuou nas ruas que rodeavam a praca, com os manifestantes avancando repetidamente contra as tropas armadas do Exercito Popular de Libertacao, o qual respondeu com fogo automatico. Muitos dos cidadaos feridos foram postos a salvo por condutores de requixas, que se aventuraram em terras de ninguem, entre os soldados e a multidao, e levaram os feridos ate os hospitais mais proximos.

A dispersao do protesto se viu simbolizada nos meios de comunicacao social ocidentais pela fotografia de um manifestante solitario, tirada em 5 de Junho, de pe, frente a coluna de tanques, detendo e evitando o seu avanco. O homem numa coragem incrivel continuou de pe desafiante, encarando os tanques durante um longo periodo de tempo, antes de ser expulso do lugar. Apesar dos esforcos, ate hoje os meios de comunicacao ocidentais foram incapazes de identificar a figura solitaria. A prestigiada Revista Time elogiou o mesmo, considerando-o uma das cem pessoas mais influentes do Seculo XX (tudo isso apesar do seu anonimato e uma consideracao que considero demasiadamente exagerada). Pouco depois do incidente, o diario britanico Sunday Express o indentificou como sendo  Wang Weilin (1970-?) um Estudante de 19 anos idade; entretanto, a veracidade dessa identificacao e bastante duvidosa. Bruce Herschensohn, Assistente Especial do Presidente dos Estados Unidos Richard Milhous Nixon (1913-1994) e Membro da equipa de Ronald Wilson Reagan (1911-2004), assegurou que o mesmo foi executado quatorze dias depois da revolta, por um Pelotao de Fuzilamento. Jan Wong (1953) uma Jornalista canadense de origem chinesa escreveu certa vez que esse homem se encontra vivo e encontra escondido na Area Rural da China. William E. Bell (1945) um Escritor canadense e Autor de livros infantis, assegura por sua vez que o Estudante se chamava  Wang Aimin e foi executado em 9 de Junho.

Na propria praca houve um debate ja que os proprios manifestantes estavam em desacordo e dividiam-se em dois grupos. Os que, como Han Dongfang (1963), desejavam retirar-se pacificamente, e os que, como Chai Ling (1966), desejavam permanecer na praca mesmo correndo o risco de que houvesse um banho de sangue. Os que eram defensores da retirada ganharam, e os manifestantes deixaram a praca. O Governo da Republica Popular da China assegurou depois que nao morreu ninguem na praca, um feito que, de acordo com os testemunhos dos que estiveram na praca, parece ser tecnicamente certo, mas nao fala das baixas durante a aproximacao a praca. O verdadeiro numero de mortos e feridos parece ser ainda um Segredo de Estado. Um certo Funcionario nao identificado da Cruz Vermelha Chinesa assegura que houve 2.600 mortos, 2000 cidadaos feridos e que se perdeu o contacto com 400 soldados. De acordo com as universidades, morreram 23 estudantes. O comite central de Associacoes Autonomas da Universidade de Tsinghua adiantou que os numeros seriam bem mais altos do que se falava e falou em  4.000 mortos e 30.000 feridos. O Presidente da Camara de Pequim na altura, Chen Xitong (1930-2013), informou 26 dias depois dos acontecimentos, que somente haviam morrido 36 estudantes e algumas dezenas de soldados, ascendendo depois ate 200 mortos, e 9.000 feridos divididos em  3.000 civis juntamente com 6.000 soldados. Os reporteres estrangeiros que estavam em Pequim afirmaram que morreram pelo menos 3.000 pessoas. Foram criadas algumas listas de baixas a partir de fontes clandestinas, que adiantavam ser 5.000 mortos. Entrentanto, e interessante frisar que os documentos da NSA (Agencia de Seguranca Nacional), desclassificados em 1999, mostram que os servicos de inteligencia estadunidenses estimaram entre 180 a 500 o numero de mortos. Dessa mesma forma, as estimativas do governo chines concordam com a estimativa oficial americana. Por outra parte, antes que o governo de Pequim restabelecesse o controlo das noticias na China por completo, uma emissao em ingles desde Pequim afirmou que havia pelos menos 3.000 estudantes mortos. Ao mesmo tempo, a Cruz Vermelha chinesa afirmou que a sua conta havia chegado aos 2.600 mortos - e seguia crescendo. Dado que e impossivel obter acesso a informacoes objectivas devido a Lei Marcial, todavia nao se consegue verificar as desigualdades de comparacao entre as mesmas diferentes fontes.

Depois da dissolucao dos protestos de Pequim em 4 de Junho, estes continuaram em grande parte da China durante alguns dias. O governo da Republica Popular da China foi incapaz de finalizar esses protestos fora de Pequim, sem a perda de um numero significativo de vidas.


Durante e apos a repressao foram realizadas tentativas de prender e perserguir os lideres do Movimento Democratico da China, em especial Wang Dan (1969), Chai Ling, Wu'er Kaixi (1968). Wan Dan foi aprisionado e enviado para a prisao, e mais tarde foi-lhe permitido emigrar para os Estados Unidos. Wu'er Kaixi fuigiu para Taiwan. Actualmente esta casado e trabalha como Comentador Politico na Televisao Nacional Taiwanesa. Chai Ling fugiu para Franca e mais tarde mudou-se para os Estados Unidos.

Os trabalhadores que foram presos em Pequim foram julgados, condenados a morte e executados. Entretanto, os estudantes, muitos oriundos de familias relativamente influentes, receberam sentencas muito mais suaves. Inclusive Wang Dan, o Lider Estudantil que encabecava a lista daqueles que eram os mais procurados, acabou por passar somente sete anos na prisao.

No governo, Zhao Ziyang, que se havia oposto a Lei Marcial foi expulso do poder, e Jiang Zemin (1926), ate entao Governador de Xangai, que nao esteve envolvido nos acontecimentos, tomou posse do cargo de Presidente da Republica Popular da China. O acesso de Jiang foi interpretado, frequentemente, como uma recompensa por parte de  Deng Xiaoping pela capacidade de Jiang em manter a ordem em Xangai, que contrastou com o completo caos existente na capital. Os membros do governo prepararam uma informacao do incidente, que foi publicada no Ocidente somente em Janeiro de 2001 com o nome Documentos de Tiananmen que oferece o ponto-de-vista do governo chines sobre os manifestantes e foi proporcionado por uma fonte anonima.

Os dois apresentadores da CCTV, a Televisao Central da China ou China Central Television, que informaram o 4 de Junho foram despedidos poucos dias depois dos acontecimentos. Wu Xiaoyong, o filho de um Membro do Comite Central  do Partido Comunista da China, e o Vice-Primeiro-Ministro Wu Xueqian (1921-2008), foram expulsos do Departamento de Programas em ingles da Radio Internacional da China. Qian Liren (1924), Director do Jornal Diario do Povo, o jornal do Partido Comunista da China, foi igualmente expulso devido aos artigos em apoio aos estudantes.

Os protestos da Praca de Tiananmen danificaram a reputacao da Republica Popular da China nos paises ocidentais. Os meios de comunicacao ocidentais tinham sido convidados para cobrir a visita de Mikhail Gorbachev no mes de Maio, e encontravam-se, portanto, em uma posicao excelente para fazer uma cobertura ao vivo a repressao do governo chines, especialmente a BBC e a CNN. Os manifestantes aproveitaram essa oportunidade unica de mostrar ao Ocidente o que era a China e o comunismo, criando cartazes dirigidos a opniao publica internacional. A cobertura foi facilitada pelos conflitos governamentais acerca da maneira de como tratar e agir sobre os protestos, o que teve como resultado que as emissoes nao foram interrompidas imediatamente.

Durante a dissolucao dos protestos, em 4 de Junho, foi ordenado a CNN que finalizasse suas transmissoes, que ainda desafiou essas mesmas ordens e cobriu os protestos atraves de telefone, mas o Governo cortou as ligacoes por satelite. A unica cadeia de televisao que pode gravar no interior da praca na noite de 3 para 4 de Junho foi a TVE. A maioria das cadeias de televisao encontravam-se no Hotel Pequim, e dai nao tinham contacto visual com a Praca de Tiananmen.

As imagens que foram possiveis serem feitas sobre o protesto junto com a queda do comunismo na Uniao Sovietica e o fim da mesma Uniao Sovietica e igualmente a queda do comunismo no Leste Europeu contribuiram e muito para formar a opniao e as politicas ocidentais Sobre a Republica Popular da China durante a Decada de 1990 e tambem os primeiros anos do Seculo XXI. Produziu-se uma consideravel simpatia pelos protestos estudantis no Ocidente e, quase imediatamente, os Estados Unidos e a Uniao Europeia anunciaram um novo embargo sobre o comercio de armas, e a imagem da Decada de 1980 da China como um pais que empreendia reformas e um contra-peso aliado contra a Uniao Sovietica foi revista para um regime autoritario e muito repressivo. Os protestos da Praca de Tiananmem  foram mencionados frequentemente nos Estados Unidos como forma de argumento contra a liberalizacao do comercio com a China e como evidencia de que o governo da China era uma ameaca para a paz mundial e para os interesses dos Estados Unidos.

Entre os estudantes chineses no estrangeiro, os protestos na Praca de Tiananmen causaram a formacao de servicos de noticias na Internet como China News Digest e da organizacao governamental China Support Network nos Estados Unidos. Ainda, formaram-se organizacoes como a Alianca Chinesa pela Democracia e a Federacao independente de Estudantes e Intelectuais Chineses, ainda que o impacto politico dessas mesmas organizacoes tivessem diminuido na segunda metade da Decada de 1990.

Ja em Hong Kong, a repressao violenta dos protestos de 1989 provocou o receio e temor de que a Republica Popular da China nao cumpriria com as suas importantes e antigas promessas da ideia Um pais, dois sistemas na iminente transferencia de soberania em 1997, era importante que cumprisse. Uma consequencia desse temor foi que o novo Governador de Hong Kong,
Christopher Francis Patten (1944), tentou expandir a franquia do Conselho Legislativo de Hong Kong, o que trouxe consigo tensoes com o governo chines.

O fim dos protestos de 1989 mancharam a crescente sensacao de liberalizacao politica que esteve bem vista nos ultimos anos da Decada de 1980, o que resultou no esquecimento de muitas das reformas democraticas propostas durante a ultima decada. Ainda que se tenha produzido um certo incremento na liberdade individual desde 1989, as discussoes sobre mudancas estruturais do governo e o papel do Partido Comunista na China continuaram sendo tabu.

No entanto, apesar de algumas expectativas, sobretudo de fora da China, de que o governo chines seria derrubado, deposto pelo Movimento Democratico da China, durante os primeiros anos do Sexulo XXI, o Partido Comunista da China, continua tendo o controlo do pais e o movimento estudantil que se iniciou em Tiananmen se desestruturou completamente.


Nos dias imediatamente posteriores a dissolucao dos protestos, a Ala conservadora do Partido Comunista tentou remover algumas das reformas de liberalizacao do mercado que haviam sido empreendidas como fazendo parte da Reforma Economica da China, e restituir os controlos administrativos sobre a Economia. No entanto, os mesmos esforcos acabaram por encontrar uma dura resistencia dos governantes das provincias e acabaram por ser abandonados por completo, no principio de Decada de 1990, devido ao fim da Uniao Sovietica e a chamada "Viagem ao Sul" de Deng Xiaoping, visita que o Dirigente chines fez em 1993 a zonas do Sul onde se haviam iniciado reformas economicas mais ambiciosas. A "Viagem ao Sul" supos a demostracao da competencia das reformas por parte do Lider chines, diante dos sectores conservadores que desejavam paralisar ou inclusive reverter muitas dessas medidas. A continuidade da Reforma Economica viria a provocar um intenso crescimento economico na Decada de 1990, o que viria a devolver ao governo uma boa parte daquele apoio que havia perdido em 1989. Alem disso, nenhum dos dirigentes actuais do governo chines desempenhou um papel decisivo na decisao de reprimir pela forca os manifestantes na Praca de Tinenanmen, e uma das figuras mais destacadas do novo governo, o actual Primeiro-Ministro Wen Jiabao (1942), foi ajudante de Zhao Ziyang e o acompanhou em seus encontros com os manifestantes.

Por seu lado, os lideres estudantis de Tienanmen forma incapazes de conseguir porduzir um movimento ou ideologia coerentes. Muitos destes lideres provinham de sectores da sociedade relativamente bem estabelecidos e perceberam-se mais tarde como pessoas sem contacto com gente comum. Alem disso, muitas das organizacoes que nasceram como consequencia dos protestos de Tienanmen logo perderam forca devido a lutas internas. Entretanto, um bom numero de Organizacoes Nao Governamentais (ONGs) estabelecidas nos Estados Unidos com o objectivo de formular e propor as reformas diplomaticas na Republica Popular da China e protestar contra as violacoes dos direitos humanos que ocorreram no pais continuaram seus trabalhos e sua luta para atingirem os seus objectivos. Uma das mais antigas e importantes a, China Support Network, fundada em 1989 por um grupo de activistas estadunidenses e chineses em resposta a repressao em Tiananmen.


Na actualidade, muitos chineses nao consideram a liberalizacao politica imediata como uma medida sabia ou certa, mostrando mais uma preferencia por uma democratizacao lenta. Sao apontados como causas a valorizacao da prosperidade e o incremento da influencia internacional da Republica Popular da China, assim como igualmente as dificuldades que experimenta a Russia desde o fim da Guerra Fria (1945-1991) e a queda da Uniao Sovietica (1990-1991). Muitos jovens chineses, frente ao ressurgir economico da China, estao mais consciencializados com o desenvolvimento economico, o nacionalismo chines, a restauracao do prestigio internacional da China e perceberam a atitude do governo em respeito a assuntos como o Stautus Politico de Taiwan ou o conflito pelas Ilhas Diaoyu com o Japao como dificuldes.

Entre os chamados e vistos como intelectuais da China, o impacto dos protestos de Tiananmen criou um certo vazio criativo. Os intelectuais que se encontravam na vintena durante os protestos tenderam a apoiar menos o governo da Republica Popular da China que os jovens estudantes nascidos depois do fim das reformas de Deng Xiaoping.

Para os operarios das industrias nas cidades, a continuidade das reformas de mercado na Decada de 1990 trouxe consigo uma melhoria no seu nivel de vida, junto a uma certa incerteza sobre o crescimento economico. Seus protestos contra a corrupcao local continuaram sendo frequentes, e se estima que ocorreram centenas a cada ano. O Partido Comunista da China mostrou-se reticente ao sofrer publicidade negativa por reprimir os protestos e, dado que se dirigiam a dirigentes locais e visto que nao consistiam em reclamacoes de reformas mais profundas e nao estavam coordenados com outras cidades, nao foram considerados uma ameaca.

Actualmente, em contraste com a situacao de 1989, as principais areas de descontentamento na China parecem ser as zonas rurais, que tem visto como seu progresso parou durante a Decada de 1990 ao nao ter participado do Milagre Economico da decada. Porem, da mesma forma que a falta de organizacao e a dispersao dos camponeses impediu que se mobilizassem em apoio ao Governo em 1989, esses factos tambem inibem a mobilizacao desse grupo contra o Governo na actualidade.

O Protesto na Praca de Tiananmen, em 1989, e, no entanto, um tabu politico na China, e falar sobre o mesmo acontecimento e considerado inapropriado ou ate mesmo arriscado. A unica opniao dos meios de comunicacao realiza-se no ponto de vista do Partido Comunista: que foi uma accao apropriada para assegurar a estabilidade. Todos os anos ha manifestacoes que se fazem em Hong Kong contra a vontade e decisao do proprio Partido Comunista. A Praca de Tiananmen e patrulhada, frequentemente, a cada 4 de Junho, para assim impedir qualquer tipo de comemoracao.

Apos a mudanca do Governo Central em 2004, muitos membros do Governo mencionaram os sucessos da Praca Tieananmen. No mes de Outobro de 2004, durante a visita do Presidente Hu Jintao (1942) a Franca, declarou que "o Governo empreendeu uma accao determinada para acalmar a confusao politica, em 1989, que permitiu a China desfrutar de um desenvolvimento estavel. Insistiu tambem em que o ponto de vista do Governo, no que dizia respeito ao incidente, nao se alteraria.

Em Marco de 2004, o Primeiro-Ministro Wen Jiabao disse, numa conferencia de imprensa, que durante a Decada de 1990 se produziu uma grave tormenta politica na Republica Popular da China, o que viria a provocar a queda da Uniao Sovietica e as mudancas radicais no Leste Europeu. Declarou tambem que o Comite Central do Partido Comunista estabeleceu, com exito, uma politica de portas abertas e protegeu o "percurso do socialismo com caracteristicas chinesas".

Ja em Janeiro de 2006, um contracto com o Google confirmou que o assunto continua, todavia, muito sensivel para o governo chines, pois a Web chinesa do Google (Google.cn), aplica restricoes locais as buscas de informacoes sobre a revolta da Praca Tiananmen, assim como igualmente com outros assuntos como o independentismo tibetano, a proibicao do Grupo Religioso Falun Gong ou Falun Dafa, considerado nao mais que uma seita pelo Governo chines, ou as relacoes com Taiwan. Quando as pessoas buscam topicos censurados, ele ira listar o seguinte informe, na parte inferior da pagina em chines, "De acordo com as leis locais, regulamentacoes e politicas, uma parte do resultado das pesquisa nao e mostrado". O desbloqueio dos artigos na Wikipedia sobre os protestos de 1989, tanto em versao em ingles como em chines, sao considerados a causa do bloqueio da Wikipedia como um todo pelo governo chines.

Em 15 de Maio de 2007 o Lider do Pro-Pequim "Alianca Democratica para o Aperfeicoamento de Hong Kong" acabou por provocar muitas criticas quando disse que "nao houve um massacre" durante os protestos, como tambem nao havia "ninguem intencional ou indiscriminadamente atirando". Ele disse que isso mostrou que Hong Kong "nao foi suficientemente maduro" por acreditar em estrangeiros que alegam que um massacre ocorreu. Ele disse que Hong Kong mostrou, atraves da sua falta de patriotismo e identidade nacional, assim, "nao esta pronto para a democracia ate 2022". Seus comentarios foram amplamente condenados.

Ja em 4 de Junho de 2007, no aniversario do massacre, um anuncio que dizia "prestar tributo as fortes maes das vitimas de 4 de Junho", foi publicado no Jornal Chengdu Evening News. A questao foi investigada pelo governo chines, e tres editores do jornal foram expulsos. O responsavel pela aprovacao do anuncio disse que nunca tinha ouvido falar da repressao de 4 de Junho e que tinha sido dito a ele que a data era uma referencia a uma catastrofe numa mina.

Em 2006 o Programa Americano da PBS "Frontline" difundiu um trecho filmado na Universidade de Pequim, onde participavam muitos dos estudantes que haviam participado nos protestos de 1989 (e claro que 17 anos depois ja nao eram estudantes eram pessoas formadas e nem eram mais jovens rebeldes mas sim pessoas com certa maturidade). A quatro estudantes foram exibidos um retrato do homem-tanque, mas nenhum deles pode identificar o que estava acontecendo na foto. Alguns responderam que era um desfile militar, ou um trabalho artistico.


A Uniao Europeia e os Estados Unidos mantem um embarco sobre a venda de armas a Republica Popular da China, por causa da repressao violenta dos protestos, dezoito anos depois. A Republica Popular da China pediu a suspensao do embargo durante muitos anos, durante os quais recebeu um apoio variavel de membros do Conselho Europeu. Gerhard Fritz Kurt Schroder (1944) juntou-se a Jacques Rene Chirac (1932), pedindo a suspensao do embargo.

O embargo armamentistico foi discutido na Cupula / cimeira UE-China nos Paises Baixos de 7 a 9 de Dezembro de 2004. No transcurso da cupula, a Republica Popular da China tentou incrementar a pressao sobre o Conselho Europeu advertindo que poderia arranhar a relacao entre China e a UE. O Vice-Ministro do Exterior  Zhang Yesui (1953) aplicou ao embargo o adejectivo de "absoleto" para os meios de comunicacao, e acrescentou: "se o embargo for mantido, as relacoes bilaterais se ressentirao definitivamente ". No final, o Conselho Europeu nao suspendeu o embargo. A Porta-Voz da UE, , Francoise le Bail, disse que persistiam as preocupacoes sobre o respeito dos direitos humanos na Republica Popular da China. Mas ao mesmo tempo, a Uniao Europeia formulou a promessa de trabalhar pela suspensao do embargo. Bernard Rudolf  Bot (1937), o Ministro dos Assuntos Exteriores holandes, que exercia o presidencia europeia nessa epoca, disse "estamps trabalhando assiduamente, mas... o momento nao e adequado para suspender o embargo". Depois da cimeira, o Conselho confirmou que tinha a intencao de trabalhar pela suspensao do embargo. Wen Jiabao, Primeiro-Ministro da Republica Popular da China disse depois do encontro que o embargo nao reflete as boas relacoes entre a China e a Uniao Europeia.

A China continua pressionando para que o mesmo embargo seja suspenso, e estados membros tendem a relaxar a sua oposicao. Jacques Chirac pediu que o embargo fosse suspenso em meados de 2005. Entretanto, a lei Anti-Secessao de Taiwan aprovada em Pequim (Marco de 2005), incrementou as tensoes e atrapalhou a intencao de suspender o embargo como tanto era desejado pelo governo de Pequim. Alguns membros do Congresso Norte-Americano propuseram tambem restricoes a transferencia de tecnologia militar a Uniao Europeia se esta entendesse suspender o embargo a Republica Popular da China. Dessa forma, o Conselho Europeu fracassou no intento de alcancar um consenso e mesmo com paises como a Franca e a Alemanha fazendo pressao para que o embargo fosse suspenso, nao se tomou nenhuma decisao nas reunioes seguintes.

O Reino Unido tomou posse da Presidencia da Uniao Europeia em 2005, tornando assim impossivel a suspensao nos tempos mais proximos pelo menos durante o mandato do Reino Unido. Alem disso, o fracasso da Constituicao Europeia e os desacordos a respeito do Pressuposto Europeu e a Politica Agricola Comum tornaram-se mais importantes para serem discutidos do que a continuidade do embargo ou o fim do mesmo embargo de venda de armas a Republica Popular da China.

O sistema politico mudou tambem nos paises mais favoraveis ao final do embargo. Na Alemanha Gerhard Fritz Kurt Schroder perdeu as eleicoes federais em Setembro de 2005. Sua oponente Angela Dorothea Merkel (1954), tomou posse do Gargo de Chanceller em Novembro de 2005 e mostou desde sempre uma firme oposicao a suspensao do embargo. Em Franca Nicolas Paul Stephane Sarkozy de Nagy-Bocsa (1955), Presidente frances entre 2007 e 2012 e sucessar de Jacques Chirac, nem sequer era partidario a ideia de suspender o bloqueio de armas a Republica Popular da China.

Alem disso, o Parlamento Europeu opoe-se reiteradamente a suspensao do embargo das armas. Ainda que nao seja de todo necessaria sua benevolencia para suspender o embargo, muitos entendem que deve reflectir o desejo do povo europeu.

O embargo de venda de armas limitou as opcoes da China para prover-se da Tecnologia Militar. Entre as fontes que buscaram estao alguns paises que pertenciam ao bloqueio sovietico, grupo com quem teve uma relacao tensa como resultado da separacao entre a China e a antiga Uniao Sovietica. Outros provedores sao Israel e Africa do Sul.

Embora o governo chines jamais tenha reconhecido ter algo a ver em relacao ao sucedido, em Abril de 2006 foi feito um pagamento a familia de uma das vitimas - esse foi o primeiro caso da publicidade do governo oferecer recurso a familia de uma vitima dos protestos. O pagamento foi considerado uma "assistencia" dada a Tang Deying cujo filho, Zhou Guocong morreu com 15 anos de idade, enquanto estava sob custodia policial em Chengdu, em 6 de Junho de 1989, dois dias apos o exercito chines ter dispersado os manifestantes de Tiananmen. A mulher revelou que lhe pagaram  70000 yuan (cerca de 8.700.00 dolares americanos). Isso tem sido bem acolhido por varios activistas chineses, mas foi considerado por alguns como uma medida destinada a manter a estabilidade social e nao acreditam que seja prenuncia de uma mudanca na posicao oficial do partido.


Principais envolvidos:

. Zhao Ziyang. - Secretario Geral do Partido Comunista da China entre 1987 e 1989.
. Li Peng. - Primeiro-Ministro da Republica Popular da China entre 1987 e 1989.
. Wen Jiabao. -  Ex-Primeiro-Ministro chines entre 2003-2013.
. Wang Dan. - Lider estudantil dos protestos.
. Wu'er Kaixi. - Lider estudantil dos protestos.
. Chai Ling. - Lider estudantil dos protestos.
. Liu Xiaobo. - Famoso dissidente chines.
. Yu Dongyue. - Ex-Jornalista que atirou ovos no retrato de Mao Zedong em plena praca.
. Bei Dao. - Poeta (influencia ideologica do movimento, que durante os protestos estava participando de uma conferencia na Alemanha, em Berlim).
. Cui Jian. - O chamado "Pai do Rock Chines" cujo a Cancao "Nothing to My Name" foi considerada o hino nao oficial dos estudantes e dos participantes no protesto.
. "Tank Man". - O rebelde desconhecido que se manteve de pe diante de uma linha de tanques de guerra que se estavam a aproximar da zona dos protestos e a entrar na praca.

Referencias culturais:

. Political Struggles in China's Reform Era by Yang Jisheng (1940), por apresentar uma entrevista secreta com Zhao Ziyang e rejeitar a posicao do governo chines no protesto.
. Em 2006, o Romance Forbidden city, do Escritor Canadense William Bell (1945), uma versao ficticia dos protestos foi banida.
. Summer Palace foi banido em 2006, supostamente porque o filme teria sido passado sem permissao, mas mais provavelmente por sua mencao aos protestos.
. Collection of June Fourth Poems, uma coletanea de poemas sobre os protestos.
. Alguns documentos escritos ou entrevistas com Zhao Ziyang ou Bao Tong (1932) foram proibidas. E, assim como Conversations with Zhao Ziyang in House Arrest de Zong Fengmin, nao foram publicadas devido a pressao governamental. Contudo Prisoner of the State: The Secret Journal of Premier Zhao Ziyang foi publicado em Maio de 2009 depois que cassetes com gravacoes foram levadas para fora da China.
. Transmissoes internacionais, tais como as da CNN, foram bloqueadas em televisoes de hoteis chineses e em residencias de estrangeiros, na ocasiao do aniversario anual do evento.


Este mesmo acontecimento tem inspirado muitas referencias em musicas e abuns artisticos - seja para uso politico ou nao politico.

A banda inglesa de Rock The Cure, durante um concerto em Roma em 4 de Junho de 1989, dedicou sua ultima interpretacao, "Faith", a "todos que morreram hoje na China". O Cantor Robert James Smith (1959) estendeu a cancao com letras de improviso sobre alguem que segurava uma arma em sua boa insistindo que dissesse "Yes" para a questao "Do you love me?" mas defrontando sempre uma recusa na resposta. A gravacao "bootlegged" desta versao de 15 minutos ficou depois conhecida como "Tiananmen Faith". No mesmo ano a Cantora Norte-Americana Joan Chandos Baez (1941) escreveu e gravou seu Hino Folk "China" em comemoracao a revolta democratica. A gravacao de tematica historica do Cantor, Compositor e Pianista Norte-Americano William Joseph Martin Joel (1949) mais conhecido como  Billy Joel "We Didn't Start the Fire", lancada em 1989, menciona o evento no trecho "China's under martial law".

A Cancao Tin Omen da banda canadiana de Musica Industrial Skinny Puppy e uma referencia ao massacre.

O grupo musical britanico de Rock Progressivo Marillion escreveu uma cancao chamada "The King of Sunset Town" que mostra imagens do incidente do que se passou na Praca da Paz Celestial, tais como "a puppet King on the Fourth of June" e "before the Twenty-Seventh came". A cancao foi gravada no album Seasons End em Setembro de 1989.

A banda de Rock e Folk Norte-Americana The Hooters tambem se refere ao evento no seu Hit 500 Miles (do album Zig Zag, gravado em 1989), uma versao adaptada da cancao Folk dos anos da Decada de 1960. O terceiro verso comeca com as palavras: "An Hundred tanks along the square, One man stands and stops them there, Someday soon the tide'll turn and i'll be free. (Uma centena de tanques ao longo da praca, um homem fica de pe e para diante deles, um dia desses a mare vira e eu serei livre)".

A banda americana de Heavy Metal System of a Down se referiu ao evento nas linhas iniciais da cancao "Hypnotize" versos que sao: "Why don't you ask the kids at Tiananmen Square, was fashion the reason why they were there?" (Por que voce nao pergunta as criancas da Praca da Paz Celestial se era apenas por onda que elas estavam la?).

O Tema Shiny Happy People do Album Out of Time lancado em 1991 da banda americana R.E.M e tambem supostamente uma ironica referencia de um texto insolentemente traduzido a partir de uma propaganda politica chinesa que fazia consideracoes sobre o massacre dois anos antes da cancao ser gravada. O texto aparentemente relata como a politica seria controlada pelos que tem marionetes em posicao de poder, e nao por estudantes revoltados, idealistas e infelizes, no chao da Praca da Paz Celestial. A ideia e que a propaganda e frequentemente utilizada para encobrir fraquezas cronicas do sistema politico. A musica e tocada de maneira zombadora como forma de encorajar candidatos politicos desconhecidos a serem optimistas mesmo estando diante de um cenario totalmente adverso.

A banda americana de Thrash Metal de nome Slayer gravou a cancao "Blood Red" em seu album de 1990 intitulado "Seasons in the Abyss", inspirada nos incidentes do evento. A obra inclui as linhas: "Peaceful confrontation meets war machine, Seizing all civil liberties... No disguise can deface evil, The massacre of innocent people". No mesmo ano, uma outra banda americana de Thrash Metal chamada Testament gravou o tema "Seven Days of May" protestando contra o massacre de Pequim (apesar de na realidade os factos se terem desenrolado em Junho, 3 de Junho e nao em Maio) em seu Album "Souls of Black" incluindo as palavras: "In the square they play the game, That's when the tanks and the army came... They called the murders minimal, Described their victims as criminals... Dead souls like you and me, Who only wanted free society (Na praca eles jogam o jogo, ate que chegam os tanques e exercitos... Minimizaram os assassinatos, descreveram as vitimas como criminosos... almas mortas como voce e eu, que somente queriam uma socidedade livre".

A banda inglesa de Pop Anarquista de nome Chumbawamba gravou uma cancao chamada "Tiananmen Square"  em seu album de 1990 de nome Slap! As letras sao construidas em torno do facto de que o Exercito de Libertacao Popular assassinou o povo. "Tank Man, o rebelde desconhecido" e tambem citado ("You must've seen it, the boy in the white shirt") (Voce deve ter visto ele, o garoto com camisola branca).

A Cantora irlandesa Sinead Marie Bernadette O'Connor (1966) mais conhecida cpmo Sinead O'Connor em seu album de 1990 I Do Not Want What I Haven't Got seu segundo album de estudio faz referencia as mortes do massacre na sua cancao "Black Boys on Mopeds" com as seguintes linhas de abertura: "Margaret Thatcher on TV, Shocked by the deaths that took place in Beijing" (Margaret Thatcher na TV, chocada pelas mortes que ocorreram em Pequim).

Os ingleses goticos da Siouxside ans the Banshees gravaram a cancao "The Ghost in You" para o seu Album Superstition em 1991. O assunto: uma pessoa que testemunhou o massacre retornando a praca e relembrando as terriveis emocoes que ali vivenciou.

O ingles George Roger Waters (1943) mais conhecido por Roger Waters e ter sido um ex-Membro da banda Pink Floyd, fez tambem uma referencia ao massacre na cancao "Watching TV" de seu album de 1992 Amused to Death.

Em 1996 a banda de Metal Progressivo americana Nevermore gravou uma faixa intitulada "The Tiananmen Man" em seu album The Politics of Ecstasy. Mais um tema musical sobre o rebelde desconhecido qne ficou famoso no mundo inteiro por ter ficado de pe na praca em frente aos tanques.

Em 2006 a Cantora Folk chinesa Li Zhi escreveu a cancao "The Square", nos quais os sons dos projeteis atirados, das ambulancias e da voz da mae de TAM, Mrs. Ding, foram sampleadas.

Em 2007 a banda Norte-Americana de New Metal Hed Pe escreveu um tema intitulado "Tiananmen
Squared no seu Album Insomnia.

O Cantor frances Calogero Joseph Salvatore Maurici (1971) mais conhecido como Calogero tambem tem uma cancao chamada "Tien An Men".

A banda de Trash Metal portuguesa Kalashnikov fez uma cancao tambem a lembrar o Massacre de Tiananmen chamada "Tiananmen, Tiananmen". O refrao da cancao diz "Tiananmen Tiananmen, kill another yellow men (Tiananmen Tiananmen, mata outros homens amarelos)".

A banda de Punk Rock italiana CCCP Fedeli alla linea inclui uma cancao chamada "Tien An Men" em seu EP de 1990 Ragazza Emancipata.

Em 2009, a banda Indie de Hong Kong My Little Airport escreveu "Donald Tsang (1944), Please Die" depois de Tsang ter sugerido que o Massacre da Praca da Paz Celestial era insignificante com o actual poder economico da Republica Popular da China. As letras incluem "Imagine today Donald someone chopped off your hands, twenty years later that somebody has become the Chief Executive. Will you stop seeking justice because of his achievement?".

A banda de Punk Norte-Americana Rancid, faz tambem uma referencia ao evento em sua Cancao "Arrested in Shanghai", com a linha "So I protest the massacres at the Tiananmen Square/My friends said yo, stay away man, you better not go fucking back there". A musica reflete sobre a questao da censura da midia e da carencia de liberdades democraticas na China actual.

O grupo de Hip-Hop australiano Hilltop Hoods menciona a praca em uma das suas cancoes: "I fell like throwing a flag of protest in Tiananmen Square".


Simultaneamente ao auge dos protestos e do Massacre da Praca da Paz Celestial ocorreu o Torneio de Tenis Roland-Garros em franca disputado em Paris, o qual foi coincidentemente vencido pelo chines com nacionalidade Norte-Americana Michael Te-Pei Chang (1972). Com apenas 17 anos, ele se tornou o homem mais jovem a vencer um Grand Slam, recorde que se mantem ate hoje. O memoravel quarto round vitorioso de Chang sobre o entao numero um do mundo o checo tambem com nacionalidade Norte-Americana Ivan Lendl (1960) ocorreu exactamente no dia 5 de Junho de 1989 - o dia seguinte ao auge do massacre - e ele frequentemente se referia ao Massacre da Praca da Paz Celestial como impeto adicional para vencer o torneio:

"Muitos deixavam de dar atencao ao que estava acontecendo na Praca da Paz Celestial. A grande ofensiva efectuada quando era o Meio-Dia de domingo no Roland-Garros, entao,  se nao estava treinando ou disputando uma partida, estava a ver televisao, para assistir ao desenrolar dos factos... Frequentemente digo as pessoas que era um proposito de Deus que eu vencesse o Roland-Garros da forma como venci, pois consegui colocar um sorriso no rosto do povo chines ao redor de todo o mundo em um momento que nao havia muita razao para sorrir".

A Serie Televisiva South Park apresentou um episodio abordando criancas que assistiam a um espectaculo ficticio do Actor Neozelandes Russell Ira Crowe (1964). Em um dos segmentos do espectaculo, o Apresentador Russell Crowe faz uma visita a Praca da Paz Celestial (que ele acaba por chamar de "Teeny-Man Square") e menciona um "bonzer massacre back in 89".

Em 24 de Setembro de 1990, a Serie Televisiva de Ficcao Cientifica Star Trek: A Geracao Seguinte fez referencia a uma aeronave chamada USS Tiananmen Square como sendo uma das muitas aeronaves destruidas numa batalha contra os Borg, na Batle at Wolf 359, no episodio vencedor do Emmy Award "The Best Of  Both World, Parte 2", em honra aos manifestantes.

A Reporter Norte-Americana do Canal Televisivo CNN Kyra Phillips (1968) esbocou criticas em Marco de 2006 quando comparou os protestos dos jovens em 2006 na Franca, no qual posteriormente foi decidido que ninguem foi morto, aos protestos da China, dizendo "Sort of brings back memories of Tiananmen Square, when you saw these activists in front of tanks. (Alguma lembranca da Praca da Paz Celestial vem a memoria quando voce ve estes activistas a frente dos tanques).

Em Abril de 2006, a Serie Televisiva do Canal de Telvisao PBS Frontline produziu um episodio de nome "The Tank Man", que examinou o papel deste personagem nos protestos da Praca da Paz Celestial em 1989 e as mudancas desencadeadas desde entao na Republica Popular da China economica e politicamente.

Num episodio da Serie Televisiva de Banda Desenhada Simpsons no episodio chamado Goo Goo Gai Pan se passa quando a Familia Simpsons visita Pequim, aparece uma placa onde se pode ler "On this spot in 1989, nothing happened (Neste local em 1989, nada aconteceu)", na Praca da Paz Celestial, uma referencia a negacao e censura do governo chines no que se refere aos protestos. Um dos personagens inclusive repete a cena do "Tank Man (rebelde desconhecido)" quando fica de pe em frente a uma linha de tanques deixada por Madame Wu.

Em 3 de Junho de 2009 a BBC colocou no ar o Documentario "Kate Adie returns to Tiananmen", no qual a Reporter e Jornalista britanica Kathryn "Kate" Adie (1945) retorna a Republica Popular da China e relembra os eventos que testemunhou em 1989.

O Filme Rajada de Fogo (1992), com Brandon Bruce Lee (1965-1993), retrata imagens das mortes na Praca da Paz Celestial. No filme o personagem de Brandon Lee e filho de um Funcionario do governo americano que morreu no massacre ; sua morte e que direciona cinismo e a furia do personagem de Lee no desenrolar do enredo. Ja proximo do fim, o personagem interpretado pelo Actor Norte-Americano Powers Booth (1948) entrega-lhe uma pasta que, supostamente, conteria informacoes adicionais por tras da morte de seu pai.

O Filme Verao da Liberdade de (2006) do Director Chines Lou Ye (1965) contem algumas cenas reeditadas das ruas de Pequim durante os dias em que ocorreram os protestos.


Dados dos protestos e Massacre de Tiananmen:

Periodo: 15 de Abrril de 1989 - 4 de Junho de 1989.
Local: Pequim e mais 400 cidades ao redor do pais, Republica Popular da China.
Objectivos: Igualdade social, liberdade de imprensa, liberdade de expressao, democracia e combate a corrupcao politica.
Causas: Morte de Hu Yaobang (1915-1989).
             . Abertura economica da Republica Popular da China.
             . Inflacao.
             . Corrupcao politica.
             . Nepotismo economico (especialmente em relacao aos filhos de Zhao Ziyang e Deng Xiaoping).
            . Revolucoes de 1989.
Resultados: Aplicacao da Lei Marcial em determinadas areas de Pequim de 20 de Maio de 1989 ate 10 de Janeiro de 1990.
                 . Manifestantes conseguem bloquear os soldados do Exercito de Libertacao Popular (ELP), mas fora da Praca da Paz Celestial centenas de milhares sao mortos e feridos pelas forcas do governo.
               . Manifestantes (principalmente estudantes) retiram-se pacificamente da Praca da Paz Celestial depois de terem negociado com o ELP.
              . Lideres do protesto e activistas pro-democracia sao exilados ou presos.
              . Sancoes economicas por parte do Ocidente e embargos de armas ao ELP.
              . Atrasos das reformas economicas e interrupcao da Reforma Politica.
              . Aumento do controlo da midia.
Caracteristicas: Greve de fome, protestos sentados e ocupacao de pracas publicas.


Eu era muito novo na altura em 1989 tinha ainda 11 anos  mas creio que tal como outras imagens e episodios ate anteriores tambem as imagens de um homem frente a um tanque de guerra me marcaram imenso. E claro que eu nao entendia as razoes e motivos dos protestos sabia la eu o que eram reformas economicas mas ja sabia o que era a liberdade de expressao, a liberdade de imprensa tinham-me ja ensinado o que era isso na escola assim pude compreender aquelas centenas de milhares de estudantes.

O acontecimento na altura e ate mais tarde ajudou-me tambem a entender o que era o comunismo, a ditadura de um pais comunista e ajudou tambem a tornar-me um anticomunista. E facil ser-se comunista num pais socialista, democratico, aberto a liberdade de imprensa e expressao mas queria ver se muitos que defendem o comunismo iriam ter a mesma ideia de tivessem num pais comunista sobretudo sob um regime de ditadura.

Penso ter ficado a faltar na mesma cronica as etiquetas Assassinaros e homicidios assim como Imprensa, Imprensa Internacional e Internacional.

Caro(a) leitor(a) esta foi mais uma cronica que me marcou profundamente nao so pelo tema em si abordar massacres, direitos humanos, etc mas tambem porque foi mais uma daquelas cronicas que me deu mais trabalho de pesquisa do que inicialmente pensava e deixo agora a mesma para si em particular. Ate a proxima, abraco.

                                                                                                                 Manuel Goncalves







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