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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Poemas XVIII


Tive varios afastamentos temporarios deste meu Blog. Este foi mais um deles e a razao foi que andei e continuo a andar um pouco com falta de inspiracao, com falta de novos assuntos para escrever aqui e tambem por outros motivos pessoais como a falta de tempo disponivel.

Entre as outras razoes que posso apresentar para esta minha ausencia esta relacionada com a decisao de apostar mais no meu projecto literario de escrever um livro de Poesia onde possa reunir os meus poemas, em especie de uma Antologia Poetica de Manuel Goncalves e em principio futuramente muitas das publicacoes aqui no Blog serao justamente novos poemas meus.

Sou um verdadeiro apreciador de Poesia Livre e justamente e nesse estilo que quero deixar a minha marca, a Poesia livre habitualmente nao segue as regras da poesia tradiconal de rimas e cumprimento de metricas mas em compensacao reserva-nos a surpresa de nao se saber o que vai sair dali. Eu quero sobretudo abordar temas de Poesia Urbana e escreve-los nesse estilo. Porem neste meu novo Poema optei por escrever um Poema em homenagem ao grande Poeta portugues, Fernando Antonio Nogueira Pessoa (1888-1935) mais conhecido como Fernando Pessoa e impus a mim mesmo o desafio de o escrever em Rima Oitava ainda que nao seguindo uma habitual tradicao de escrever em Decassilabos. Fiz este desafio por curiosidade de seguir um pouco a forma de como Luis Vaz de Camoes (C.1524-1579 ou 1580) escreveu Os Lusiados (1572).



 Na Esplanada Sentado (07/10/2026).

Na esplanada sentado
Mais um cafe bebias
Naquele lugar que te era reservado
Outro copo de aguardente pedias
Entre um cigarro ja quase fumado
E assim teus dias vivas
Entre os habitos que te matavam
E que cedo a morte te levaram

Na Brasileira ficaste imortalizado
Em tao belo monumento
Ali bem em pleno Chiado
E nem que seja por breve momento
Tambem no Martinho estas recordado
Por teu tao belo talento
E dos poemas que escreveste
E que a conhecer nos deste

Cedo comecavam teus dias
Logo ali na Leitaria do Sr Trindade
As novidades contavas, as novidades ouvias
E depois seguias pelas ruas da cidade
Que ja tao bem conhecias
E onde deicaste saudade
Oh Poeta! De grande valor
Ao qual faltou um pouco de amor

Entre as paredes do teu quarto
Foste escrevendo Tabacaria
Ali bem de coracao ja farto
Escreveste o que na alma te ia
Do proprio ser e do sentir me aparto
Do quanto tua pessoa sofria
Ficou o sofrer de quem nada tem
Mas Tabacaria foi mais alem

Descias calmamente pelo passeio
Cumprimentando quem te falava
E mesmo vivendo nesse anseio
Acenavas para quem te olhava
Paravas por breve momento perto do correio
Pensando em quem teu coracao amava
Recordando vosso ultimo olhar
Sem saber quando a ias reencontrar

Cada poema teu poderia ser
Uma onda desse Mar Salgado
Do qual nao soubeste esquecer
E por ti ficou Poetizado
E do mesmo tao bem soubeste escrever
Esse mar tambem um dia por ti navegado
Que outrora tantos temeram
E que em si muitos a vida perderam

Tu que Ofelia amaste
O que tinhas para amar
Tu que por Ofelia te apaixonaste
Ate a morte te levar
Tu que Ofelia desejaste
Como ninguem soubeste desejar
Como bela Dama de Camelia
Tanto amaste tu Ofelia

Sentiste Reis, viveste Caeiro
Foste Soares, sendo Campos
Mas Pessoa foste primeiro
Nesses teus poemas que sao cantos
E valem mais que dinheiro
Guiaste a mente por teus encantos
Entre a solidao e a boemia
Foste um Poeta de alma vadia

Triste aquela manha de Outono
Em que desta vida partiste
Deixando tua obra ao abandono
O que sofreste, o que sentiste
Antes de caires nesse eterno sono
Teus poemas melancolia triste
Jamais deixarei de os ler
Eles te fazem continuar a viver.

Apos esta humilde homenagem a Fernando Pessoa, ao grande e enorme Fernado Pessoa em que escolhi nao falar apenas da sua obra, mas igualmente do que o mesmo foi em vida, de como era o seu viver, os seus habitos, etc.

Nao sei se o grande Poeta esta feliz com esta homenagem ou se pode estar a dar voltas na sua campa revoltado apos ter detestado a mesma.

Nao sei o que ira sentir quem ler este poma, esta minha homenagem ao grande Poeta e que me faz ter a certeza de que tenho um grande caminho pela frente para igualmente um dia deixar o meu nome algures por ai em nome da Poesia.

Caro(a) Leitor(a) trazer ate vos esta humilde homenagem minha a quem eu considero o maior Poeta portugues (que me desculpe Luis Vaz de Camoes) e nos proximos tempos devo dizer que neste Blog muito se vai falar em Poesia ainda que continue a escrever em Prosa, penso que entenderam e ate a proxima, um enorme abraco para todos e nao se esquecam de serem felizes.

                                                                                                                Manuel Goncalves.





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