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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Premio Camoes (1989)



O Premio Camoes (1989) actualmente no valor de 100 mil Euros devera ser sem duvida o Premio Literario mais cobicado para qualquer Escritor portugues ou de um pais de expressao portuguesa, para la do Premio Nobel da Literatura (1901) Premio que em terras lusitanas somente um Escritor teve o prazer de ter vencido, Jose de Sousa Saramago (1922-2010) em 1998 actualmente avaliado em 950 mil euros.

Em conversa no Pinhal Noco com o Livreiro daquela que era a livraria mais importante e conhecida da vila ele afirmou certa vez que esses premios muitas vezes nao sao entregues por questoes de valor de carreira so Escritor, pelo merito de algo que o mesmo escreveu ao longo da carreira mas que muitas vezes tudo nao passava de questoes e decisoes politicas. Mais tarde em relacao ao Festival Eurovisao da Cancao (1956) ouvi num programa de televisao artistas musicais portugueses afirmarem que o vencedor do Euro Festival da Cancao muitas vezes ja estava decidido mesmo antes do proprio festival ter inicio e que o vencedor era decidido em Bruxelas e Estrasburgo no Parlamento Europeu (1958).

Nao deixo de concordar seriamente quando me dizem que nem sempre vence estes concursos e premios quem tem mais valor, quem mais merece mas vence sim quem tem mais forca entre outras questoes como politicas isso ficou tambem bem visto com o Premio Nobel da Paz (1991) quando em 1995 o Mundo esperava que o mesmo premio fosse entregue a Dom Carlos Filipe Ximenes Belo (1948) Bispo de Dili na altura e a Jose Manuel Ramos-Hora (1949) pelo trabalho de ambos em prol de uma solucao justa e pacifica para o conflito em Timor-leste era quase certo que ambos seriam os vencedores quando na ultima hora por outras questoes os vencedores do mesmo premio naquele ano foram o polaco Sir Joseph Rotblat (1908-2005) um Fisico polaco e britanico e as Conferencias Pugwash sobre Ciencias e Assuntos Mundiais (1957). Ximenes Belo e Ramos-Horta nao ficaram esquecidos mas tiveram que esperar pelo ano seguinte para somente em 1996 verem distinguidos com o mesmo Premio Nobel da Paz.


O Premio Camoes e um Premio Literario instituido pelos governos de Portugal e do Brasil com vista e objectivo ou intencao de estreitar os lacos culturais entre todos os paises lusofonos e enriquecer o patrimonio literario e cultural da Lingua Portuguesa. Atribuido anualmente desde de 1989, o maior galardao outorgado no ambito da Literatura em Lingua Portuguesa. O nome do premio e uma justa homenagem ao Poeta Luis Vaz de Camoes (C. 1524-1579 ou 1580), considerado o maior Escritor da Historia da Lingua Portuguesa e um grande nome da Literatura nao apenas portuguesa mas mundial.

O Premio Camoes e atribuido aos autores, pelo conjunto da obra, com que contribuiram para o enriquecimento do patrimonio literario e cultural da Lingua Portuguesa. O valor monetario do mesmo premio e presentemente (em 2026) 100 000 euros, um dos mais elevados a nivel mundial entre os premios literarios. Este valor e concedido ao premiado por meio de subsidio do Governo de Portugal (1976) e da Fundacao Biblioteca Nacional do Brasil (1810).

O Ministerui da Cultura Portugues (1979), atraves da Direccao-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (2012) tambem conhecido como DGLAB, com a colaboracao do Gabinete de Estrategia, Planeamento e Avaliacao Culturais (2012) conhecido tambem como GEPAC, organiza pela parte portuguesa a atribuicao do Premio desde a sua instituicao. Cabe a Fundacao da Biblioteca Nacional do Brasil a organizacao pela parte brasileira. O Diploma entregue aos laureados contem o nome de todos os paises lusofonos e sendo assinado pelos chefes de Estado de Portugal e do Brasil.

Entre os 38 laureados, encontram se autores de 5 paises lusofonos Portugal. Brasil, Mocambique, Angola e Cabo Verde. Guine-Bissau, Sao Tome e Principe e Timor Leste nunca tiveram ate ao momento um Escritor que fosse laureado com o Premio Camoes ate ao momento.

. Dados do Premio Camoes:

. Descricao: Premio pelo enriquecimento do Patrimonio Literario e Cultural da Lingua Portuguesa.
. Organizacao: DGLAB (Portugal) e FBN (Brasil).
. Paises Participantes: Paises Lusofonos.
. Primeira Cerimonia: 1989.
. Primeiro Laureado: Adolfo Rocha da Correia (1907-1995) conhecido pelo pseudonimo, Miguel Torga.
. Recompensa: 100.000 Euros.
. Detentor Atual: Lidia Jorge (1946) em 2026.
. Apresentacao: Juri Internacional.


Este Premio e considerado o mais importante da Literatura a premiar um Autor de Lingua Portuguesa pelo conjunto da sua obra. Destina-se somente ate ao momento a autores de Lingua Portuguesa, qualquer que seja a sua nacionalidade.

O Premio Camoes e atribuido anualmente por um Juri especialmente constituido para o efeito. O Premio consiste numa quantia pecuniaria resultante das contribuicoes dos dois estados, fixada anualmente de comum acordo. Presentemente o valor monetario do Premio e de 100.000 euros alem do enorme prestigio e honra que da ao Autor.

O Premio foi instituido inicialmente pelo Protocoloco Adicional ao Acordo Cultural entre o Governo da Republica Portuguesa e o Governo da Republica Federativa do Brasil (1966), de 07 de Setembro de 1966, que cria o Premio Camoes, assinado em Brasilia, em 22 de Junho de 1988, aprovado em Portugal atraves do Decreto N.o 43/88, de 30 de novembro.

Este protocoloco acabaria por vir a ser substituido pelo Protocoloco Modificativo do Protocoloco Que Institui o Premio Camoes, celebrado e acordado entre a Republica Portuguesa e a Republica Federativa do Brasil, assinado em Lisboa, em 17 de Abril de 1999, aprovado por Portugal, atraves do Decreto N.o 47/99, de 05 de Novembro. Segundo o mesmo novo protocoloco, esta previsto o acompanhamento por uma comissao paritaria, com representantes de ambas as partes, cabendo-lhe definir os objectivos, avaliar as actividades desenvolvidas e resolver eventuais dificuldades relacionadas com o mesmo.

Quaisquer instituicoes de natureza e vocacao cultural de paises lusofonos poderao apresentar candidaturas no ano anterior aquele em que o Premio vai ser atribuido. O Juri nao esta vinculado pelas candidaturas apresentadas. O Premio nao pode ser outorgado a mais do que uma personalidade em cada ano nem pode deixar de ser atribuido.


O Juri que elege o Vencedor do Premio Camoes e constituido por 6 membros, cujo o mandato e de 2 anos. Os governos de Portugal e do Brasil designam 2 membros cada, sendo os 2 membros restantes designados de comum acordo de entre personalidades dos restantes paises lusofonos. Assim sendo, e um dos raros premios literarios que busca representar toda a comunidade de paises lusofonos em seu corpo de jurados, assim como ocorre com o Premio Oceanos (2003) e o Premio Internacional Pena de Ouro (2020).

Lista de Membros do Juri por Paises:

. Portugal: 2 Membros.
. Brasil 2 Membros.
. Angola, Cabo Verde, Guine-Bissau, Mocambique, Sao Tome e Principe, Timor-Leste: 2 Membros.

. Palmares por Paises.

. Portugal: 16 laureados: (1989 (1), 1992 (2), 1995 (3), 1996 (4), 1999 (5), 2001 (6), 2002 (7), 2004 (8), 2006 (9) (o laureado luso-angolano acabou por recusar o Premio alegando motivos intimos e pessoais), 2007 (10), 2011 (11), 2015 (12), 2017 (13), 2020 (14), 2023 (15), 2026 (16) ).

. Brasil: 15 laureados: (1990 (1), 1993 (2), 1994 (3), 1998 (4), 2000 (5), 2003 (6), 2006 (7), 2008 (8), 2010 (9), 2012 (10), 2014 (11), 2016 (12), 2019 (13), 2022 (14), 2024 (15) ).

. Mocambique: 3 laureados: (1991 (1), 2013 (2), 2021 (3) ).

. Angola: 3 laureados: (1997 (1), 2006 (2) (o laureado luso-angolano acabou por recusar o Premio alegando motivos intimos e pessoais), 2025 (3) ).

. Cabo Verde: 2 laureados: (2009 (1), 2018 (2) ).

Entre os paises lusofonos Guine-Bissau, Sao Tome e Principe e Timor-Leste ate ao momento nunca tiveram um Escritor, Autor distinguido com o mesmo Premio Camoes.


Num artigo publicado no ano 2000 o Escritor, Poeta, Critorco Literario, Tradutor e Editor brasileiro Jorge Henrique Bastos (1964) residente em Portugal desde 1989 ate 2006 assinalou que, embora o Premio tenha sido concedido a "varios autores incontornaveis" da Literatura Lusofona, a predominancia de vencedores portugueses e brasileiros acabava por contrastar com a baixa qualidade de escritores africanos. Referindo-se a producao literaria dos Paises Africanos de Lingia Oficial Portuguesa (PALOP) o Autor assinalou que a diferenca poderia ser explicada "pelo facto desses escritores serem ainda jovens, e muitas das obras estao ainda em curso para se inserir nos pressupostos que norteiam a atribuicao do Premio". Ate entao, apenas dois autores africanos haviam sido premiados (Jose Joao Craveirinha (1922-2003) de Mocambique em 1991 e Artur Carlos Mauricio Pestana dos Santos (1941) de Angola conhecido pelo pseudonimo de Pepetela em 1997). Actualmente sao 6 em 38.

A escolha da Escritora, Jornalista, Tradutora, Cronista e Dramaturga brasileira Rachel de Queiroz (1910-2003), em 1993 e fazendo da mesma a primeira mulher a receber o Premio, gerou polemica. Segundo uma reportagem assinada por Norma Couri veiculada no Jornal do Brasil (1891), os membros portugueses do Juri ficaram desconfortaveis com o facto de que os representantes brasileiros que na mesma altura eram 3 - Arnaldo Niskier (1935), Oscar Dias Correia (1921-2005) e Joao de Scantimburgo Filho (1915-2013) - chegaram a Lisboa ja com o nome da Escritora previamente escolhido. Os portugueses procuraram sugerir outras opccoes sem exito, como Jorge Leal Amado de Faria (1912-2001) conhecido como Jorge Amado e tambem lancaram o nome de Haroldo Eurico Browne de Campos (1929-2003) conhecido como Haroldo de Campos, porem, nao obtiveram qualquer tipo de sucesso em mudar a opniao dos votantes brasileiros mesmo quando se colocava o nome de outros escritores brasileiros, importante lembrar que Jorge Amado viria a receber o Premio no ano seguinte. Ainda segundo a reportagem Niskier e Scantimburgo teriam defendido o Premio para Rachel Queiroz apos a Escritora ter apoiado e defendido o ingresso dos mesmos na Academia Brasileira de Letras (1897).

O suposto "acerto" entre os membros brasileiros do Juri e Queiroz repercutiu negativamente na imprensa e na intelectualidade portuguesas. O Escritor Portugues, Jose Augusto Neves Cardoso Pires (1925-1998) conhecido como Jose Cardoso Pires foi bastante duro com a escolha da Escritora brasileira, afirmando que "a sua obra nao avaliza a exigencia que caracteriza o Premio", Rachel Queiroz classificou as acusacoes como caluniosas, enquanto o proprio Escritor Jorge Amado um dos nomes apontados pelo Juri portugues no mesmo ano e Arnaldo Niskier sairam em defesa da Escritora. Jorge Amado foi agraciado com o Premio Camoes no ano seguinte. Tanto Jose Cardoso Pires, quanto Haroldo de Campos outro dos nomes apontados pelo Juri portugues nesse mesmo ano em que Rachel Queiroz venceu o Premio Camoes faleceram sem receber a distincao.


Segundo o Jornal do Brasil, em 1998 alguns especialistas em Literatura acreditavam que o nomeado seria Jose Cardoso Pires, que se encontrava em coma apos sofrer um derrame. O premiado, contudo, foi o Professor, Sociologo, Critico Literario e Teorico brasileiro, Antonio Candido de Mello e Souza (1918-2017) conhecido como Antonio Candido. Segundo o periodico, a decisao do jurados mais uma vez nao foi unanime, porem, estes evitaram qualquer tipo de comentario a respeito de outros provaveis homenageados. Jose Cardoso Pires faleceu em 26 de Outubro do mesmo ano.

Premiado em 2006, o Escritor luso-angolano, Jose Vieira Mateus da Graca (1935) mais conhecido pelo pseudonimo de Jose Luandino Vieira acabaria por em uma decisao inedita ate ao momento, recusar o Premio, alegando "razoes pessoais e intimas". Mais tarde Luandino revelou que o facto de nao editar qualquer livro a longos anos "pesou muito" na sua decisao inedita ate ao momento entre os vencedores de recusar o Premio. <<Teria sido uma grande injustica para os escritores que estavam a editar regularmente>>, disse entao.

Por ocasiao da escolha de Armenio Adroaldo Vieira e Silva (1941) um Jornalista e Escritor cabo-verdiano mais conhecido como Armenio Vieira, em 2009, o Ministro da Cultura de Cabo Verde e Linguista, Manuel Monteiro da Veiga (1948) fez o seguinte comentario: <<"Ja era mais que tempo", lamentando, porem, que Manuel dos Santos Lopes (1907-2005), mais conhecido como Manuel Lopes, um dos maiores autores cabo-verdianos, ja falecido, nunca tenha sido galardoado com um Premio "mais que merecido". "Mas e uma homenagem a toda a Literatura de Cabo Verde. Desde os claridosos ate aos jovens autores. Cabo Verde ja merecia e Armenio Vieira tambem", referiu, lembrando que o Premio "conforta" todos os escritores e poetas do Arquipelago>>.

Em 2010 o Juri escolheu o Poeta brasileiro Jose Ribamar Ferreira (1930-2016) mais conhecido pelo pseudonimo de Ferreira Gullar, porem nao deixou de tornar publico que o nome da Escritora portuguesa Helia Correia (1949) tambem nao deixara de ser apontado. A idade dos concorrentes serviu como criterio de desempate. Gullar completaria 80 anos naquele ano, enquanto os votantes consideraram que Correia ainda "teria tempo" para ser premiada. O reconhecimento da Escritora portuguesa viria a acontecer somente 5 anos mais tarde, ocorreu em 2015.


Na cerimonia de entrega do Premio Camoes de 2017, o Escritor brasileiro Raduan Nassar (1935) criticou duramente o Governo do entao Presidente do Brasil, Michel Miguel Elias Temer Lulia (1940) mais conhecido como Michel Temer. O Autor tambem fez criticas ao Supremo Tribunal Federal (1808) tambem conhecido pela abreviatura de STF e o processo de Impeachment de Dilma Rousseff (2015-2016). O entao Ministro da Cultura, Roberto Joao Pereira Freire (1942) mais conhecido como Roberto Freire, reagiu atacando as declaracoes e afirmacoes de Nassar, de modo que recebeu vaias dos convidados presentes.

Em 2019, o Artista brasileiro Francisco Buarque de Hollanda (1944) reconhecido como Chico Buarque foi o vencedor do Premio Camoes. Numa atitude muito criticada, o Presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro (1955) conhecido como Jair Bolsonaro, afirmou que nao iria assinar o diploma de entrega do Premio. "A nao assinatura do Bolsonaro no diploma e para mim um segundo Premio Camoes", reagiu Chico Buarque a noticia das afirmacoes do entao Presidente brasileiro Bolsonaro, segundo a coluna do Jornalista brasileiro, Ancelmo de Rezende Gois (1948) no jornal O Globo (1925).

Apesar das criticas, o Premio Camoes foi saudado por intelectuais como o Poeta brasileiro, Antonio Carlos Secchin (1952), por conferir reconhecimento a autores de renome que transitam por diferentes generos e estilos, alem de proporcionar uma maior circularidade das obras dos mesmos entre os paises lusofonos.


. Lista de Laureados com Premio Camoes:

1. (1989):

. Nome: Adolfo Correia da Rocha (1907-1995)
.  Pseudonimo: Miguel Torga.
. Genero Literario: Poesia, Conto, Romance, Teatro, Novela, Memorias, Ensaio.
. Obra-Prima: Contos da Montanha (1941).
. Pais: Portugal.

2. (1990):

. Nome: Joao Cabral de Melo Neto (1920-1999)
. Pseudonimo: Joao Cabra de Melo Neto.
. Genero Literario: Poesia, Ensaio.
. Obra-Prima: Morte e Vida Severina (1955).
. Pais: Brasil.

3. (1991):

. Nome: Jose Joao Craveirinha (1922-2003).
. Pseudonimo: Jose Craveirinha.
. Genero Literario: Poesia.
. Obra-Prima: Karingana ua Karingana (1974)
. Pais: Mocambique.

4. (1992):

. Nome: Vergilio Antonio Ferreira (1916-1996).
. Pseudonimo: Vergilio Ferreira.
. Genero Literario: Romance, Conto, Memorias, Ensaio.
. Obra-Prima: Manha Submersa (1954), Aparicao (1959).
. Pais: Portugal.

5. (1993):

. Nome: Rachel de Queiroz (1910-2003).
. Pseudonimo: Rachel de Queiroz.
. Genero Literario: Romance, Cronica, Traducao, Teatro, Memorias.
. Obra-Prima: O Quinze (1930).
. Pais: Brasil.

6. (1994):

. Nome: Jorge Leal Amado de Faria (1912-2001).
. Pseudonimo: Jorge Amado.
. Genero Literario: Romance, Cronica, Novela, Poesia, Biografia, Memorias.
. Obra-Prima: Gabriela, Cravo e Canela (1958), Dona Flor e Seus Dois Maridos (1966), Capitaes de Areia (1937), Tieta do Agreste (1977).
. Pais: Brasil.

7. (1995):

. Nome: Jose de Sousa Saramago (1922-2010).
, Pseudonimo: Jose Saramago.
. Genero Literario: Romance, Cronica, Conto, Novela, Poesia, Memorias.
. Obra-Prima: Memorial do Convento (1982), O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991), Ensaio Sobre a Cegueira (1995), A Viagem do Elefante (1998).
. Pais: Portugal.

8. (1996): 

. Nome: Eduardo Lourenco de Faria (1923-2020).
. Pseudonimo: Eduardo Lourenco.
. Genero Literario: Ensaio, Filosofia, Critica Literaria, Estudos Literarios.
. Obra-Prima: O Labirinto da Saudade - Psicanalise Mitica do Destino Portugues (1978).
. Pais: Portugal.

9. (1997):

. Nome: Artur Carlos Mauricio Pestana dos Santos (1941).
. Pseudonimo: Pepetela.
. Genero Literario: Romance, Conto.
. Obra-Prima: Mayombe (1979)
. Pais: Angola.

10. (1998): 

. Nome: Antonio Candido de Mello e Souza (1918-2017).
. Pseudonimo: Antonio Candido.
. Genero Literario: Critica Literaria, Estudos Literarios, Ensaio, Sociologia.
. Obra-Prima: Formacao da Literatura Brasileira (1975).
. Pais: Brasil.

11. (1999):

. Nome: Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004).
. Pseudonomo: Sophia de Mello Breyner.
. Genero Literario: Poesia, Conto, Teatro, Traducao, Ensaio.
. Obra-Prima: Poesia (1944),Mar Novo (1958), O Cristo Cigano (1961), A Menin do Mar (1961), A Fada Oriana (1964), Geografia (1967), Antologia (1975).
. Pais: Portugal.

12. (2000): 

. Nome: Waldomiro Freitas Autran Dourado (1926-2012).
. Pseudonimo: Autran Dourado.
. Genero Literario: Romance, Conto, Ensaio, Memorias.
. Obra-Prima:A Barca dos Homens (1961), Opera dos Mortos (1967), O Risco do Bordado (1970), Os Sinos da Agonia (1974), Um Artista Aprendiz (1989).
. Pais: Brasil.

13. (2001): 

. Nome: Eugenio de Andrade (1923-2005).
. Pseudonimo: Jose Fontinhas.
. Genero Literario: Poesia, Traducao, Cronica.
. Obra-Prima: As Maos e os Frutos (1948), Os Amantes Sem Dinheiro (1950), As Palavras Interditas (1951), Obstinato Rigore (1964).
. Pais: Portugal.

14. (2002):

. Nome: Maria de Fatima de Bivar Velho da Costa (1938-2020).
. Pseudonimo: Maria Velho da Costa.
. Genero Literario: Romance, Conto, Teatro, Ensaio.
. Obra-Prima: Maina Mendes (1969), Novas Cartas Portuguesas (1972) - Com Maria Teresa horta (1937-2025) e Maria Isabel Barreno (1939-2016), Casas Pardas (1977), LuciaLima (1983), Missa in Albis (1988), Irene ou o Contrasto Social (2000), O Livro do Meio (2006) - Com Armando da Silva Carvalho (1938-2017), Myra (2008), O Amante do Crato (2012).
. Pais: Portugal.

15. (2003):

. Nome: Jose Rubem Fonseca (1925-2020).
. Pseudonimo: Rubem Fonseca.
. Genero Literario: Romance, Conto, Cronica, Novela.
. Obra-Prima: O Caso Morel (1973), Agosto (1990), O Selvagem da Opera (1994), O Seminarista (2009).
. Pais: Brasil.

16. (2004):

. Nome: Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa (1922-2019).
. Pseudonimo: Agustina Bessa-Luis.
. Genero Literario: Romance, Novela, Conto, Cronica, Teatro, Ensaio, Biografia, Memorias.
. Obra-Prima: A Sibita (1954), Vale Abraao (1991), A Quinta Essencia (1999).
. Pais: Portugal.

17. (2005):

. Nome: Lygia Fagundes da Silva Telles (1918-2022).
. Pseudonimo: Lygia Fagundes Telles.
. Genero Literario: Romance, Conto.
. Obra-Prima: Ciranda de Pedra (1955), Antes do Baile Verde (1970), As Meninas (1973).
. Pais: Brasil.

18. (2006) - Recusou o Premio:

. Nome: Jose Vieira Mateus da Graca (1935).
. Pseudonimo: Jose Luandino Vieira.
. Genero Literario: Romance, Conto, Novela.
. Obra-Prima: Luuanda (1963), Macandumba (1978).
. Pais: Portugal, Angola.

19. (2007):

. Nome: Antonio Lobo Antunes (1942-2026).
. Pseudonimo: Antonio Lobo Antunes.
. Genero Literario: Romance, Cronica.
. Obra Prima: Memorias de Elefante (1979), Os Cus de Judas (1979), As Naus (1988), Manual dos Inquisidores (1996), Eu Hei-de Amar Uma Pedra (2004), Sobolos Rios Que Vao (2010).
. Pais: Portugal.

20. (2008):

. Nome: Joao Ubaldo Osorio Pimentel Ribeiro (1941-2014).
. Pseudonimo: Joao Ubaldo Ribeiro.
. Genero Literario: Romance, Conto, Cronica, Novela. Ensaio.
. Obra Prima: Sargento Getulio (1971), Viva o Povo Brasileiro (1984), O Sorriso do Lagarto (1989).
. Pais: Brasil.

21. (2009):

. Nome: Armenio Adroaldo Vieira e Silva (1941).
. Pseudonimo: Armenio Vieira.
. Genero Literario: Poesia, Ensaio.
. Obra Prima: O Poema, a Viagem, o Sonho (2009).
. Pais: Cabo Verde.

22. (2010): 

. Nome: Jose Ribamar Ferreira (1930-2016).
. Pseudonimo: Ferreira Gullar.
. Genero Literario: Poesia, Conto, Cronica, Ensaio, Critica de Arte, Biografia.
. Obra Prima: Poema Sujo (1976).
. Pais: Brasil.

23. (2011):

. Nome: Manuel Antonio Pina (1943-2012).
. Pseudonimo: Manuel Antonio Pina.
. Genero Literario: Poesia.
. Obra Prima: Todas as Palavras: Poesia Reunida (2012).
. Pais: Portugal.

24. (2012):

. Nome: Dalton Jerson Trevisan (1925-2024).
. Pseudonimo: Dalton Trevisan.
. Genero Literario: Conto, Romance, Novela.
. Obra-Prima: O Vampiro de Curitiba (1965).
. Pais: Brasil.

25. (2013):

. Nome: Antonio Emilio Leite Couto (1955).
. Pseudonimo: Mia Couto.
. Gnero Literario: Romance, Novela, Conto, Poesia.
. Obra-Prima: Terra Sonambula (1992).
. Pais: Mocambique.

26. (2014): 

. Nome: Alberto Vasconcellos da Costa e Silva (1931-2023).
. Pseudonimo: Alberto da Costa e Silva.
. Genero Literario: Historia, Poesia, Memorias, Ensaio, Biografia.
. Obra-Prima: Livro de Linhagem (1966).
. Pais: Brasil.

27. (2015):

. Nome: Helia Correia (1949).
. Pseudonimo: Helia Correia).
. Genero Literario: Conto, Poesia, Romance, Teatro.
. Obra-Prima: Contos (2008).
. Pais: Portugal.

28. (2016):

. Nome: Raduan Nassar (1935).
. Pseudonimo: Raduan Nassar.
. Genero Literario: Conto, Romance, Novela.
. Obra-Prima: Lavoura Arcaica (1975).
. Pais: Brasil.

29. (2017):

. Nome: Manuel Alegre de Melo Duarte (1936).
. Pseudonimo: Manuel Alegre.
. Genero Literario: Conto, Poesia, Romance, Novela.
. Obra-Prima: Praca da Cancao (1965), O Canto e as Armas (1967), Alma (1995), Cao Como Nos (2002).
. Pais: Portugal.

30. (2018):

. Nome: Germano Almeida (1945).
. Pseudonimo: Germano Almeida.
. Genero Literario: Conto, Cronica, Romance.
. Obra-Prima: Os Dois Irmaos (1995).
. Pais: Cabo Verde.

31. (2019): 

. Nome: Francisco Buarque de Hollanda (1944).
. Pseudonimo: Chico Buarque.
. Gnero Literario: Musica, Poesia, Romance, Teatro.
. Obra-Prima: Fazenda Modelo: Novela Pecuaria (1974), Estorvo (1991), Essa Gente (2019), Anos de Chumbo (2021).
. Pais: Brasil.

32. (2020):

. Nome: Victor Manuel Pires de Aguiar e Silva (1939).
. Pseudonimo: Victor Manuel de Aguar e Silva.
. Genero Literario: Ensaio, Estudos Literarios.
. Obra-Prima: Competencia Linguistica e Competencia Literaria (1977).
. Pais: Portugal.

33. (2021):

. Nome: Paulina Chiziane (1955).
. Pseudonimo: Paulina Chiziane.
. Genero Literario: Conto, Romance.
. Obra-Prima: O Setimo Juramento (2000).
. Pais: Mocambique.

34. (2022):

. Nome: Silviano Santiago (1936).
. Pseudonimo: Silviano Santiago.
. Genero Literario: Ensaio, Critica Literaria, Romance.
. Obra-Prima: Em Liberdade (1981), Uma Historia de Familia (1993), Keith Jarrett no Blue Note (1996).
. Pais: Brasil.

35. (2023):

. Nome: Joao Barrento (1940).
. Pseudonimo: Joao Barrento.
. Genero Literario: Ensaio, Estudos Literarios, Cronica, Traducao.
. Obra-Prima: O Genero Intranquilo: Anatomia do Ensaio e do Fragmento (2010).
. Pais: Portugal.

36. (2024):

. Nome: Adelia Luzia Prado de Freitas (1935).
. Pseudonimo: Adelia Prado.
. Genero Literario: Poesia.
. Obra-Prima: Bagagem (1976), O Coracao Disparado (1978), Terra de Santa Cruz (1981), O Pelicano (1987), A Faca no Peito (1988), O Homem da Mao Seca (1994), Filandras (2001).
. Pais: Brasil.

37. (2025):

. Nome: Ana Paula Ribeiro Tavares (1952).
. Pseudonimo: Ana Paula Tavares.
. Genero Literario: Poesia.
. Obra-Prima: Como Veias Finas na Terra (2010).
. Pais: Angola.

38: (2026):

. Nome: Lidia Jorge (1946).
. Pseudonimo: Lidia Jorge.
. Genero Literario: Ensaio, Romance.
. Obra-Prima: Os Memoraveis (2014).
. Pais: Portugal.


E sempre um prazer quando estou prestes a terminar um novo trabalho no blog. Como sabem sou um defensor da Cultura Portuguesa, da Literatura, Musica, das artes em si e acredito que Portugal nao e inferior aos outros, mesmo aos grandes e poderosos. Muitas vezes em Portugal nao faltam artistas de qualidade, o que falta muitas vezes e que sejam valorizados e reconhecidos, o que falta igualmente e investimento por parte do proprio Ministerio da Cultura.

Este Premio acaba por ser o melhor reconhecimento para muitos escritores que por vezes tiveram algumas dificuldades em publicar as suas obras sobretudo quando tem talento mas ainda lhes falta reconhecimento. Por vezes o talento nao chega, por vezes e preciso estar-se de algum lado politico, mesmo que seja o que entendemos por politicamente errado.

Caro (a) Leitor (a) vejo que e hora de apresentar as minhas despedidas com votos de um ate breve e de tudo de bom para voces.

                                                                                                        Manuel Goncalves




















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